Cibercultura, Eleições 2010, Partidos, PT

Ativistas digitais reúnem no PT-POA para avaliação eleitoral.

Foto: Tatiana Feldens

Profissionais da imprensa livre criam Comissão de Comunicação – por Tatiana Feldens – Asscom PT-POA.

Cerca de 25 operadores das redes sociais participaram ontem (08.11) à noite do 10º encontro de mídia, organizado pelo Diretório Municipal do PT. Além de avaliar os resultados das eleições deste ano e fazer críticas quanto ao trabalho da imprensa na cobertura da campanha, o grupo de blogueiros, tuiteiros e demais profissionais da imprensa livre tomou a iniciativa de criar uma Comissão de Comunicação, que tem por objetivo estabelecer uma rede com capacidade de massa crítica.

O grupo será formado pelos companheiros Claudia Cardoso, Claudio Calmo, Rodnei Torres, Júlio Garcia, Mirgon Kayser, Ronan Wittée e Tereza Motta. A secretária de Comunicação, Michele Sandri, e o presidente do PT, Adeli Sell, embora não sejam membros oficiais, vão participar das discussões sempre que possível.

Algumas tarefas já foram demandadas, entre elas estão a redação de uma carta dirigida ao governador eleito do Rio Grande do Sul Tarso Genro falando sobre as políticas de comunicação desejadas pelos profissionais – algumas já contempladas em seu Programa de Governo, porém propondo ainda melhorias – bem como a preparação de um grande seminário de comunicação na cidade.

Militância virtual – Grande parte da reunião serviu para os comunicadores fazerem um balanço das suas atividades no espaço virtual. Para muitos o resultado foi positivo e servirá de experiência para as próximas mobilizações na blogosfera. De acordo com Pedro Loss, esta foi a primeira campanha em que a Internet de fato funcionou. “As redes sociais fizeram a diferença. Adquirimos experiências que irão nos municiar nas próximas campanhas”, disse ele.

Claudia Cardoso compartilha a mesma opinião de Loss. Para ela, houve nos bastidores um movimento que desmentiu a baixaria da mídia tradicional. “Eles foram monitorados e ridicularizados. Isso ajudou a criar um caldo cultural de informações que chegou às ruas”. Para Claudia, o caso envolvendo a bolinha de papel exemplificaria sua teoria.

As redes sociais, segundo Jorge Escobar, desempenharam 2 papeis fundamentais neste pleito: informar e contra-informar. “Tivemos maior dinamismo, agilidade e capacidade de mobilização, seja para informar ou para desmentir as inverdades que estavam sendo noticiadas”.

Para Lucio Uberdan, no entanto, a utilização da Internet nas eleições ainda não atingiu o seu boom. Ele frisa que isso também não acontecerá em 2012, nas eleições municipais. “Acredito que só em 2014 ela será o grande meio de mobilização e captação de votos”.

Ele ressalta, ainda, que o grande oponente no País não são os partidos políticos, mas a grande mídia, a chamada PIG (Partido da Imprensa Golpista). Outra análise feita por ele diz respeito à demasiada utilização do Twitter. “Isso inibiu a participação no Facebook e no Orkut”, pontuou Uberdan, justificando que esses meios traduzem maior credibilidade, visto que comportam um grande número de amigos e familiares.

A próxima reunião ficou agendada para 13 de dezembro, às 18:30, na Sede Municipal.

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