Internet, PNBL

(*Nova reviravolta) A Troca de comando na Telebrás e a publicação da Lei 12.410 prometem destravar o PNBL, será?

Paulo Bernardo, ministro das Comunicações

Correu mundo ontem a demissão de Rogério Santanna da Presidência da Telebrás, Cézar Alvarez deverá assumir o comando da Estatal responsável por desenvolver o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). Era público há mais de um mês o descontentamento do ministro Paulo Bernardo com Rogério Santanna (e vice-versa), o estopim que levou Santana a demissão teriam sido essencialmente três questões, o papel da Telebrás no concorrido mercado das Teles no Brasil, a inviabilização orçamentária da estatal que ainda estava à míngua, e dúvidas do Minicom quanto à capacidade política da atual direção da Telebrás em circular nesse “complexo” setor.

Cézar Alvarez por outro lado chega à cadeira com parte dessas questões já solucionadas, na sexta-feira (27) o PL 12.410 foi publicado no diário Oficial, ele destina R$ 300 milhões do tesouro nacional para aumento de capital da Telebrás, para dar um simples exemplo, a ampliação da rede de fibra ótica no Rio Grande do Sul, na perspectiva de fechar um anel mínimo de cobertura, está orçado em mais ou menos 30 milhões, 1/10 do incremento de capital que a Telebrás sozinha recebe via lei 12.410, porém a troca de comando da empresa não resolve a principal questão que paira sobre o PNBL, afinal: qual o papel da Telebrás no mercado das teles no Brasil?

A dúvida é sabermos se a empresa será o fiel da balança que corrigirá os excessos das teles privadas em preço e cobertura, forçando as teles baixarem o preço e ampliarem sua cobertura para os grotões do Brasil, ou será um mastodonte que quer massificar a internet no país a partir de um grande Backbone público, concorrendo de forma feroz no privado, e monopolizando no atendimento ao setor público.

A primeira possibilidade já está efetivamente acontecendo, o preço praticado no atacado pela Telebrás tem sido até 6 vezes mais baixo que o das privadas, a ampliação da rede para o interior tem se intensificado, se grandes empresas do setor estão acima do valor, ou se não aspiram chegar em determinado local, a Telebrás vem chegando a partir da conexão das diversas malhas públicas de fibra, e com rádio local na última milha, garantindo assim a conexão e abusca do simbólico 1MB por R$ 35,00.

O que fica claro com a demissão do ex-executivo, é que o debate de rumos da Telebrás está tenso e segue incerto, as Teles forçam ao máximo para que o cenário de esvaziamento da Telebrás seja uma realidade, por outro lado o governo trabalha para consolidar o “papel” da empresa no setor, ainda que pressionado e comedido pela pressão das gigantes de telecom, a vitória é que a existência da Telebrás não está mais na agenda, a disputa agora está em até onde racionalmente a Telebrás deverá crescer.

Regula o setor ou virá um mastodonte? Quem viver verá.

*Reviravolta de última hora, Alvarez não deverá assumir a Telebrás, mas sim o diretor Comercial da estatal, sr. Caio Bonilha. Cézar Alvarez segue na secretaria executiva do Minicom, mais forte do que nunca.

* Na foto (agência Brasil) o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo.

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