Economia Solidária

“Crédito é principal entrave da economia solidária”, mas a prioridade segue sendo das ONGs

No dia de hoje a Agência Brasil publicou a matéria “Crédito é principal entrave da economia solidária”, há muito tempo nós do Brasil Autogestionário estamos batendo nessa tecla, sem crédito-direto aos empreendimentos da Economia Solidária as experiências irão definhar em pequenos grupos de economia alternativa, incapazes por sí só de gerar uma renda digna ao trabalho efetivado e compátivel com seu par capitalista. Pesquisando no “search” do blog o termo “crédito direto”, serão encontradas dezenas de entradas, algumas de 2009, entre elas (links):

IX Reunião da Coordenação Nacional do FBES: O Desafio de superar o “mais do mesmo”;
Financiamento direto aos EES?
Painel: “Crédito direto aos EES” contou com significativa participação e gerou um caloroso debate em Santa Maria (Parte I);
Painel debate sobre crédito direto para experiências solidárias;
Painel: “Crédito direto aos EES” – Santa Maria (Parte II);

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Josefa Silva (Xique-Xique/RN), Lucio Uberdan (Brasil Autogestionário) e Elvino Bohn Gass (dep. PT/RS) Clique para ampliar

Durante o I Fórum Social da Economia Solidária, atividade interna ao Fórum Social Mundial (FSM), o Brasil Autogestionário organizou painel com a temática do  “Crédito direto aos EES na consolidação da economia solidária”, tomamos como exemplo o caso da Agricultura Familiar e a sua linha de crédito permanente e direto, o PRONAF, ainda que necessitando ser ampliado, o mesmo é ponto fundamental para a manutenção produtiva das unidades familiares com investimento para qualificação técnica e tecnológica, bem como a ampliação da produção.

Sem PRONAF, sem financiamento direto, anual e permanente, o que seria da Agricultura Familiar? Simples, seria estar na mesma condição da Economia Solidária, em especial dos trabalhadores (as) em seus grupos, associações e cooperativas urbanas que se individam de forma permanente para garantir um mínimo necessário para se manterem produtivos, sem investimento não conseguem qualificar sua técnica e tecnologia, portanto, a qualidade de seu produto final, sem capital de giro, são incapazes de vender a prazo e garantir um preço final competitivo no mercado.

Se na Agricultura Familiar temos visto uma revolução positiva, visto os números do Censo agropecuário de 2006, na Economia Solidária os resultados andam na contramão, a tendência do próximo relatório do SIES (Sistema de Informação da Economia Solidária – MTE) é que o número de empreendimentos econômicos solidários tenha diminuido, os trabalhadores (as) estaríam novamente vendo no trabalho assalariado uma fonte de renda mais digna.

Infelizmente o governo ainda não acordo com potência para a questão, a prioridade segue sendo programas “generalistas” e direcionados para as ONGs do tema, ainda que façam um bom trabalho, é uma minúscula parte que chega aos EES, para compra de equipamente, matéria prima e capital de giro, esses, seguem a míngua, lutando em um mesmo mercado com os similares capitalistas e agradecendo terem uma entidade de apoio lhe dando assessoria. Até quando?

Leia mais no Brasil Autogestionário.

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