Pessoal

Qual a origem do couro do seu sapato?

O Ministério Público Federal do Pará ajuizou uma série de ações contra 20 fazendas e 13 grandes frigoríficos do Pará, por exercerem sua atividade econômica da pecuária as custas do desmatamento ilegal, infringindo um crime ambiental passivo de mais de R$ 2 bilhões em multas. Estima-se que essas empresas desmataram ilegalmente mais de 157 mil hectares de mata, área maior que a cidade de São Paulo. Clicando AQUI você acessa o nome das Fazendas e frigoríficos autuados, entre eles encontra-se a Fazenda Santa Bárbara do banqueiro Daniel Dantas, e clicando AQUI você acessa o nome de seus compradores, entre eles a Avipal Nordeste (Perdigão), Carrefour, Grupo Pão de Açucar, Sadia, Wal Mart.

O procurador Daniel Avelino, responsável pela ação, disse que as fazendas terão de reparar o dano ambiental, e seus compradores nomeados na lista “vão ter que parar de comprar de infratores ambientais. Senão serão responsabilizadas pelos danos que venham a ocorrer. E vão ter que informar no produto a origem dele para que o consumidor possa ter a opção de escolher, se ele quer ou não adquirir aquele produto conveniente de desmatamento na Amazônia.”

No Dicionário Internacional da Outra Economia, verbete *Comércio Justo (*Alfonso Cotera e Humberto Ortiz – pág.60), lê-se: “Comércio justo é o processo de intercâmbio de produção-distribuição-consumo, visando a um desenvolvimento solidário e sustentável (…) O comércio justo traduz-se no encontro fundamental entre produtores responsáveis e consumidores éticos.”

Já no verbete **Consumo Solidário (**Euclides Mance – pág.72) é salientado: “O ato de consumo não é apenas econômico, mas também ético e político. A pessoa que consome um produto ou serviço cuja elaboração ou oferecimento impliquem exploração de seres humanos ou dano ao ecossistema é co-responsável por esses efeitos. Seu ato de compra contribui para que os responsáveis por essa opressão  econômica e pela agressão ambiental possam converter as mercadorias produzidas daquela forma em capital a ser reinvestido do mesmo modo, reproduzindo práticas socialmente injustas e ecologicamente danosas. O consumo é, pois, um exercício de poder pelo qual efetivamente se pode tanto apoiar a exploração de seres humanos, a destruição progressiva do planeta, a concentração de riquezas e a exclusão social, quanto se contrapor a esse modo lesivo de produção.”

Cuide bem o que você compra.

Comentário de minha autoria originalmente publicado no Brasil Autogestionário.

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