EUA, Internet, Twitter

O QUANTO VOCÊ “DESINFORMA”?

projeto-truthy-07-12-2014

Você já parou para pensar no acúmulo de informação não verificada que você contribuiu para que se consolide nas redes sociais? Geralmente não nos preocupamos com esse resultado. Nossa opinião é publicada e o buzz deixa a internet altamente tóxica. Nesse sentido a National Science Foundation dos Estados Unidos começou a medir a suposta intoxicação no Twitter dos usuários norte-americanos.

O tema é controverso? Sem dúvida.

Segundo o Washington Post (17/10), “o projeto está sendo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Indiana, e seu objetivo seria é detectar o que eles consideram “poluição social” e o que chamam de “epidemias sociais”, incluindo os memes – ideias que se espalham por toda a cultura pop.”

O projeto Truthy, como já vem sendo conhecido, afirma que a “pesquisa poderia ser usada para mitigar a difusão de ideias falsas e enganosas, detectar o discurso do ódio e propaganda subversiva, e ajudar na preservação do debate aberto.”

Truthy usará uma “sofisticada combinação de texto e mineração de dados, análise de redes sociais, e modelos de redes complexas para distinguir entre memes que surgem de forma orgânica e aqueles que são manipulados em ser.

Monitoramento intrusivo ou um principio salutar de despoluição?

Em breve comento mais sobre o Truthy.

Saiba mais:

Projeto Truthy http://truthy.indiana.edu/

Matéria do WP: http://www.washingtonpost.com/opinions/truthy-project-is-unworthy-of-tax-dollars/2014/10/17/a3274faa-531b-11e4-809b-8cc0a295c773_story.html

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Philip Roth e a ideia da “verdade” na wikipédia

Ta ai um exemplo interessante que suscita um ótimo debate, o escritor Philip Roth encontrou uma “inverdade” em sua verbete da Wikipédia, quem a fez colocou que o livro “A marca humana” do escritor foi inspirado na vida de Anatole Broyard, porém Roth diz que seria impossível pois ele nem conhece Anatole, e que seu livro foi inspirado na vida de uma amigo professor de sociologia, Melvin Tumin.

Roth então manda uma carta para a Wikipédia e solicita a correção, essa responde que ele sozinho não é um fonte válida e precisa ainda de outra opinião. O verbete incorporou a reclamação de Roth, mas mantém a informação “errada”.

As questões que ficam são:

O formato de construção da Wikipédia deve ficar acima da autoria “original”?

A compreensão que o leitor tem da obra (diversa da do autor) merece ter qual valor de verdade?

 

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Famoso por atacar Blogs, agora Ministro Gilmar Mendes quer censurar a Wikipédia

Quando eu acho que esse senhor já aprontou tudo que tinha na vida, ele me saí com uma pior ainda, agora quer que a PF investigue a Wikipédia Brasil.  Alega ele que o seu Verbete está ruim, pois cita citam matéria da Carta Capital. A matéria é do Estadão, leia aqui.

Na foto abaixo o Ministro Gilmar Mendes e o seu algoz, Joaquim Barbosa, dormindo hoje durante o julgamento do Mensalão.

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Marco Civil da Internet disponível para debate até amanhã (06)

O deputado Alessandro Molon (PT/RJ) divulgou ontem (04) o texto substitutivo do Marco Civil da Internet (PL 2126/11), o texto está disponível para considerações da sociedade até amanhã no e-democracia, devendo ir para votação na semana que vem, antes do recesso.

O que é o Marco Civil: “A proposta é uma espécie de Constituição da internet, com princípios que devem nortear o uso da rede no Brasil; direitos dos usuários; obrigações dos provedores do serviço; e responsabilidades do Poder Público.”

Apesar da disponibilização relâmpago, apenas dois dias, vale ler e mandar suas sugestões no e-democracia. A lei pretende “estabeler princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil e determina as diretrizes para atuação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em relação a matéria”.

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App, Cibercultura, Ciberespaço, Internet, Redes Sociais Digitais

O caso General Motors, o exemplo Greader, Pocket e Persona ou como vamos derrubar a publicidade e o Facebook.

Foi sintomático o fato da General Motors retirar seus 10 milhões de publicidade aplicados no Facebook, justo durante o fiasco do IPO da rede de Mark Zuckerberg, a alegação foi que o retorno não está sendo satisfatório, os usuários segundo ela interagem pouco com a publicidade (links) ofertada. O problema amplia com o fato das mídias sociais serem muito acessadas por smartphone, com interfaces mais limpas, onde a publicidade ainda não aparece, diferente da interface da tela de computador e notebook.

O que me interessa eu leio no pocket, via computador, tablet e smartphone, numa interface limpa e sem publicidade.

Por outro lado estamos começando a vivenciar uma nova geração de agregadores, ainda em desenvolvimento, APPs que aglutinam conteúdos em uma interface limpa e objetiva. A febre começou com os leitores de feeds de sites e blogs e amplia-se para contas em redes sociais. Se usando o GReader ou o Pocket, por exemplo, leio e agrego matéria de dezenas de sites e blogs em uma interface única, objetiva, que apresenta apenas fotos e texto, quando uso o Persona, faço o mesmo com minha conta do Twitter e Facebook, ficando um pouco mais imune a publicidade no Facebook. Continuar lendo

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O Utah Data Center, idealizado na administração Bush, já em 2013 começará a espionar você, mano!

Magazine2004

Dentro da Matrix

Mês passado a Wired publicou artigo de James Bamford sobre o Utah Data Center, gigante centro de inteligência e espionagem eletrônica que a NSA – Agência de Segurança Nacional (em inglês: National Security Agency) está construindo no Estado de Utah. São 200 milhões de investimento em um complexo cinco vezes o tamanho do Capitólio americano, o legislativo nacional.

O início dos trabalhos está programado para setembro de 2013, a tarefa é “secretamente capturar, armazenar e analisar grandes quantidades de palavras e imagens através das redes mundiais de telecomunicações”, porém sem engana quem achar que são os tweets e publicações públicas no Facebook, o mamute Bluffdale incluirá o “conteúdo completo de e-mails particulares, chamadas de telefone celular, buscas do Google, bem como todos os tipos de trilha pessoal, trilhas estacionamento de recibos de dados de viagem, itinerários, compras de livraria, etc”, são exemplos de dados que serão coletados, normatizado e organizados nas ações de inteligência política e armada da NSA.

NSA

Mas não para por ai, segundo os informantes de Bamdford, o centro “também é fundamental, para quebrar os códigos… porque muitos dos dados que o centro irá tratar são financeiros, operações com ações, negócios estrangeiros, segredos militares e diplomáticos, documentos legais (…) a NSA fez um enorme avanço há vários anos em sua capacidade de cryptanalyze, ou quebrar, os sistemas de criptografia complexos empregados por não apenas os governos ao redor do mundo, mas também muitos usuários de computador em média os EUA.” E você ainda acredita que está imune?

A NSA está viva e forte pós 11 de setembro, o que para muitos seria sua derrota foi na realidade seu revigoramento. Nunca em nenhuma época da história o governo Americano espionou e interveio tanto na internet por suas agências “autônomas” e incontroláveis. A individualidade do cidadão americano, e a de milhares de pessoas, instituições, empresas e governos em toda a parte do mundo, estão totalmente despreparadas para complexos como Utah Data Center. E você ainda segue acreditando na “revolução do Facebook” no mundo árabe?

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Três momentos de nossa navegação na internet.

Dias atrás lendo uma pesquisa sobre os horários de uso do smartphone, tablet e notebook, por um mesmo usuário, fiquei pensando como necessitamos avançar na produção de conteúdos, hoje produzimos basicamente para um suporte de 15″ a 17″. Outra questão que me veio a mente são as formas de navegação que experimentamos na web nos últimos anos, o que eu divido em 3 grandes fases que funcionam concomitantes.

Fase 1: Navega-se de link em link, talvez a época mais concreta para o termo “navegação”, de um site vamos a outro e assim por diante. A fonte e os sites e blogs em sí são o centro. Centro: Navegação direta pelo endereço www.

Fase 2: A era dos buscadores, em especial a era Google, de posse de uma palavra chave achamos todos os sites e conteúdos que desejamos. A preocupação em anotar o endereço de um site já não tem tanta relevância. Desde de 1998 o Google supre as navegações por um sistema de rotas pré-definidas pelo sistema. Conceito: Navegação mediada por busca de conteúdo.

Página do Google em 1998.

Fase 3: A era dos Apsp, período que começamos a vivenciar com mais força no Brasil atual, a navegação via navegador diminui, entram mistos de programas e site, os apps, aplicativos que se instalados nos gadgets podem resolver a navegação do usuário através de uma plataforma customizada. Conceito: Navegação direta e limitada aos serviços do aplicativo.

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