Anistia Internacional, Capitalismo, China, Comunismo, Free Tibet, Monaquia, Olimpíadas da China, Socialismo, Tibet

A China se mostrou para o mundo, e é inteiramente capitalista.

Depois da abertura das olimpíadas hoje, gostaria de saber o que pensam os(as) “socialistas” que me criticavam pela campanha Free Tibet (em tom de deboche pelo menos). A abertura das olimpíadas na China hoje, deixou duas grande lições para os(as) socialistas, a primeira é que o governo de Hu Jintao valoriza mais a monarquia que os monges Budistas pró-Tibet (Tibet também não é feito só de monges), a segunda, é que Comunismo é uma palava e passado que o grupo majoritário “tunpai” de Hu Jintao no Partido Comunista Chinês, demonstrou para o mundo hoje, querer esquecer o mais rápido possível. Ainda que sendo mais a esquerda que o “neocon”.

A apresentação da abertura das Olimpíadas hoje, retratou em imagens, danças, músicas e roupas, a história milenar daquele país e cultura, durante horas, a história das dinastias e dos antigos monarcas foram referenciadas dezenas de vezes, po seus avanços políticos, culturais e científicos, e logo após, como num passe de mágica, abre-se um globo simbolizando a globalização, e salta-se decepando a história, diretamente para os anos 2000, e nada, absolutamente nada do período Comunista foi encenado, descrito, ou citado, salvo eu não tenha percebido. Até o vermelho estava lá, mas não como pesam os socialistas, estava lá era o vermelho do imperador.

A China mostrou-se para o mundo, e mostrou-se com a feição que deseja ser conhecida, e reconhecida. A China é capitalista e comandada por capitalistas, e pior, como dizia o velho ditado, “o pior capitalista é o ex-comunista”. Ademais do ponto de vista estético, estava muito bonito realmente.

Para ilustrar ainda mais, na abertura do Dossiê Olimpíadas do Esquerda.Net divulgado hoje, temos a seguinte citação: “o governo chinês quer mostrar ao mundo que o país entrou definitivamente na categoria das superpotências. Mas não está a conseguir livrar-se das acusações de violações de direitos humanos e de aplicar o capitalismo mais selvagem, que já criou 250 mil milionários, mas onde 700 milhões vivem com menos de dois euros por dia.”

Na aba Mundo da Folha de 16 de junho AQUI, segundo a Anistia Internacional: “Mais de mil tibetanos detidos durante os protestos pró-independência, que ocorreram em março, na China, continuam desaparecidos, aponta um relatório divulgado nesta semana pela Anistia Internacional. O documento afirma que há denúncias de casos de abuso nas prisões e que, enquanto detidos, os tibetanos teriam apanhado e ficado sem comer.”

Defender a China como socialista é defender o indefensável, e pior, achar que um pressuposto histórico (e controverso) é uma melhor fonte, frente a possibilidade, realidade e necessidade de um Tibet que se auto-determine, com liberdade cultural, política e religiosa, é uma total incompreensão da luta mundial dos trabalhadores(as).

Mais comentários: “Surpresas” de Pequim e Buenos Aires;

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