Pós-modernidade, Pessoal, Reflexão

Tropa de Elite em Pelotas? tomara que não, sou mais senhor volante.

Quando ví o filme Tropa de Elite a primeira coisa que me veio a cabeça foi – “os cinemas vão encher de políciais aqui em Pelotas, e aqueles que forem cabeça-mole vão sair de lá achando-se o Capitão Nascimento, daqui uns dias aparece alguém no “saco” ou alguma outra passação polícial vai vir a tona. Por sorte ou até melhor, por amadurecimento de nossos políciais até agora pelo menos (pois nada aconteceu, ainda bem), parece que esses que viram o filme perceberam que o Capitão Nascimento não é nenhum heroi, mas sim um sujeito simples e atormentado, que usa abisavamente remédios e não consegue ter uma vida equilibrada com a mulher. Perceberam que o Capitão Nascimento é uma pessoa comum que vive uma vida infernal a qual quer abandonar.

A poucos dias subia a Bento Gonçalves de carro, todos sabem que o trânsito em Pelotas é infernal (ruas esburacadas, sinaleiras não-sincronizadas, etc…), em determinada altura ultrapassei uma charrete e segui por mais um minuto pela faixa da esquerda, pois mais adiante tinha um carro em velocidade menor que a minha, eis que ouvi uma buzina, tinha um carro “grudado” em mim pedindo para passar, um carro bem luxuoso, pensei em passar para a direita, mais o carro estava muito perto, fiquei com medo que durante a mudança de pista ele viesse pela direita e acontece-se um acidente, eis que ele buzina de novo e entra pela direita mesmo e pior, quando chega a altura da janela de meu carona (que tinha um colega de trabalho) o motorista grita de forma bem violenta e grosseira (bem mesmo): “- Não tem espelho não?”. Eu e meu colega olhamos para o sujeito, não falamos nada, na hora recordei do filme Tropa de Elite, pois o motorista estava fardado e com um monte de estrela no ombro (parecia uma constelação). Logo enseguida esqueci do tropa de Elite e lembrei de um desenho antigo da walt Disney, era do Pateta e chamava-se o senhor volante: Neste um sujeito pacato e cordial ao entrar no carro e colocar as mãos na direção transformava-se em um sujeito violento e grosseiro.

Bem, quem disse que lei, respeito e educação necessitam caminhar junto né?

Lucio Uberdan

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