Capitalismo

A criativa Foxconn, produtora do Iphone da Apple, admitiu ontem usar crianças em suas fábricas

A Foxconn admitiu ontem que emprega estagiários com 14 anos em sua linha de montagem. A empresa, uma das gigantes de tecnologia do mundo, é mundialmente conhecida por fabricar os equipamentos da Apple (iphone e ipads) e pelas péssimas condições de trabalho em suas fábricas, o que levou a altos índices de suicídios entre seus trabalhadores, exemplo claro que a criatividade tem um preço, é “maravilhosa” nos escritórios dos designers e desenvolvedores, péssima no restante da cadeia produtiva, afinal, uma tem que pagar a outra.

A matéria da Associated Press publicada na businessinsider.com

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Capitalismo

A farsa da empresa criativa e verde no consumo de energia destrutivo e poluidor (NYT)

Empresas buscam imagem ecologicamente correta, mas consomem muita energia 

Por James Glanz do The New York Times

Tradução de Paulo Migliacci (FSP)

As máquinas de Jeff Rotshchild no Facebook tinham um problema que ele sabia que precisava ser resolvido imediatamente. Estavam a ponto de derreter.

A companhia ocupava um imóvel alugado em Santa Clara, um galpão de 18 por 12 metros, com fileiras de servidores necessários para armazenar e processar as informações sobre as contas de seus membros. A eletricidade que fluía para os computadores estava causando o derretimento de portas de rede e outros componentes cruciais.

Um dos seis geradores a diesel em uma grande central de processamento de dados (Richard Perry/The New York Times)

Pensando rápido, Rotshchild, o diretor de engenharia da companhia, enviou seus subordinados em uma expedição para comprar todos os ventiladores que pudessem. “Nós esgotamos o estoque de todas as lojas Walgreens da área”, ele disse –para soprar ar frio na direção do equipamento e impedir que o site caísse.

Isso aconteceu no começo de 2006, quando o Facebook tinha modestos 10 milhões de usuários e seus servidores estavam instalados em um só local. Hoje, as informações geradas por quase 1 bilhão de pessoas exigem versões maiores dessas instalações, chamadas centrais de dados, com fileiras e mais fileiras de servidores, espalhadas por áreas de dezenas de milhares de metros quadrados, e tudo com sistemas industriais de refrigeração.

E esses servidores representam apenas uma fração das dezenas de milhares de centrais de processamento de dados que hoje existem para sustentar a explosão generalizada da informação digital. Volumes imensos de dados são movimentados a cada dia, sempre que as pessoas usam o mouse ou suas telas sensíveis ao toque para baixar filmes ou música, verificar os saldos em seus cartões de crédito no site da Visa, enviar e-mails com arquivos anexados via Yahoo!, adquirir produtos na Amazon, postar no Twitter ou ler jornais on-line.

Um estudo conduzido pelo “New York Times” ao longo dos últimos 12 meses revelou que essa fundação da indústria da informação contrasta fortemente com a imagem de esguia eficiência e postura ecologicamente correta que o setor tenta apresentar.

Segurança observa servidores em central de processamento de dados em Las Vegas (Ethan Pines/The New York Times)

A maioria das centrais de processamento de dados consome vastos montantes de energia, deliberadamente e de maneira perdulária, de acordo com entrevistas e documentos. As companhias de internet operam suas instalações em capacidade máxima, 24 horas por dia, não importa qual seja a demanda. Como resultado, as centrais de processamento de dados podem desperdiçar 90% ou mais da eletricidade que recebem da rede, de acordo com o estudo.

Para se protegerem contra quedas de energia, elas dependem, também, de conjuntos de geradores a diesel, causadores de emissões. A poluição gerada pelas centrais de processamento de dados viola a regulamentação de ar limpo norte-americana, de acordo com documentos oficiais. No Vale do Silício, muitas das centrais de processamento de dados constam do Inventário de Contaminantes Tóxicos do Ar, um documento governamental que lista os principais causadores de poluição em função do uso de diesel, na região.

No restante do mundo, esses armazéns de informação digital utilizam cerca de 30 bilhões de watts de eletricidade, mais ou menos o equivalente a 30 usinas nucleares, de acordo com estimativas compiladas para o estudo por especialistas setoriais. As centrais de processamento de dados norte-americanas respondem por entre um quarto e um terço dessa carga, de acordo com as estimativas.

“A dimensão desses números é espantosa para a maioria das pessoas, mesmo profissionais do setor. O tamanho assusta”, diz Peter Gross, que ajudou a projetar centenas de centrais de processamento de dados. “Uma central de processamento de dados pode consumir mais energia que uma cidade de tamanho médio.”

A eficiência energética varia amplamente de empresa para empresa. Mas, a pedido do “New York Times”, a consultoria McKinsey analisou o uso de energia pelas centrais de processamento de dados e constatou que, em média, elas empregavam na realização de computações apenas entre 6% e 12% da eletricidade que seus servidores recebem. O restante da energia é usado essencialmente para manter ligados servidores ociosos, em caso de um pico de atividade que possa desacelerar as operações do sistema ou causar quedas.

Um servidor é uma espécie de computador desktop bem reforçado, sem tela ou teclado, com chips para processar dados. O estudo examinou como amostra 20 mil servidores instalados em 70 grandes centrais de processamento de dados, em ampla gama de organizações: companhias farmacêuticas, fabricantes de equipamento bélico, bancos, empresas de mídia e agências do governo.

Geradores dentro de caixas brancas em central de processamento de dados do Facebook em Prineville, Oregon (Steve Dykes/The New York Times)

“Esse é o segredinho sujo do setor, e ninguém quer ser o primeiro a admitir culpa”, disse um importante executivo do setor que pediu que seu nome não fosse revelado, a fim de proteger a reputação de sua empresa. “Se fôssemos um setor industrial, estaríamos rapidamente fora do negócio”, afirmou.

As realidades físicas do processamento de dados ficam bem distantes da mitologia da internet, onde as vidas são vividas em um mundo “virtual” e a memória fica armazenada “na nuvem”.

O uso ineficiente de energia é propelido em larga medida pelo relacionamento simbiótico entre os usuários que exigem resposta imediata ao clicar o mouse e as empresas que correm o risco de quebra caso não cumpram essas expectativas.

Nem mesmo o uso intensivo de eletricidade da rede parece suficiente para satisfazer o setor. Alem dos geradores, a maior parte das centrais de processamento de dados abriga bancadas de imensos volantes de inércia ou milhares de baterias elétricas –muitas das quais parecidas com as dos automóveis– a fim manter os computadores em ação em caso de queda da rede elétrica nem que por apenas alguns milésimos de segundo, já que uma interrupção dessa ordem poderia bastar para derrubar os servidores. Continuar lendo

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Capitalismo, Cibercultura

Cosmópolis de Cronenberg: Um espectro ronda o jovem psicótico capitalismo

Nessa semana vi “Cosmopolis”, último filme do cineasta canadense David Cronenberg, o mesmo de Videodrome, Crash, Um método perigoso e Senhores do Crime. Ambientado em um futuro não muito distante, um jovem bilionário cruza Nova York em sua limosine para cortar o cabelo em um tradicional e “superado” barbeiro.


Em Cosmópolis o espectador vai encontrar o drama psicológico do Capitalismo, o sistema mercado que constantemente recebe sentimentos humanos, como estar nervoso, calmo, impaciente, com Cronenberg será personalizado e viverá seus medos mais inconscientes. Com face jovem, acelerada e acumuladora de *números, bens, sonhos e sexo, Eric Packer (Robert Pattinson) se vê a cada hora que passa mais incapaz de lidar com os efeitos sociais e psicológicos de sua personalidade e comportamento no mundo.

* Dinheiro, informação, pessoas, etc.

 

Eric é um jovem e prodígio bilionário, operador do mercado, dono de várias startup e cercado por hackers. A combinação de sua condição de jovem, rico e poderoso o faz sentir-se intocável, será que não? Mas o mundo está “instável”, Nova York pelo menos, Eric e seus jovens assessores divergem dos padrões de mercado e estão sendo aniquilados pelo yuan chinês, as ruas estão tomadas por revoltas com ativistas (não movimentos) midiáticos, um dos motivos é a visita do presidente americano afirma o segurança de Eric: – “Que presidente?” diz Eric desprezando a política.

Qual o papel de Cosmópolis afinal? Prever o futuro ou nos mostrar a face psicótica do capitalismo (que fazemos parte) e seus operadores?

Veja e me diga você!

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Capitalismo

Facebook compra Instagram, 1 bilhão em criatividade?

No blog de Myke Sistrom, um dos jovens donos do Instagram:

“Quando Mike e eu começamos o Instagram há quase dois anos, nos propusemos a mudar e melhorar a forma como o mundo se comunica e partilha. Tivemos um tempo incrível assistir Instagram crescer em uma vibrante comunidade de pessoas de todo o mundo. Hoje, nós não poderíamos estar mais felizes em anunciar que Instagram concordou em ser adquirida pelo Facebook.” (Tradução Google)

No Facebook de Mark Zuckerberg:

Estou entusiasmado de anunciar que fechamos um acordo para a aquisição do Instagram e que sua talentosa equipe vai se juntar ao Facebook.”

Ps – Valor do Instagram é igual a 5 funcionários assalariados e 10 milhões de voluntários.

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Capitalismo, Mundo do Trabalho, Tecnologia

Quantos escravos trabalham para você? O Slavery Footprint me disse 42.

É possível que os artigos comuns do seu cotidiano, como celular, roupa, computador e outras dezenas de objetos possam ter passado por mão de obra escrava, independente da popularidade e credibilidade das marcas fabricantes. O fato, que pode ser chocante para alguns, é um alerta do site “Slavery Footprint” (algo como “Pegadas da Escravidão”, em tradução livre), que mostra, a partir de dados informados pelo usuário, quantos escravos trabalham para que os itens cheguem ao seu consumo.

Nas pegadas do trabalho escravo, a informação pode libertar

Capa do site questiona: "Quantos escravos trabalham para você?"

Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual

“Quantos escravos trabalham para você?”, é a pergunta inicial do site. Baseado nos produtos que compramos, o site “calcula” o número de prováveis trabalhadores forçados que estão envolvidos na produção. Na definição do próprio site, é escravo todo o indivíduo que é forçado a exercer atividades sem remuneração, explorados economicamente e incapazes de deixar a situação. Imigrantes são particularmente vulneráveis​​, mas os indivíduos também podem ser forçados ao trabalho em seus próprios países.

Um dos objetivos dos organizadores do projeto é mostrar que, por maiores que sejam as empresas que produzem, muitas vezes a procedência dos materiais é desconhecida. “E o algodão de sua camisa? E o tântalo (que armazena energia no aparelho) daquele smartphone?”, pergunta o texto do site. Contrariando quem imagina que escravos só são encontrados nos campos e minas, o “Slavery Footprint” mostra que o tipo de mão de obra é participante de toda a cadeia de suprimentos.

A reflexão proposta não pede que o consumidor deixe de comprar, ou que emerja sentimento de culpa. Para que o ciclo de produção completo seja esclarecido, seria necessária a participação popular para questionar às empresas e marcas de onde o material de seus produtos vêm, impondo a preocupação da produção livre. Não seria uma tarefa difícil.

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Após ler a matéria, usei o aplicativo e calculei a minha “pegada escravocrata”.

Primeiro você deve ir na página web  “Slavery Footprint”, lá você responde um número de perguntas sobre seus bens e hábitos de consumo, a cada item informa-se como você impacta na cadeia da escravidão. O site é muito bem desenhado, intuitivo e rápido. Terminado uma série de questões você terá o seu mapa.

Sobre a metodologia:

Sua PEGADA ESCRAVIDÃO TOTAL representa o número de trabalhadores forçados que eram susceptíveis de ser envolvidas na criação e fabricação dos produtos que compra. Este é determinado com base em informações sobre os processos usados ​​para criar esses produtos, bem como investigações dos países em que estas fases da produção realizada para o trabalho escravo conhecida (dentro destes processos específicos.) Este número é compilado a partir de múltiplos pontos de cada produto. Saiba mais sobre a metodologia aqui.

O meu está abaixo, 42 escravos.

Meus bens e hábitos geram escravidão aonde?

Meu maior impacto como mostra o mapa é na China:

China – Minas de carvão, olarias e fábricas nas regiões mais pobres da China operam ilegalmente, usando muito da estima da China 150 milhões de migrantes internos como escravos. Matérias-primas da escravidão incluem: Cashmere, acrílica, carvão, algodão, Gold, Graphite, couro, pedra calcária, linho, Mercury, Nylon, Pérola, Quartzo, Silício, seda, prata, estanho, tungstênio, Lã, Ferro Gusa, chumbo, lítio , poliéster

Rolando a página você verá mais informações sobre o seu mapa, bem como poderá compara com seus amigos no Facebook que já usaram a ferramenta. Abaixo os itens de maior impacto que possuo.

Quais meus itens impactam mais?

Na sequência você é chamado a espalhar a ferramenta, bem como acessar o app para Android ou Ios, fazer doações e seguir participando da campanha e ganhando pontos por participação via o aplicativo “Mundo Livre” no celular.

Para obter pontos Mundo Livre:
Facilmente enviar notas para as empresas, pedindo-lhes para examinar suas cadeias de suprimentos.
Faça uma doação para apoiar a luta contra a escravidão na cadeia de abastecimento.
Aumentar a conscientização sobre a escravidão por compartilhar este levantamento, a sua pegada e seu progresso.
Faça o download e usar o app móvel para o check-in enquanto fazia compras para compartilhar suas preocupações sobre o uso da escravidão nos produtos que compra.
Use o Made In A Free World app móvel para mais oportunidades para ganhar pontos Mundo Livre.

Muito interessante a iniciativa.

Vale conhecer.

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Capitalismo, Internet, Música

Por exigência da @rede_globo, Youtube transmitirá Rock in Rio para todo o mundo, menos Brasil.

A globo comprou os direitos de transmissão do Rock in Rio, obrigando a organização do festival e o Youtube cancelarem a transmissão para o Brasil. O resultado é simples, o mundo todo verá o Rock In Rio pelo Youtube, qualidade boa, expandida, bem como segurança de servidor funcionando. O Brasil terá de se contentar com a “janelinha” do Globo.com, que nem uma novela consegue transmitir sem engasgar.

Mais uma vez a Globo, um concessão pública, de olho nos gordos lucros, atenta contra a qualidade do serviço para usuário. Quem gosta de futebol sabe do que eu estou falando.

Com informação da Exame.

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Capitalismo

O falso Capitalismo não gosta quando o verdadeiro olha pra ele e diz: – Te ferrei mané.

O Capitalismo contemporâneo é um verdadeiro arremedo contraditório a sua história e conceito, David Ricardo e Adam Smith, teóricos do capitalismo e da Economia Política, já determinavam distorções que poderiam colocar o Capitalismo em risco, a saber uma das principais: o monopólio.

A concorrência e a liberdade da produção era a “alma do negócio”, se monopolizado ou exclusivo a concorrência estaría em xeque. O falso capitalismo contemporâneo idolatra o monopólio, as chamadas “patentes” são exemplos concretos dessa desvirtuação teórica.

Cada vez que o falso capitalismo sente-se ameaçado ele grita, PIRATARIA!!!!

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