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Ingrid Betancourt e outros 14 reféns das FARC estão livres. Mas o que é central afinal?

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Essa é grande notícia dos jornais de hoje, já foi da internet, TVs e rádios ontem. A grande-mídia ainda não acertou o discurso com precisão, afinal, Ingrid e os demais, foram resgatados e/ou libertados de que forma?

1.Quem era essa organização fictícia amiga das FARC, que estaria responsável pelo transporte dos reféns de uma acampamento das FARC a outro acampamento, que pousaria helicópteros em plena selva, sem ser abatida pelas FARC?
2.Depois de anos sendo bem sucedida em seu cativeiro, o que levaria as FARC serem tão descuidadas com o seu principal trunfo (Ingrid Betancourt), transportando-a através de uma organização humanitária?
3.O que levaria esse desfecho dar-se de forma segura para ambos os lados, sem tiros e mortes?

Apesar dessas questões não estarem bem claras, podemos, talvez, de ante-mão, já esperar um futuro cenário do desnudar de uma possível negociação entre o governo Colombiano e as FARC, o que não teria sido de todo o mal. Apesar de ser essa uma das maiores preocupações frente a notícia desde ontem, junto  a comemoração pela libertação desses reféns (faço coro a isso, não concordo com reféns, nem em Guantanamo), acredito, que não está ai a centralidade do debate que a situação nos pede.

No dia 16 de junho passado, Emir Sader em seu blog escreveu: Para que a Colômbia deixe de sangrar AQUI, no artigo ele recupera o recente artigo de Orlando Fals Borda e o apelo de Hugo Chavez no programa Alô Presidente para que as FARC adotem a linha democrática e abandone as armas, leiam, vale a pena.

Na América Latina hoje, a Colombia é a principal referência que destoa das profundas alterações que estão acontecendo, parte desse descompasso, está pela opção armada da esquerda colombiana. A Colombia é hoje o foco e  motivo, para o desembarcar cada vez mais constante do serviço secreto americano em nosso continente. Após a perda de seu maior trunfo, Ingrid Betancourt, a centralidade está não em como foi feito o resgate de Ingrid, mas sim, qual o futuro das FARC e a possibilidade concreta de avançarmos para um partido de movimentos, e talvez,  um possível futuro governo de esquerda na Colombia. Mais AQUI, AQUI,

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