Arte

Revista Digital: “Contém” bem mais que “Glúten”

Capa da Edição III

Interessante conhecer a Revista Digital “Contém Glúten” nº III justo nessa semana que vinha pensando em fazer um post comparando a versão para Ipad da ZH e da Folha, desde já vale citar que ambas as versões são muito fracas, não percebem e aproveitam as potencialidades principais das tablets, ainda assim, estranhamente Zero Hora conseguiu superar a Folha (o auto-intitulado jornal do futuro), mas nos próximos dias comento essa questão, agora quero falar da “Contém Glúten” e o motivo de lembrar a comparação que irei fazer.

“Contém Glúten” não tem versão para tablets, vem na safra de uma série de revistas gratuitas que nascem para serem vistas no navegador, sem pretensão de impressão, imagino eu, o foco da revista é agregar portifólios de arte e divulgar as peças e seus artistas, fórmula já bem comum e que vem tendo bom resultado no mundo inteiro, até ai nenhuma novidade, a diferença está no fato da Revista começar enfrentar algumas necessidades básicas, como ser mais multimídia e se pagar, nisso links e vídeos são bem usados e formam um case exemplar.

Entrada do portifólio de "Wesley Eggebrecht" (mouse-link abaixo do "G" no sobrenome)

Na Revista o começo de cada portifólio ganha um link para a página externa do artista citado, o ícone no formato de “mouse’ cumpre bem a tarefa, apesar de discreto é o último item a entrar na página, tornando difícil não terminarmos a visão de cada página com foco nele, ao clicarmos abre-se uma nova página (ou aba) com o site do artista, o fluxo da revista pode seguir normal, essa simples solução amplia os “limites” da revista sem ser algo maçante, que crie um emaranhado de links e redes que dificulte seguirmos a leitura. Falta nessa questão apenas articular a revista e os artistas na mão inversa, dos sites para a Revista, o que potencializaria em muito a publicação.

Rendeiras de Aquiraz, vídeo no lado esquerdo

No interior da Revista temos acessos a vários vídeos que abrem sem necessidade de play, alguns complementam a discussão ou portifólio do artista, um bom exemplo é na matéria sobre as “Rendeiras de Aquiraz” (acima), em que um vídeo de poucos minutos vai mostrar depoimentos das próprias rendeiras sobre sua vida e trabalho, tem-se outros vídeos que são de publicidade paga (imagino eu), como o do Playstation portátil, que poderia ser melhor aproveitado se estivesse em página própria da Revista, e não junto com um portifólio. O que é inegável é que os pequenos vídeos em flash demonstram-se boas soluções, são claros, qualificados e não atrapalham o desempenho de abrir e folhar a revista em uma conexão de 1 MB. Mas nem tudo são flores.

A interação com o leitor ainda não está garantida, a conexão dos portifólios com as redes sociais digitais ainda não acontece, nem tampouco se pode entrar pelo meio da revista, o que poderia facilitar para divulgar uma página “x” ou “y”, o download da publicação assim como código “embed” também é negado, o que poderia ampliar a visualização numérica e qualitativa da mesma, ainda assim a Revista parece estar no caminho certo, é de fato “digital”, diferente da Zero e Folha que são quase um .pdf das versões impressas.

Por fim, “Contém Glúten” de forma alternativa vem avançando o sinal, é um bom estímulo na área, deverá melhorar muito se quiser ser referência,  mas parece estar afim disso e merece um parabéns.

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Um comentário sobre “Revista Digital: “Contém” bem mais que “Glúten”

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