O título não tem uma conexão racional, ainda assim, de forma inesperada, essas duas notícias(abaixo), me vieram a mente em tom de descabimento. Poucos dias atrás, ví pela TV, parte do interrogatório dos soldados acusados de “entregar” jovens à traficantes no RJ (notícia permanente na grande-mídia), no interrogatório, o sargento de 25 anos acusado de chefiar aquele “destacamento”, afirma: “entreguei eles só para darem um susto”, o juiz olha para ele e diz: “o senhor acreditou nisso, o senhor acha que os traficantes iam respeitar o senhor? Eles não repeitam o estado. O senhor acha que iam respeitar o senhor”. O sargento “desatou” a chorar como dizem aqui no RS.

Salvo inúmeras questões que poderíamos pincelar no relato acima, quero focar numa questão mais geral, pode um jovem de 25 anos, ser responsável no exército por um destacamento, em uma realidade tão complexa como um morro do RJ? Pode? sim, eu mesmo respondo a pergunta, pode sem dúvida alguma, porém, acredito que os riscos são muito maiores de se perder o controle da situação. Um jovem de 25 anos, está muito mais propenso a falhar, pela pouca experiência de vida. Isso não é uma máxima, a idade não é determinante sei bem, ainda assim ressalvo, acho isso muito imprudente. Chorar depois não resolve.

No mesmo dia, em outro canal de TV, vejo a notícia que vamos trocar aqui no Rio Grande do Sul, o secretário estadual de justiça e segurança, um experiente delegado da Polícia Federal, pelo deputado Márcio Biolchi - PMDB(foto), jovem “estudante” de direito, que a pouquíssimos dias, comemorou seus 29 anos. Dizem as manchetes, que o Coronel Mendes da Brigada Militar aprova a possibilidade em discussão. Tanto lá como aqui, é muita imprudência. Chorar depois não resolve.

Manchete na ADITAL: A libertação dos 15 reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, dentre os quais se encontravam a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três agentes secretos americanos, foi comprada por cerca de US$ 20 milhões, de acordo com a Rádio Suíça Romanda (RSR). A rádio chamou a operação de “encenação” e afirmou que na origem da transação estavam os Estados Unidos. No dia eu já tinha sugerido isso AQUI.

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Uma grata surpresa musical do dia, navegando na web achei a banda italiana Tri Muziki, mexe daqui, mexe dali, achei o cd deles - Un Vègh Pes Marii (2004). Baixei uma música sem esperar muito, eis que, gostei bastante. Baixei o cd inteiro. Para quem quiser indico a seguir, para download do cd clique AQUI1 (pacote1) AQUI2 (pacote). O cd está no Sharebee em dois pacotes. O som é um roteiro do mediterrâneo multicultural, vai do jazz ao clássico, do gitano à musica popular italiana.

(Sharebee como baixar? Clique no aqui acima, na próxima página escolha Badongo - clique, a direita aparecerá letrinhas, coloque-as no espaço em branco e clique em faça o download do seu ficheiro, pronto).

De muito acerto político a ação de divulgar a luta indígena da Raposa Serra do Sol na Europa, os(as) representantes indígenas estão reunindo-se com autoridade de governos, parlamentos e inclusive o Papa, para pressionar na solicitação: “.. que ratifique a Convenção 169 da OIT sob povos indígenas e tribais em países independentes (que trata sobre a relação entre os povos indígenas e a sua terra, recursos naturais e oportunidades de desenvolvimento) para que outros povos nativos possam solicitar apoio”. Os(as) representantes indígenas, estão também denunciado a grilagem de terras em Roraima; o relação promiscua do governo do estado de Roraima (PSDB) e 6 latifundiários “sojeiros” e os crimes praticados contra os(as) indígenas da região.

Em rápido giro na web, percebe-se comentários “preconceituosos” com relação a ação indígena. São exemplos que ridiculizam a ida dos(as) mesmos(as) por exemplo à Portugal, na solicitação apoio a convenção 169 da OIT. Vale-se dizer, com relação ao nosso “descobrir”, que a população “moderna e branca” mantém inúmeras relações “inteligentes” e periódicas com o Portugal aqui mesmo no Brasil, por exemplo, através das portuguesas Unidas, Grupo Sonae e das empresas de capital português como a VIVO, emfim uma relação muito “autônoma” na qual “nós” é que pagamos a conta.

Os indígenas da Raposa Serra do Sol, estão fazendo uma peregrinação altiva e justa, denunciam a imposição do capital e da má política em sua reserva e estado, revindicando seus direitos e novos direitos para seu povo. Solicitam apoio a outros governos e personalidades do mundo, que pressionem o STF do Brasil e fortaleçam a ação do governo federal brasileiro de demarcação contínua das terras , e de retirada dos não-índios da reserva Raposa Serra do Sol. A ação dos(as) indígenas, da visibilidade a causa não para sí, mas “para que outros povos nativos possam solicitar apoio” como já dito.

“Envolta em uma crise política, a governadora Yeda Crusius convocou um especialista americano em opinião pública para auxiliar o Piratini a tomar decisões sobre a adminsitração… o pesquisador James Fishkin foi convidado pelo Piratini a visitar o Estado, com passagem de avião, hospedagem e alimentação custeadas pelo governo.” Mais AQUI.

Ingrid-Betancourt.jpg

Essa é grande notícia dos jornais de hoje, já foi da internet, TVs e rádios ontem. A grande-mídia ainda não acertou o discurso com precisão, afinal, Ingrid e os demais, foram resgatados e/ou libertados de que forma?

1.Quem era essa organização fictícia amiga das FARC, que estaria responsável pelo transporte dos reféns de uma acampamento das FARC a outro acampamento, que pousaria helicópteros em plena selva, sem ser abatida pelas FARC?
2.Depois de anos sendo bem sucedida em seu cativeiro, o que levaria as FARC serem tão descuidadas com o seu principal trunfo (Ingrid Betancourt), transportando-a através de uma organização humanitária?
3.O que levaria esse desfecho dar-se de forma segura para ambos os lados, sem tiros e mortes?

Apesar dessas questões não estarem bem claras, podemos, talvez, de ante-mão, já esperar um futuro cenário do desnudar de uma possível negociação entre o governo Colombiano e as FARC, o que não teria sido de todo o mal. Apesar de ser essa uma das maiores preocupações frente a notícia desde ontem, junto  a comemoração pela libertação desses reféns (faço coro a isso, não concordo com reféns, nem em Guantanamo), acredito, que não está ai a centralidade do debate que a situação nos pede.

No dia 16 de junho passado, Emir Sader em seu blog escreveu: Para que a Colômbia deixe de sangrar AQUI, no artigo ele recupera o recente artigo de Orlando Fals Borda e o apelo de Hugo Chavez no programa Alô Presidente para que as FARC adotem a linha democrática e abandone as armas, leiam, vale a pena.

Na América Latina hoje, a Colombia é a principal referência que destoa das profundas alterações que estão acontecendo, parte desse descompasso, está pela opção armada da esquerda colombiana. A Colombia é hoje o foco e  motivo, para o desembarcar cada vez mais constante do serviço secreto americano em nosso continente. Após a perda de seu maior trunfo, Ingrid Betancourt, a centralidade está não em como foi feito o resgate de Ingrid, mas sim, qual o futuro das FARC e a possibilidade concreta de avançarmos para um partido de movimentos, e talvez,  um possível futuro governo de esquerda na Colombia. Mais AQUI, AQUI,

Com uma descarada proposta de aumento de salário, conforme o blog da Rosane de Oliveira em tom de espanto-cômico-possível - o salário da governadora passaria de R$ 7,1 mil para R$ 17,3 mil. Yeda defende pessoalmente seu próprio aumento de salário e ainda ressalta, essa foi uma proposta do “Gabinete de Transição”, veja lá, que transição hein? Esse é “produto” do gabinete de experts que apontaria a saída da crise? Mais AQUI, AQUI, AQUI (relatividade),

logoÓtima matéria que o Le Monde Diplomatique fez, li ela na revista, mas melhor agora que está disponível na web e podemos mais facilmente divulgar. Discutir e perceber o papel do trabalho dos(as) imigrantes ilegais na Europa é de grande importância, na maioria das vezes, a idéia que a grande mídia passa, é de um grupo pequeno de clandestinos(as) que causam um “problema” social e custoso para os países europeus. Muito pouco se olha (esforça-se para isso), o ponto de vista econômico desses países ao pensarem suas estratégias de desenvolvimento(nacional ou por cadeias, ex: hotelaria) contando com o importante trabalho precarizado destes(as), de baixo custo, que vai compor uma parcela considerável da reprodução dos lucros do capital Europeu. Vale também olhar a matéria pelo lado da mobilização social destes(as); a ação do estado frente essa mobilização; as reavaliações do movimento sindical europeu e a própria indução feita pelo sistema para a migração que ele próprio condena.
“Alvos de perseguições cada vez mais freqüentes em toda a Europa, os imigrantes não-regularizados articulam uma onda de greves na região de Paris. Muitos já não temem aparecer em manifestações públicas. Seu trunfo: o continente que hipocritamente os persegue não pode viver sem eles” Por Olivier Piot - Integra AQUI.

Após ter sido citado como “ideólogo” teórico da posição do MP do RS, formulação que vem querendo “dissolver” os Movimentos Sociais, o sociólogo Zander Navarro manifesta solidariedade irrestrita ao movimento em recente nota a imprensa (abaixo). Acompanhe mais AQUI e AQUI.

Sobre as acusações do Ministério Público ao MST no Rio Grande do Sul

Zander Navarro - Departamento de Sociologia, UFRGS, Porto Alegre)

Ecoaram fortemente nesta semana diversos documentos produzidos pelo Ministério Público (MP) no Rio Grande do Sul, os quais descrevem as ações organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e, em alguns outros casos, protestos organizados pela Via Campesina. O MP também faz diversas acusações em tais peças jurídicas, e alguns de seus membros reiteraram tais opiniões em entrevistas oferecidas a diversos meios de comunicação, revelando surpreendente retórica politicamente obscurantista.

Em sua essência, o MP desenvolve uma fantasiosa teoria sobre as formas de luta social que vêm sendo organizadas há tantos anos pelos trabalhadores rurais sem-terra no Estado. Meu nome foi citado na ação, em função de minhas pesquisas sobre o MST, particularmente no Rio Grande do Sul, mas de forma que julgo inteiramente distorcida, inclusive porque jamais concluí, a partir dessas pesquisas, sobre as ilações que o MP utiliza nos seus documentos tornados públicos.

São absurdas, por exemplo, as acusações que fazem ao Movimento, apontando-o como um “braço de guerrilha”, no estilo das FARC colombianas. Ou ainda, em acusação que é pelo menos delirante, que o MST teria lutado pela formação de alguns assentamentos na cercania de Porto Alegre, porque essas são áreas vizinhas às redes de distribuição de energia e à mais importante refinaria de petróleo do Estado e, assim sugerem quase explicitamente os procuradores, poderia ocorrer em um momento futuro sabotagens ou algo similar.

Acompanhei os esforços de organização dos trabalhadores rurais e a conquista desses assentamentos na região metropolitana, quase todos formados ao longo da década de 1980, e acusação como esta é completamente descabida, pois a formação daqueles assentamentos respondeu apenas à existência de imóveis improdutivos então existentes, que foram ocupados, como forma de pressão e, posteriormente, desapropriados na forma da lei.

A interpretação do MP estadual e a análise dos documentos levam a crer, desta forma, que existe uma estratégia de forçar a desmobilização do Movimento, inclusive quando inicialmente foi proposta a “dissolução” da organização, intenção posteriormente eliminada dos documentos finais do Ministério Público.

Mas os textos refletem, claramente, um posicionamento explícito alinhado aos argumentos históricos dos grandes proprietários de terra do Estado, dissociando o MP de sua missão maior de preservação do Estado de Direito. Este particularismo na aplicação da lei ocorre quando, por exemplo, o MP adota posturas que ferem, por um lado, preceitos garantidos na Constituição como, por exemplo, o direito de ir e vir (pois foram proibidas as marchas de trabalhadores rurais sem-terra, forma de pressão que corriqueiramente o Movimento utilizou para exigir maior velocidade na implementação da reforma agrária) ou, ainda, o direito de formar acampamentos em propriedades contíguas a imóveis passíveis de futura desapropriação, como outra forma de pressão que é legítima e legal, pois esses acampamentos foram organizados com a anuência dos respectivos proprietários.

Ao assim agir, o MP tem assumido uma face arbitrária que transita ao arrepio das leis cuja observância são sua própria razão de existência. As acusações igualmente acentuam a “natureza política” do MST, em aspecto quase ridículo, pois seria impensável que uma força social como o Movimento, lutando pela implementação da reforma agrária, pudesse abrir mão de sua natureza política.

Ainda que minhas análises sociológicas sobre o MST apontem problemáticos aspectos de sua estruturação interna e opções estratégicas, não pode ser negado (e eu seria o primeiro a fazê-lo, conhecendo como conheço as lutas sociais dos sem-terra desde o seu nascedouro) o que talvez seja o maior mérito e conquista política do Movimento, fazendo-a, igualmente, uma conquista de toda a sociedade brasileira. Qual seja, após tantos anos de existência, ter conseguido reverter a correlação de forças existente no meio rural brasileiro, tornando os grandes proprietários de terra, atualmente, reféns das formas de pressão, especialmente as ocupações, que os sem-terra regularmente organizam, em diversas regiões do Brasil.

Esta inversão, que é um ganho histórico da sociedade brasileira, pode significar que, finalmente, as regiões rurais brasileiras poderão ser democratizadas em suas relações sociais e os direitos dos trabalhadores e das famílias rurais mais pobres serem reconhecidos mais efetivamente. Ações como a do MP gaúcho, desta forma, remam na direção contrária e tentam ainda manter o conservadorismo, quando não o autoritarismo, dos grandes proprietários de terra, e devem ser repudiadas fortemente.

É importante, portanto, que os diversos agrupamentos democráticos, estimulados pelo Partido dos Trabalhadores e seus membros, denunciem tal tentativa de cerceamento da organização política de todos os setores sociais, particularmente das populações mais pobres em nosso país.

Solidarizo-me irrestritamente com o MST e a reação a este abuso de poder que vem tentando encurralar os trabalhadores rurais sem-terra de exercerem um direito constitucional de organização e desenvolvimento de formas de pressão que possam significar a expansão do programa de reforma agrária ora em curso no país.

Por fim, talvez seja este um momento importante para que o MST possa refletir sobre um aspecto que o MP vem ressaltando e que é o único que, talvez, tenha alguma razão de ser, sendo provavelmente a única face razoável desta atrapalhada ação daquele órgão da Justiça. Refiro-me à exigência que os documentos fazem da dissolução do Movimento porque “a organização não teria base legal” para existir, pois não tem registro oficial. No próximo mês de outubro completaremos vinte anos da promulgação da Constituição brasileira, que abriu um período de vibrante democratização do país. Desta forma, não deixa de ser pelo menos estranha a decisão da direção nacional do MST de manter a organização sob formato semiclandestino, como se ainda estivéssemos sob um regime autoritário ou uma ditadura qualquer.

A democracia brasileira consolidou-se, temos um presidente popular e progressista, extremamente dedicado à ampliação de políticas sociais que, gradualmente, reduzam os níveis de pobreza e de desigualdade social. Os diversos atores do sistema político são todos conhecidos; suas organizações têm regimes de funcionamento conhecidos e, assim, seus dirigentes são igualmente escolhidos em espaços transparentes e públicos, segundo aqueles procedimentos, podendo desta forma reivindicar uma legitimidade incontestável.

Ao optar pela reiteração de uma forma de existência semiclandestina, o MST arrisca-se a perder apelo popular e, especialmente, a legitimidade de suas ações e formas de pressão tornam-se igualmente reduzidas. Este episódio desencadeado pelo Ministério Público gaúcho, que é preocupante e merece o repúdio de todos as correntes democratas, talvez sirva pelo menos para estimular tal reflexão por parte dos membros da organização dos sem-terra.

Carta de Conjuntura completa - Junho 2008 - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA AQUI. “A economia brasileira está crescendo a taxas consideradas elevadas, se comparadas com as taxas verificadas nas duas últimas décadas do século passado e no início desta década. No primeiro trimestre de 2008, a economia brasileira cresceu 5,8% em relação a igual período do ano anterior. Há uma característica especial e de alta qualidade do crescimento nesse ciclo: o investimento cresce há 12 trimestres a uma taxa que é, em média, 2,4 vezes superior à taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).”

A data do aniversário é Maio, ano passado fiz um post sobre IZ AQUI no blog, lembrando seu aniversário. Sou fã da música do gigante hawaiano. Hoje, fazendo 11 anos de sua morte, torno a lembrar do músico IZ que faleceu em 26 de junho de 1997 de obesidade mórbida. Por muitos anos ainda, IZ será a referência maior da música do povo hawaiano. (aproveite o vídeo abaixo).

http://www.fecomercio-rj.org.br/publique/media/CarlosMinc.jpgO Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, é o dono frase acima, em tom de aviso do que irá acontecer com o gado criado de forma ilegal na região amazônica. No dia de hoje o Ministério do Meio Ambiente (MMA), detalhou a apreensão feita dia 7 pelo IBAMA, foram apreendidas 3,1 mil cabeças de gado na estação ecológica Terra do Meio (PA). Dados do IBAMA apontam que deva existir algo em torno de 60 mil cabeças de gado nessa mesma situação na região amazônica. A apreensão será leiloada em no máximo 3 semanas e os recursos usados no aparelhamento do IBAMA, em ações de apoio as comunidades indígenas e o projeto Fome-Zero. Nos próximos dias sairá um decreto presidencial reforçando essas ações. A íntegra da notícia AQUI.

Adolf Hitler

Muito preocupante a matéria intitulada “MP/RS afirma querer quebrar a espinha dorsal do MST” que está hoje estampada no Diário Gauche. A citada frase teria sido dita pelo promotor Gilberto Thums à Folha de São Paulo AQUI -  “Voto no sentido de designar uma equipe de promotores de Justiça para promover ação civil pública com vistas à dissolução do MST e a declaração de sua ilegalidade”. (AQUI a íntegra da ata aprovada pelo Conselho Superior do MPE do RS pedindo a dissolução do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Mesmo não confirmando-se a “dissolução” do MST, é gravíssimo ler citações como essas, com esse tipo de posição é procedimento, ações como essa, tende abalar o pouco que ainda sobra da democracia brasileira. A liberdade de ir e vir, organizar-se políticamente, quer seja por movimentos, quer seja por partidos e por essa liberdade responder juridicamente, faz parte do mínimo desejado de um sistema democrático. Porém dissolver movimentos sociais não condiz com o mínimo que se deseja do tão complicado Ministério Público. Que sejam feitas investigações isentas sobre as ações do movimento então, sobre as cooperativas, escolas, mas optar por “dissolver” um movimento social é algo bem diferente, é algo ideológico. Começa-se assim ideológicamente, após isso serão “dissolvidos” quem mais então? Sindicatos? Associação comunitárias? Clube de mães? A Alemanha já passou experiências semelhantes em sua história no último século, vale a pena olhar o que aconteceu  quando “dissolve-se” os diferentes. Mais AQUI, (O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ofereceu hoje (24) denúncia formal na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal) Denúncia formal do MST AQUI, mais AQUI (Documentos revelam: MP gaúcho pretende “dissolver” o MST). Assine o Manifesto do MST AQUI (ASSINE MANIFESTO CONTRA CRIMINALIZAÇÃO DO MST). Mais AQUI,

A poucos minutos atrás, a GloboNews passou no jornal das dez uma prévia da entrevista exclusiva que o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, deu a jornalista Elisabeth Carvalho neste fim-de-semana. A entrevista irá ao ar amanhã no programa Milênio da GloboNews (às 00:30h). O que se percebe no novo presidente, é um discurso orientado fortemente para mudanças profundas no Paraguai, começando pelo desenho de uma nova aliança política capaz de implementar uma nova Constituição para o país; fazendo deslanchar a reforma agrária, a começar por fazer-se cumprir a lei que torna ilegal posse de terras até 50km das fronteiras por estrangeiros, mais de 40% da população Paraguaia mora no campo, porém, quase todas essas terras estão sobre posse “duvidosa” de Brasileiros, Argentinos e Uruguaios (se nacionalizarem Paraguaios poderá ser uma alternativa); reviendo os contratos da binacional Itaipú com o Brasil, sobre a Itaipú, em recente reunião com intelectuais, o Presidente LULA afirmou que esse é um tema delicado de ser revisto, porém, ele não fará nada que venha a prejudicar ou fragilizar o novo presidente do Paraguai (uma boa sinalização). Lugo afirma que essa é década da virada do Paraguai. Percebe-se claramente na entrevista, que o mesmo não irá se furtar disso.

http://congressoemfoco.ig.com.br/UserFiles/Image/simo3.jpgSenador Pedro Simon (PMDB), fez sexta-feira passada (20/06), vigília no plenário do Senado, na espera da mensagem do planalto que autorizava o governo gaúcho contrair um empréstimo de mais de 1bilhão de dólares. A mensagem se faz necessária, pois é o tesouro nacional o fiador do empréstimo. Vale citar que a vigília deu-se por questões regimentais - é necessário a leitura em plenário para posterior envio a comissão de finanças do senado, terça-feira próxima (amanhã 24/06).  Portanto a mensagem poderia ter sido lida hoje, porém, o senador tinha dúvida que aconteça a sessão ordinária de hoje no Senado (23/06) ponto facultativo no Senado, ou seja, entre mortos e feridos, esta tudo certo, o RS tende agora ficar ainda mais endividado. Para alem disso, vale citar o esforço da Zero Hora em passar a idéia que a vigília de Pedro Simon dava-se para garantir e pressionar o governo LULA em mandar a mensagem, quando na verdade, a necessidade dava-se pela incerteza que os senadores iriam hoje trabalhar.

O filme “O Apaixonado Thomas” (Thomas est Amoureux) é uma ótima película da temática da cibercultura. Thomas Thomas, um rapaz de 33 anos, em um futuro não muito distante, cheio de cores e símbolos, onde todos so serviços podem serem feitos a distância, do psicologo ao conserto do aspirados de pó, sofre de uma doença chamada Agorafobia que o faz viver há oito anos sem sair de casa. Thomas Thomas, vive financeiramente de uma apólice de seguro, devido sua saúde e uma “certa resistência” pessoal, não tem “contato físico” com outras pessoas e comunica-se com o mundo exterior apenas por um vídeo-fone. O filme vai trazer a discussão da sociabilidade de forma completa, em especial a mediada por computadores e a internet de nosso presente atual, ainda que de forma exagerada. Thomas Thomas ainda que conivente com essa mediação das relações, bem como consciente de sua doença, tentará romper e tornar a ver e tocar as pessoas, o motivo dessa aventura? O amor. Pontos altos: Os diálogos, as cores e os Video-poemas de Melodie. Curiosidades: Thomas Thomas só aparece em imagens quando pequeno e no final ao longe e de costas, o filme todo filmado via monitor do video-fone.

Torrent do filme com legenda AQUI. Créditos do Makingoff e do Finaendor.

Ótimo texto no blog do Emir Sader AQUI, relatando a reunião que LULA teve com “cerca de 40 intelectuais, Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo, Leonardo Boff, Moacir Scliar, Fernando Morais, Luis Gonzaga Belluzzo, Candido Mendes, Dalmo Dallari, Maria Vitória Benevides, Aluisio Teixeira, Marco Antonio Barbosa, Paul Singer, Luis Eduardo Wanderley, Ladislau Dowbor,Walnice Galvão, Margarida Genevois, Adauto Novaes, Leonardo Avritzer, Lucio Kovarick, Gabriel Cohn, entre outros.” O relato tem vários pontos altos, um para mim é especial, a capacidade de LULA saber e reconhecer que está no comando. Emir Sader - “O Lula que os intelectuais encontraram é um Lula muito seguro de si, confiante na realização do seu governo, dominando plenamente os temas que aborda – inclusive no manejo familiar com todas as cifras. A reunião – pela quantidade e qualidade de participantes, mas também pelas intervenções – que foi superado o trauma da ruptura de parte da intelectualidade com o PT e com Lula. Demonstrou-se que, no marco das diferenças existentes, o diálogo é plenamente possível e uma interlocução permanente entre os dois será muito benéfica para ambos.”

Lendo o DIÁRIO GAUCHE hoje cedo, acabei por passar os olhos na carta “A VEJA e o meu pai” de Roberto Efrem Filho (leia AQUI na Agência Carta Maior). Mas o que tem de interessante afinal essa carta?

Na sociedade contemporânea, engolir a informação apenas não basta, é necessário aos velhos “dominantes” terem o domínio do leque de percepções que fundamentarão a forma que os ditos “dominados” entendem a si próprios e a suas vidas, ou seja, a necessidade da hegemonia é romper com a lógica dual de dominantes/dominados e ser definitivamente internalizada em ambos. Desta forma, mais importante ainda que a informação, é ter do outro lado um igual, um sujeito dócil para com aquela informação, ou que no mínimo ele(a), não consigam formular sozinho (a) uma crítica forte capaz de romper com o que lê.

Pois bem, o pai de Efrem, mais radical para umas coisas, mais conservador para outras, de classe média, era um sujeito dócil, mas rompeu a reprodução/aceitação acerca de uma informação “X”, usando exclusivamente suas recordações, liberdade e crítica. Nessa carta está a retomada da autonomia de um leitor capaz de avaliar o que lê a partir de suas próprias recordações. Por mais modernamente-contraditório e perigoso que isso seja, isso é cada vez mais importante.

O bobageometro funciona assim, você clica AQUI, responde algumas perguntas, após, através de uma fantástica metodologia desenvolvida por algum fantástico sociólogo direitoso da VEJA, você …pinba, saberá finalmente, sem mais dúvidas se você realmente é de esquerda hehehehehe. “Eu sou esquerda moderada liberal”.

O Eu-criei-um-blog fez uma ótima seleção de imagens de nossos super-heróis. Vamos lá, ou as “comics” criavam seus “desaparecimentos”, ou seria isso ai mesmo hehehehe (*Notem a situação do gato no colo do Batman).

Desde 18-03-07

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BEM VINDO a esse não-lugar. O blog Relatividade não almeja grandes feitos. Ele apenas relativiza questões do cotidiano, entrelaçadas com perspectivas teóricas e práticas.

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“Se a vida de todo o dia se tornou o refúgio dos céticos, tornou-se igualmente o ponto de referência das novas esperanças da sociedade. O novo herói da vida é o homem comum imerso no cotidiano. É que no pequeno mundo de todos os dias está também o tempo e o lugar da eficácia das vontades individuais, daquilo que faz a força da sociedade civil, dos movimentos sociais.” José de Souza Martins

O que estou lendo? O LEGADO DA PERDA - Kiran Desai

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