Fibra ótica, Infraestrutura, Internet

Minicom proporá na UNASUL interligar as redes de backbone da América do Sul

Mini_pauloBernardo

Paulo Bernardo - Ministro das Comunicações.

Brasília, 30/08/2011 – O Brasil prepara um projeto para integrar, por meio de redes de fibra óptica, todos os países da América do Sul. A proposta, que está sendo elaborada por técnicos do Ministério das Comunicações, será apresentada nesta quarta-feira, dia 31, a representantes da área técnica da Unasul, a União das Nações Sulamericanas – organismo internacional que reúne os 12 países da porção sul do continente.

O plano brasileiro prevê a formação de um grande anel continental de redes de fibra óptica, que passaria por todos os países da América do Sul para integrar as nações num sistema de banda larga. A estrutura final deve chegar a mais de 10 mil quilômetros de extensão.

A ideia inicial é conectar as redes de backbone que já existem em cada um dos países-membros da Unasul. Isso significa unir as espinhas dorsais da estrutura de transporte de dados de cada nação por meio de cabos de fibra óptica integrados.  “A proposta ainda depende do aval dos membros da Unasul. Depois disso, será preciso fazer estudos técnicos para implantar esse anel”, diz o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra.

A proposta do Brasil é colocar a ideia em prática por meio de um sistema de topologia aberta. Isso significa interligar as redes de alta capacidade no transporte de dados de modo a permitir que mais de uma rede de um mesmo país possa unir sua estrutura à de outra nação, ao mesmo tempo. Isso seria feito por meio da construção de estações, que atuariam como pontos de troca de tráfego nas extremidades das redes de cada país. “Dessa forma, ninguém sai perdendo na construção do anel de fibras ópticas. Com a rede aberta, garante-se a possibilidade de que diferentes empresas possam atuar nesse sistema”, explica Artur Coimbra.

O diretor do Departamento de Banda Larga cita um exemplo: se alguém que está no Peru quer trocar dados com uma empresa brasileira, as informações precisam sair pelas redes que atravessam o oceano Pacífico, chegar aos Estados Unidos, trocar de oceano, percorrer os cabos do Atlântico e, então, entrar no Brasil. “Isso implica custos, já que se paga por uma conexão internacional, em geral escassa, feita por meio de um cabo submarino”, afirma Artur Coimbra. Encurtando o caminho do tráfego de dados, a ideia é que os preços também caiam.

Leia mais AQUI.

Exemplo do Brasil para Argentina.

Para exemplificar a questão, o amigo João Sérgio fez o teste abaixo para mostrar como funciona a conexão web que temos hoje na América do Sul.

João Sérgio:  Segue o print de teste feito (Gnome Network – para Linux). O teste demonstra que, a rota utilizada para acessar o site OLÉ (http://ole.com.ar famoso diário esportivo argentino) hospedado em Buenos Aires, de onde eu estou, Cataguases/MG, passa por servidores em Miami.  No print foi usado tarja preta para ocultar informações que não é relevante a este contexto.

Obs: No print foi usado tarja preta para ocultar informação que não é relevante a questão.

Padrão

2 comentários sobre “Minicom proporá na UNASUL interligar as redes de backbone da América do Sul

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s