Capitalismo

A farsa da empresa criativa e verde no consumo de energia destrutivo e poluidor (NYT)

Empresas buscam imagem ecologicamente correta, mas consomem muita energia 

Por James Glanz do The New York Times

Tradução de Paulo Migliacci (FSP)

As máquinas de Jeff Rotshchild no Facebook tinham um problema que ele sabia que precisava ser resolvido imediatamente. Estavam a ponto de derreter.

A companhia ocupava um imóvel alugado em Santa Clara, um galpão de 18 por 12 metros, com fileiras de servidores necessários para armazenar e processar as informações sobre as contas de seus membros. A eletricidade que fluía para os computadores estava causando o derretimento de portas de rede e outros componentes cruciais.

Um dos seis geradores a diesel em uma grande central de processamento de dados (Richard Perry/The New York Times)

Pensando rápido, Rotshchild, o diretor de engenharia da companhia, enviou seus subordinados em uma expedição para comprar todos os ventiladores que pudessem. “Nós esgotamos o estoque de todas as lojas Walgreens da área”, ele disse –para soprar ar frio na direção do equipamento e impedir que o site caísse.

Isso aconteceu no começo de 2006, quando o Facebook tinha modestos 10 milhões de usuários e seus servidores estavam instalados em um só local. Hoje, as informações geradas por quase 1 bilhão de pessoas exigem versões maiores dessas instalações, chamadas centrais de dados, com fileiras e mais fileiras de servidores, espalhadas por áreas de dezenas de milhares de metros quadrados, e tudo com sistemas industriais de refrigeração.

E esses servidores representam apenas uma fração das dezenas de milhares de centrais de processamento de dados que hoje existem para sustentar a explosão generalizada da informação digital. Volumes imensos de dados são movimentados a cada dia, sempre que as pessoas usam o mouse ou suas telas sensíveis ao toque para baixar filmes ou música, verificar os saldos em seus cartões de crédito no site da Visa, enviar e-mails com arquivos anexados via Yahoo!, adquirir produtos na Amazon, postar no Twitter ou ler jornais on-line.

Um estudo conduzido pelo “New York Times” ao longo dos últimos 12 meses revelou que essa fundação da indústria da informação contrasta fortemente com a imagem de esguia eficiência e postura ecologicamente correta que o setor tenta apresentar.

Segurança observa servidores em central de processamento de dados em Las Vegas (Ethan Pines/The New York Times)

A maioria das centrais de processamento de dados consome vastos montantes de energia, deliberadamente e de maneira perdulária, de acordo com entrevistas e documentos. As companhias de internet operam suas instalações em capacidade máxima, 24 horas por dia, não importa qual seja a demanda. Como resultado, as centrais de processamento de dados podem desperdiçar 90% ou mais da eletricidade que recebem da rede, de acordo com o estudo.

Para se protegerem contra quedas de energia, elas dependem, também, de conjuntos de geradores a diesel, causadores de emissões. A poluição gerada pelas centrais de processamento de dados viola a regulamentação de ar limpo norte-americana, de acordo com documentos oficiais. No Vale do Silício, muitas das centrais de processamento de dados constam do Inventário de Contaminantes Tóxicos do Ar, um documento governamental que lista os principais causadores de poluição em função do uso de diesel, na região.

No restante do mundo, esses armazéns de informação digital utilizam cerca de 30 bilhões de watts de eletricidade, mais ou menos o equivalente a 30 usinas nucleares, de acordo com estimativas compiladas para o estudo por especialistas setoriais. As centrais de processamento de dados norte-americanas respondem por entre um quarto e um terço dessa carga, de acordo com as estimativas.

“A dimensão desses números é espantosa para a maioria das pessoas, mesmo profissionais do setor. O tamanho assusta”, diz Peter Gross, que ajudou a projetar centenas de centrais de processamento de dados. “Uma central de processamento de dados pode consumir mais energia que uma cidade de tamanho médio.”

A eficiência energética varia amplamente de empresa para empresa. Mas, a pedido do “New York Times”, a consultoria McKinsey analisou o uso de energia pelas centrais de processamento de dados e constatou que, em média, elas empregavam na realização de computações apenas entre 6% e 12% da eletricidade que seus servidores recebem. O restante da energia é usado essencialmente para manter ligados servidores ociosos, em caso de um pico de atividade que possa desacelerar as operações do sistema ou causar quedas.

Um servidor é uma espécie de computador desktop bem reforçado, sem tela ou teclado, com chips para processar dados. O estudo examinou como amostra 20 mil servidores instalados em 70 grandes centrais de processamento de dados, em ampla gama de organizações: companhias farmacêuticas, fabricantes de equipamento bélico, bancos, empresas de mídia e agências do governo.

Geradores dentro de caixas brancas em central de processamento de dados do Facebook em Prineville, Oregon (Steve Dykes/The New York Times)

“Esse é o segredinho sujo do setor, e ninguém quer ser o primeiro a admitir culpa”, disse um importante executivo do setor que pediu que seu nome não fosse revelado, a fim de proteger a reputação de sua empresa. “Se fôssemos um setor industrial, estaríamos rapidamente fora do negócio”, afirmou.

As realidades físicas do processamento de dados ficam bem distantes da mitologia da internet, onde as vidas são vividas em um mundo “virtual” e a memória fica armazenada “na nuvem”.

O uso ineficiente de energia é propelido em larga medida pelo relacionamento simbiótico entre os usuários que exigem resposta imediata ao clicar o mouse e as empresas que correm o risco de quebra caso não cumpram essas expectativas.

Nem mesmo o uso intensivo de eletricidade da rede parece suficiente para satisfazer o setor. Alem dos geradores, a maior parte das centrais de processamento de dados abriga bancadas de imensos volantes de inércia ou milhares de baterias elétricas –muitas das quais parecidas com as dos automóveis– a fim manter os computadores em ação em caso de queda da rede elétrica nem que por apenas alguns milésimos de segundo, já que uma interrupção dessa ordem poderia bastar para derrubar os servidores. Continuar lendo

Padrão
Capitalismo, Cibercultura

Cosmópolis de Cronenberg: Um espectro ronda o jovem psicótico capitalismo

Nessa semana vi “Cosmopolis”, último filme do cineasta canadense David Cronenberg, o mesmo de Videodrome, Crash, Um método perigoso e Senhores do Crime. Ambientado em um futuro não muito distante, um jovem bilionário cruza Nova York em sua limosine para cortar o cabelo em um tradicional e “superado” barbeiro.


Em Cosmópolis o espectador vai encontrar o drama psicológico do Capitalismo, o sistema mercado que constantemente recebe sentimentos humanos, como estar nervoso, calmo, impaciente, com Cronenberg será personalizado e viverá seus medos mais inconscientes. Com face jovem, acelerada e acumuladora de *números, bens, sonhos e sexo, Eric Packer (Robert Pattinson) se vê a cada hora que passa mais incapaz de lidar com os efeitos sociais e psicológicos de sua personalidade e comportamento no mundo.

* Dinheiro, informação, pessoas, etc.

 

Eric é um jovem e prodígio bilionário, operador do mercado, dono de várias startup e cercado por hackers. A combinação de sua condição de jovem, rico e poderoso o faz sentir-se intocável, será que não? Mas o mundo está “instável”, Nova York pelo menos, Eric e seus jovens assessores divergem dos padrões de mercado e estão sendo aniquilados pelo yuan chinês, as ruas estão tomadas por revoltas com ativistas (não movimentos) midiáticos, um dos motivos é a visita do presidente americano afirma o segurança de Eric: – “Que presidente?” diz Eric desprezando a política.

Qual o papel de Cosmópolis afinal? Prever o futuro ou nos mostrar a face psicótica do capitalismo (que fazemos parte) e seus operadores?

Veja e me diga você!

Padrão
Comunicação, Midias Sociais

A baixaria em comentários no site de O Globo são piores que nas Redes Sociais

É comum de vermos na comunicação oficial, inclusive estampada nos impressos da grande mídia, e na fala de seus porta vozes, que as “Redes Sociais” são um território sem lei, onde prospera a baixaria sem controle, ou seja, um “meio” sem credibilidade.

Mas, você já leu os comentários nos sites da grande mídia?

Você tem costume de ler a “carta dos leitores” dos grandes jornais?

Comece a olhar então!

Verás que não difere em nada de uma prática que muitas vezes também acontece nas redes sociais, através de difamações e ataques pessoais, por livre e espontânea vontade de perfis no Twitter e Facebook, em grande parte falsos, mas que você pode deixar de seguir, bloquear e até denunciar, mas como faz nos comentários de um post do site dos grande meios de comunicação?

Vejamos um exemplo, às 14h32 O Globo publicou a seguinte matéria: Partidos da base defendem Lula e dizem que há tentativa de ‘golpe’, ela já tem mais 100 comentários, a grande maioria é ofensivo, calunioso e difamador. Continuar lendo

Padrão
Pessoal

A flexibilização da lei dos Agrotóxicos no RS (entenda o caso)

  1. Desde terça-feira passada (11/09) o tema dos agrotóxicos reanimaram minha indignação, além de já ser um problema gigantesco, agora o Rio Grande do Sul ainda pretende flexibilizar ainda mais a lei que orienta o uso deles, abaixo explico o tema: 
  2. E provoquei a questão:
  3. luciouberdan
    E eu sigo curioso pelos votos da CCJ ontem na AL/RS, aprovaram o PL q flexibiliza o uso dos agrotóxicos no RS http://bit.ly/QIPCKY
  4. Na sequência ví que a Dep. @marisaformolo (PT) twittou sobre um seminário com o tema dos Agrotóxicos, comentei por twitter com ela:
  5. luciouberdan
    . @marisaformolo esperamos que o seminário seja um início d bloqueio a flexibilização dos agrotóxicos ontem na CCJ.
  6. marisaformolo
    @luciouberdan tratei desse tema em minha fala. Essa flexibilização envergonha os gaúchos q lutam pela agricultura ecológica e sustentável.
  7. E provoquei a questão novamente, mas somente @villaprefeito (PT) me respondeu:
  8. luciouberdan
    As candidaturas de POA precisam ter coragem d debaterem a votação d CCJ de ontem na AL/RS #agrotoxico (1)
  9. VillaPrefeito
    @luciouberdan não ao retrocesso da pol. ambiental do RS e BR, comandada p/ setores conservadores e seus aliados, avessos a sustentabilidade.
  10. VillaPrefeito
    @luciouberdan estes setores conservadores sao os mesmos q sao contra politicas d cotas e d distribuição d renda, chamando d assistencialismo
  11. Ficou por isso mesmo, porem hoje teve matéria na @zerohora sobre tema correlato:
  12. luciouberdan
    Na ZH hj: “agrotóxicos triplicam no Brasil”, 28% dos alimentos c/nível d contaminação acima d permitido (1) http://pic.twitter.com/8OZo0kzR
  13. Resolvi então problematizar novamente:
  14. luciouberdan
    Frente a matéria de ZH, alimento contaminado p/agrotóxico, o que pensam os candidatos @villaprefeito @_manuela65 e @josefortunati (2)
  15. luciouberdan
    (3) A CCJ na AL/RS aprovou a flexibilização dos agrotóxicos no RS, qual posição d seus partidos @_manuela65 @josefortunati @villaprefeito ?
  16. @_manuela65 me responde de forma genérica sem abordar a questão da votação na CCJ, apenas a matéria de ZH:
  17. luciouberdan
    . @_manuela65 obrigado, e seu partido foi a favor ou contra flexibilizar a lei de uso de agrotóxicos no RS, 2 dias atrás na CCJ da AL/RS?
  18. A deputada @_manuela65 não respondeu mesmo eu reforçando a segunda pergunta. A resposta para a segunda questão veio apenas de @villaprefeito:
  19. VillaPrefeito
    @luciouberdan julgamos pol. ambiental fundamental p/ RS e BR. P/ isso estivemos a frente da luta contra retrocesso Cod Florestal, #VetaDilma
  20. Ela (@_manuela65) não respondeu mais, mas várias pessoas e entidades comentaram @colaboratorium
     @crisprodrigues @CEAong @videoeco, abaixo, e dezenas de outras deram RT no meus twittes, como por exemplo @gnueverton @gilmardarosa @CintiaBarenho @JoiceProenca @Jurandir_Sfa @Margaretsd @crisgiaretta @sandrabporto @bionatexpo @espacoautonomo @vnsantos1981 @M100Globope @luizmuller @DeniseSQ @sergionogueira @RB9BR
  21. CEAong
    Vanguarda do Retrocesso: PL muda lei dos Agrotóxicoshttp://goo.gl/isyZJ Via @CEAong #ecologia ou não
  22. crisprodrigues
    #Villa13 é contra agrotóxicos #ondavermelha RT @VillaPrefeito: @luciouberdan sou completamte contra proposta.É conservadora e um retrocesso!
  23. videoeco
    O @VillaPrefeito é contra A CCJ na AL/RS que aprovou a flexibilização dos agrotóxicos no RS. via @luciouberdan
  24. Mas quem são os deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ):Titulares Raul Pont – PTEdegar Pretto – PTPaulo Azeredo – PDTMarlon Santos – PDTJoão Fischer – PPPedro Westphalen – PPRonaldo Santini – PTBLucas Redecker – PSDBHeitor Schuch – PSBRaul Carrion – PC DO B, como eles votaram?
  25. luciouberdan
    E eu sigo curioso pelos votos da CCJ ontem na AL/RS, aprovaram o PL q flexibiliza o uso dos agrotóxicos no RS http://bit.ly/QIPCKY
  26. Eu ainda não sei oficialmente a resposta, tenho apenas uma pista, segundo o Blog Ecologia e Política: Retrocesso ambiental no RS do @demilsonfortes, só os deputados do PT votaram contra a flexibilização da lei, ou seja, o deputado do PC do B, partido de @_manuela65, e do PDT, partido de @josefortunati, votaram pela flexibilização da lei, o que acarretará numa piora nos números apresentados na matéria de ZH. Colo abaixo novamente.
  27. DemilsonFortes
    RT @marisaformolo: Marisa participa da abertura de encontro sobre agrotóxicos e faz um alerta sobre projeto que tramita na AL #assessori …
  28. marisaformolo
    @DemilsonFortes Obrigada! Nós mereceremos uma vida saudável, com alimentação de qualidade. Forte Abraço!
  29. Reforço aqui a gravidade do tema, MAIS de 20% DO ALIMENTO QUE VOCÊ COME JÁ ESTÁ ENVENENADO, alguns dos deputados estaduais, da chapa de @_manuela65 e @josefortunati, querem que o índice de 20% de envenenamento aumente ao flexibilizarem a lei dos agrotóxicos (
    Lei Estadual nº 7.747/82) no estado.
  30. luciouberdan
    Na ZH hj: “agrotóxicos triplicam no Brasil”, 28% dos alimentos c/nível d contaminação acima d permitido (1) http://pic.twitter.com/8OZo0kzR
  31. E ai eu pergunto, “Fazer mais, fazer melhor” (slogan @josefortunati) e “novas ideias” (slogan @_Manuela65) não é contraditório com liberar ainda mais o uso dos agrotóxicos no estado? 
  32. Eu acho que sim, e quando tiver a resposta oficial da votação, vamos fazer um panfleto e levar para cada feira, lojas e restaurantes que vendem produtos e alimentação ecológica em Porto Alegre.
    Um abraço
Padrão
Eleições 2012

5 pontos de uma campanha política de internet, o resto é só bannerzinho de Facebook

Breve post que elenca os pontos principais de uma campanha web:

1) TRANSPARÊNCIA – Aumentar a visibilidade e a porosidade da campanha e sua coordenação junto a sociedade, desburocratizando o acesso e as formas de aproximação, abrindo canais de contato permanentes entre cidadão e a pessoa do candidato, que deve ser menos personagem e mais o indivíduo;

2) COMUNICAÇÃO – Dar a melhor informação, aquela que TV, Rádio e Panfleto não conseguem por causa da limitação de tempo, espaço e característica de mídia. Na internet a informação deve ser a mais completa, a mais propositiva e não a mais reduzida. A informação deve ser multimídia e inovar na linguagem, o centro é facilitar o acesso e qualificar a informação;

3) INTELIGÊNCIA – Escutar, perguntar e escutar muito – mas muito – o que as pessoas pensam da cidade, dos temas e regiões. Usar esse conteúdo para formular inteligência na tomada de decisões e na pró-atividade de conteúdos, discursos, textos e estéticas diversas dos materiais e das práticas comunicativas;

4) HORIZONTALIDADE – Reconhecer o conteúdo do outro, mostrar o outro, o apoiador, o cidadão, animando a todos (comunicadores ou não) na produção de conteúdo, na cobertura colaborativa e na formulação de propostas e fortalecimento de conceitos e agendas presenciais e digitais,  formando redes, sendo um elo forte entre diferentes, conectando pessoas e estimulando a sua participação, chamando ao debate e ofertando bons conteúdos;

5) PROPOSTAS –  Focar nas propostas e no que as campanhas se diferem. Em geral, na TV, as candidaturas divergem na vírgula, são muito parecidas, o que faz com que o cidadão tenda a votar naquele mais conhecido, o mais mediático. Na web não se pode ter meias-palavras, ser vacilante. A proposta precisa ser ousada e clara, sem gasto de energia com “viraizinhos” de ataque e perfis fakes, mas mostrando, comparando, informando as diferenças com conteúdo de qualidade.

Mapa mental que fiz para planejamento/ação de uma campanha na Internet – versão 1.0

Vale ressaltar que esses são apenas alguns pontos que eu identifico como importante em uma campanha web, aqueles que acredito serem os principais. Para sua aplicação existem técnicas, “produtos” e softwares que ajudam muito, mas o centro é a estratégia geral da campanha web ser politizada, ou vira só ‘bannerzinho’ de Facebook.

Padrão
Internet

Philip Roth e a ideia da “verdade” na wikipédia

Ta ai um exemplo interessante que suscita um ótimo debate, o escritor Philip Roth encontrou uma “inverdade” em sua verbete da Wikipédia, quem a fez colocou que o livro “A marca humana” do escritor foi inspirado na vida de Anatole Broyard, porém Roth diz que seria impossível pois ele nem conhece Anatole, e que seu livro foi inspirado na vida de uma amigo professor de sociologia, Melvin Tumin.

Roth então manda uma carta para a Wikipédia e solicita a correção, essa responde que ele sozinho não é um fonte válida e precisa ainda de outra opinião. O verbete incorporou a reclamação de Roth, mas mantém a informação “errada”.

As questões que ficam são:

O formato de construção da Wikipédia deve ficar acima da autoria “original”?

A compreensão que o leitor tem da obra (diversa da do autor) merece ter qual valor de verdade?

 

Padrão