Arte, Cibercultura

Pergunta aos críticos dos museus virtuais: Como veríamos as nádegas carnudas de Brueghel?

O site obvius fez um post bem instigador assinado pela colaboradora Tajana. A publicação problematiza de forma leve como a opção virtual, a digitalização de um quadro no Google Art Project, por exemplo, abre-nos uma visão nova e mais ampla da obra, talvez não “melhor”, mas complementar e única.

Leia abaixo e diga o que você acha.

“As nádegas de Brueghel” Por Tajana.

Não sei se Deus está no detalhe – mas as nádegas rosadas de Brueghel, sim. Refiro-me às nádegas pintadas por ele. Este é um desses casos felizes em que a tecnologia amplia certos caprichos do olhar.

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Revista Digital: “Contém” bem mais que “Glúten”

Capa da Edição III

Interessante conhecer a Revista Digital “Contém Glúten” nº III justo nessa semana que vinha pensando em fazer um post comparando a versão para Ipad da ZH e da Folha, desde já vale citar que ambas as versões são muito fracas, não percebem e aproveitam as potencialidades principais das tablets, ainda assim, estranhamente Zero Hora conseguiu superar a Folha (o auto-intitulado jornal do futuro), mas nos próximos dias comento essa questão, agora quero falar da “Contém Glúten” e o motivo de lembrar a comparação que irei fazer.

“Contém Glúten” não tem versão para tablets, vem na safra de uma série de revistas gratuitas que nascem para serem vistas no navegador, sem pretensão de impressão, imagino eu, o foco da revista é agregar portifólios de arte e divulgar as peças e seus artistas, fórmula já bem comum e que vem tendo bom resultado no mundo inteiro, até ai nenhuma novidade, a diferença está no fato da Revista começar enfrentar algumas necessidades básicas, como ser mais multimídia e se pagar, nisso links e vídeos são bem usados e formam um case exemplar.

Entrada do portifólio de "Wesley Eggebrecht" (mouse-link abaixo do "G" no sobrenome)

Na Revista o começo de cada portifólio ganha um link para a página externa do artista citado, o ícone no formato de “mouse’ cumpre bem a tarefa, apesar de discreto é o último item a entrar na página, tornando difícil não terminarmos a visão de cada página com foco nele, ao clicarmos abre-se uma nova página (ou aba) com o site do artista, o fluxo da revista pode seguir normal, essa simples solução amplia os “limites” da revista sem ser algo maçante, que crie um emaranhado de links e redes que dificulte seguirmos a leitura. Falta nessa questão apenas articular a revista e os artistas na mão inversa, dos sites para a Revista, o que potencializaria em muito a publicação.

Rendeiras de Aquiraz, vídeo no lado esquerdo

No interior da Revista temos acessos a vários vídeos que abrem sem necessidade de play, alguns complementam a discussão ou portifólio do artista, um bom exemplo é na matéria sobre as “Rendeiras de Aquiraz” (acima), em que um vídeo de poucos minutos vai mostrar depoimentos das próprias rendeiras sobre sua vida e trabalho, tem-se outros vídeos que são de publicidade paga (imagino eu), como o do Playstation portátil, que poderia ser melhor aproveitado se estivesse em página própria da Revista, e não junto com um portifólio. O que é inegável é que os pequenos vídeos em flash demonstram-se boas soluções, são claros, qualificados e não atrapalham o desempenho de abrir e folhar a revista em uma conexão de 1 MB. Mas nem tudo são flores.

A interação com o leitor ainda não está garantida, a conexão dos portifólios com as redes sociais digitais ainda não acontece, nem tampouco se pode entrar pelo meio da revista, o que poderia facilitar para divulgar uma página “x” ou “y”, o download da publicação assim como código “embed” também é negado, o que poderia ampliar a visualização numérica e qualitativa da mesma, ainda assim a Revista parece estar no caminho certo, é de fato “digital”, diferente da Zero e Folha que são quase um .pdf das versões impressas.

Por fim, “Contém Glúten” de forma alternativa vem avançando o sinal, é um bom estímulo na área, deverá melhorar muito se quiser ser referência,  mas parece estar afim disso e merece um parabéns.

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Pina Bausch por Wim Wenders, uma homenagem à dança contemporânea

Programado para lançamento esse ano, 2011, o novo filme de Win Wenders homenageia Pina Bausch, a grande bailarina e coreógrafa da dança contemporânea.

Pina Bausch

O filme deverá ser imortal por trazer a dança contemporânea de Pina para o cinema de forma única e com a ssinatura de Win Wenders, um dos mais importantes representantes do novo cinema Alemão.

O filme é em 3D, segundo Win Wenders “A tela do filme em duas dimensões não foi capaz de captar nem emocionalmente nem esteticamente o legado de Pina Bausch”. O trailler cartaz (acima) e trailler oficial do filme, (abaixo) já divulgado na internet, passa o tom e a velocidade dessa obra prima.

Almodóvar foi outro cineasta que dedicou parte da estética de seu cinema as idéias de Pina Bausch, em “Fale com Ela” (2002), a própria Pina Bausch dança e comove. A bailarina e coreógrafa alemã faleceu em 30 de junho de 2009.

Wenders e Bausch

Win Wenders e Pina Bausch

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Antropologia, Arte, Autogestão, Bolívia, Cibercultura, Ciberdemocracia, Informação

Twitcam canibaliza a televisão

Agora a pouco assisti mais um twitcast do @bemvindo_ator (screen acima), foi a primeira vez em  que interagi neste twistcast (o mais conhecido é o twitcam) até então (quando dava – horário)  só escutava. O Twitcast é igual o Twitcam, em tese uma pessoa conecta a sua webcam e outras podem olhar e comentar, os comentários são indexados na rede de cada um(a) no twitter, instantaneamente, e por ai vai se multiplicando entre aqueles que assistem, e aqueles que vão lendo os twittees dos que comentam. O emissor da imagem tem video e áudio para comentar livremente, de improviso apenas.

Quando vejo um twitcam involuntariamente sempre penso: será que o twitter imaginava a importância de uma ferramenta como essa? Será que os desenvolvedores da ferramenta imaginaram a sua importância com relação a comunicação, informação e até a democracia? Provavelmente não, tomara estar enganado. Acho que até nós, 2.0, nunca paramos para imaginar as twitcans daqui há 10 anos, consolidadas em um país com 70% a 80% da população acessando Banda Larga.

“O poder tem medo da internet” disse Castells.

A twitcam é uma belíssima ferramenta, mais uma entra as milhares possíveis na internet (que igualmente tem irmãs nefastas), por ela temos a democratização radical da comunicação levada ao extremo, radicalizada, é a proliferação da fantástica e verdadeira “televisão”, é a canibalização da televisor e suas referências e conceitos. Na twitcam o vídeo novamente faz jus ao artista, o aceite é instantâneo, direto, recíproco, e por que não afetivo e carnal, sem truque, gravação e marketing. Quem realmente é bom (de coração) vai perpetuar-se. Em dez anos vou humildemente comentar de novo sobre as twitcans.

Ps- A twitcam de hoje estava maravilhosa, Bem vindo é um dos grandes da arte Brasileira, hoje abordou-se por exemplo religião, o Circo e a composição Cristã no Socialismo, é quase existente artistas circenses negros, e o socialismo cristão é praticamente latino, temas e questões difernetes, dialógicos, tudo de forma diferencial e conclamando a “união twitcast”.

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O belo cartaz da 7ª Bienal da UNE

Captei ontem no twitter de @AndyArgenta e salvei para subir hoje no blog. O cartaz da 7ª Bienal da UNE que acontece de 18 à 23 de janeiro de 2011, é um dos mais belos que já vi dessa ação. Ele consegue impor com muita qualidade a atualidade de nosso país, e principalmente, da nossa forma de perceber o Brasil no mundo. A composição, textura, cores e a frase: “Brasil no estandarte, o Samba é meu combate” não necessitam de tradução. Parabéns.

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Arte, Cibercultura

Previsões para o Photoshop CS6

Durante o MAX 2010, evento anual da Adobe sobre seus produtos e tecnologias. O vídeo abaixo mostra um dos recursos que permite aplicar o mesmo visual a uma nova foto. Uma série de cálculos são feitos para identificar como a image foi trabalhada para ter aquele aspecto, e depois de descobrir a fórmula você pode aplicar o mesmo tratamento em uma nova imagem. Depois de aplicar os cálculos você pode ainda fazer modificações e transformar ainda mais a imagem alterando alguns parâmetros. Veja abaixo O que pode chegar ao CS6 que deve estar cerca de 1 ano de distância. (bernabauer.com)

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O filme “O Apaixonado Thomas” – (Thomas est Amoureux). Uma ótima película da temática da cibercultura.

Thomas est amoureux

O filme “O Apaixonado Thomas” (Thomas est Amoureux) é uma ótima película da temática da cibercultura. Thomas Thomas, um rapaz de 33 anos, em um futuro não muito distante, cheio de cores e símbolos, onde todos so serviços podem serem feitos a distância, do psicologo ao conserto do aspirados de pó, sofre de uma doença chamada Agorafobia que o faz viver há oito anos sem sair de casa. Thomas Thomas, vive financeiramente de uma apólice de seguro, devido sua saúde e uma “certa resistência” pessoal, não tem “contato físico” com outras pessoas e comunica-se com o mundo exterior apenas por um vídeo-fone. O filme vai trazer a discussão da sociabilidade de forma completa, em especial a mediada por computadores e a internet de nosso presente atual, ainda que de forma exagerada. Thomas Thomas ainda que conivente com essa mediação das relações, bem como consciente de sua doença, tentará romper e tornar a ver e tocar as pessoas, o motivo dessa aventura? O amor. Pontos altos: Os diálogos, as cores e os Video-poemas de Melodie. Curiosidades: Thomas Thomas só aparece em imagens quando pequeno e no final ao longe e de costas, o filme todo filmado via monitor do video-fone.

Torrent do filme com legenda AQUI. Créditos do Makingoff e do Finaendor.

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