Ditadura Militar, Lei de Anístia, Tortura

Lei de Anistia – Desdobrar os pontos “escuros” do passado, é aumentar as garantias de “luzes” do futuro.

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Ta pegando fogo o debate interno nas forças políticas Brasileiras, sejam elas civis ou militares. A possível revisão da lei da Anistia,  revendo como internacionalmente já foi feito, que crimes de tortura são crimes contra a humanidade e não crimes políticos, ou seja, que estupro, espancamento, e por ai afora, não são e serão reconhecidos como crimes políticos, está alvoroçando muitos militares da reserva que temem ver seus nomes “enlameados” com coisa sem “importância” e do “passado”.

Até hoje no Brasil, por exemplo, ter estuprado nos anos de chumbo, uma pessoa, militante de esquerda por exemplo, que tivesse presa, “incomunicável”, por motivo político, também era visto, de igual forma como um crime político, e anistiado pela lei, ainda que o estado nunca tenha reconhecido na época esses atos, ou seja, eram atos a margem da lei já naquela época, que sabemos também todos/as, que o ato de estupro está bem mais para sadismo que político.

Esse é o “X” da questão, rever o que de fato é aceito como político ou não, e rever por que é solicitado judicialmente pelas famílias de desaparecidos/as.

Alguns militares da reserva, que sentem a coisa “coçar” para o lado deles, trazem para sociedade questões simplistas, pintando o ato de revisão da lei de anistia, como um ato de revanchismo de um governo específico, composto de “ex-guerrilheiros/as”, e ou, tentando criar uma comparação entre os atos políticos de organizações de esquerda, e os atos “políticos” feito pelo estado apropriado por sádicos na época, uma comparação tresloucada, que apresenta-se de forma clara como apavoramento, afinal, quantos militares estão desaparecidos? Quantos militares foram espancados até morrer? Quantos militares foram estuprados, e ou receberam todo um leque de possibilidades de tortura, que vão do pau-de-arara ao choque nos órgãos genitais por exemplo.

Não temos a nossa frente revanchismo, mas sim, estamos de fato tratando da manutenção e elevação de um contrato social, que tanto todos/as prezam na sociedade moderna. Garantir o desdobramentos de cantos escuros do passado, é aumentar as garantias de luzes no futuro.

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