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O caso General Motors, o exemplo Greader, Pocket e Persona ou como vamos derrubar a publicidade e o Facebook.

Foi sintomático o fato da General Motors retirar seus 10 milhões de publicidade aplicados no Facebook, justo durante o fiasco do IPO da rede de Mark Zuckerberg, a alegação foi que o retorno não está sendo satisfatório, os usuários segundo ela interagem pouco com a publicidade (links) ofertada. O problema amplia com o fato das mídias sociais serem muito acessadas por smartphone, com interfaces mais limpas, onde a publicidade ainda não aparece, diferente da interface da tela de computador e notebook.

O que me interessa eu leio no pocket, via computador, tablet e smartphone, numa interface limpa e sem publicidade.

Por outro lado estamos começando a vivenciar uma nova geração de agregadores, ainda em desenvolvimento, APPs que aglutinam conteúdos em uma interface limpa e objetiva. A febre começou com os leitores de feeds de sites e blogs e amplia-se para contas em redes sociais. Se usando o GReader ou o Pocket, por exemplo, leio e agrego matéria de dezenas de sites e blogs em uma interface única, objetiva, que apresenta apenas fotos e texto, quando uso o Persona, faço o mesmo com minha conta do Twitter e Facebook, ficando um pouco mais imune a publicidade no Facebook.

Aonde foi parar a publicidade que (devia) estava aqui?

Como leio o meu Facebook no Persona

Simples, ela segue na interface dos sites e Facebook, por exemplo, mas com  a diminuição do uso da interface web oficial, a visibilidade dos links diminuem, por isso Facebook, Google e outras gigantes que vivem da publicidade e inteligência competitiva, com o processamento dos seus dados, começam a projetar seus smartphones e futuros bloqueios de interface.

Como eu leio a Folha que “esperta” libera só a metade da publicação no feed.

Conseguirão eles barrar uma tendência que cresce cada vez de uso de agregadores?

Provavelmente não, os usuários avançados tenderão a se livrar das interfaces pesadas e separadas, a opção será por aplicativos que unifiquem, desde suas fontes de informação, as grandes redes sociais como Facebook, Twitter e G+, e as futuras redes segmentadas, que serão milhares em poucos anos, povoando a web e gerando uma lipoaspiração forçada nas grandes redes.

E o Facebook?

O fiasco do IPO foi só o início, a queda rápida no valor das ações foi só o começo, conseguirá a rede dar resultado para seus investidores? O caso GM é sintomático e sugere que o desafio de jovem Mark será gigante, talvez pouco glorioso, sinalizador que a bolha está ai e Facebook precisará diminuir.

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