Semana passada replicamos a notícia da fusão entre SADIA e PERDIGÃO (Fusão entre Sadia e Perdigão pode trazer prejuízos), mega empresas do ramo alimentício que criaram a Brasil Foods(BRF). É notório que a SADIA, do ex-Ministro Luiz Furlan, passa por problemas financeiros gigantescos, levando o ex-ministro do desenvolvimento a deixar o governo e reassumir a presidência do conselho administrativo da empresa. A SADIA perdeu mais de R$ 1 bilhão de reais no mercado financeiro.
A recente fusão, que vem para “salvar” a SADIA e seguir uma velha tendência no Capitalismo, a formação de monopólios e oligopólios, foi muito festejada na semana passada, por toda a mídia nacional, inclusive dando como certa a participação do BNDES e dos recursos públicos.
Ainda que não tenhamos nos surpreendido, visto que essa tendência já tem mais de 200 anos, fizemos o registro da notícia já no tom da crítica, ainda assim parecia que esse assunto não traria muita novidade, nem tampouco descontentamento(além do normal), porém mordemos a língua.
No final da semana comentando o caso, o Ministro Miguel Jorge do Desenvolvimento Indústria e Comércio(sucessor de Furlan) diz que não acredita que a fusão tenha problemas para passar no CADE, visto que a nova Brasil Foods que nasce vai melhorar as exportações do país, bem como, que acha difícil ela não gerar demissões de postos de trabalho, arrematando: “É preciso ficar claro o seguinte: não é proibido demitir. O que é proibido é demitir sem pagar os direitos dos trabalhadores”.
Então essa é a leitura do Ministro Miguel Jorge, desenvolvimento é a melhoria de condições para o capital se fundir e propagar, ainda que desempregando?
Ficamos agora no aguardo, se nesse momento de crise, com essa visão do Ministro, o BNDES, um banco público, ainda vai colocar capital em uma empresa que desemprega.
Comentário de minha autoria originalmente publicado no Brasil Autogestionário.





