Capitalismo, Informação, Política

O governo federal – MEC, livros didáticos e a Rede “Gulag” Globo e seu poderoso executivo Ali “Paris Hilton” Kamel

Ali “Paris Hilton” Kamel vem protagonizando uma série de “escândalos” na mídia brasileira, mostrando cada vez mais seu lado socialite barraqueira e seu qualificado jornalismo.

Ano passado a nossa Paris Hilton já enrolara-se com a opção de mostrar as fotos do dinheiro preso junto aos “aloprados” ditos do PT (adjetivo cunhado aonde William “Homer” Bonner?) na compra de dossiê poucos dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais (assunto até hoje mal explicado e que rendeu uma pressão em cima da bela pela mídia autônoma brasileira) – lembrem-se que as fotos foram conseguidas “via suborno” do delegado federal e que a opção da matéria no Jornal Nacional foi tomada por Kamel em detrimento a outra julgada por ele “menos importante”, o acidente do avião da Gol e o Legacy. A socialite revidou com uma carta de desagravo do jornalismo brasileiro, quer dizer tentou, pois nem os jornalistas da Globo tiveram a mesquinhez de assina-la.

Depois vieram artigos de ataque aos programas de cotas na universidade e agora, a mesma, ops, o mesmo Ali “Paris Hilton” Kamel, opera um “patrulhamento ideológico” nos livros didáticos do MEC, dedicando (perdendo) o seu enorme tempo livre, que seria melhor aproveitado se fizesse patrulhamento ideológico na programação da Rede Globo, essa sim um problema nacional. 90% da programação da GLOBO faz uma defesa ao livre capital, a violência, ao machismo, restando 10% para frases e cenas de efeitos pregando uma solidariedade fajuta e rentável nas suas Novelas “propagandas-comerciais” Brasileiras.

Um abraço,

Lucio Uberdan

Abaixo a resposta de Mario Schmidt para Ali Kamel.

O livro didático que a Globo quer proibir.

Mario Schmidt

Fonte NovaE

*O livro de história que Kamel difamou*

A respeito do artigo do jornalista Ali Kamel no jornal O Globo de 18 de setembro de 2007 sobre o volume de 8ª série da obra *Nova História Crítica*, de Mario Schmidt, o autor e a Editora Nova Geração comentam: *Nova História Crítica* da Editora Nova Geração não é o único nem o primeiro

livro didático brasileiro que questiona a permanência de estruturas injustas e que enfoca os conflitos sociais em nossa história. Entretanto, é com orgulho que constatamos que nenhuma outra obra havia provocado reação tão direta e tão agressiva de uma das maiores empresas privadas de comunicação do país.

Compreendemos que o sr. Ali Kamel, que ocupa cargo executivo de destaque nas Organizações Globo, possa ter restrições às posturas críticas de nossa obra. Compreendemos até que ele possa querer os livros didáticos que façam crer ”que socialismo é mau e a solução para tudo é o capitalismo”. Certamente, nossas visões políticas diferem das visões do sr. Ali Kamel e dos proprietários da empresa que o contratou. O que não aceitamos é que, em nome da defesa da liberdade individual, ele aparentemente sugira a abolição dessas liberdades.

Não publicamos livros para fazer crer nisso ou naquilo, mas para despertar nos estudantes a capacidade crítica de ver além das aparências e de levar em conta múltiplos aspectos da realidade. Nosso grande ideal não é o de Stálin ou de Mao Tsetung, mas o de Kant: que os indivíduos possam pensar por conta própria, sem serem guiados por outros.

Assim, em primeiro lugar exigimos respeito. Nós jamais acusaríamos o sr. Kamel de ser racista apenas porque tentou argumentar racionalmente contra o sistema de cotas nas universidades brasileiras. E por isso mesmo estranhamos que ele, no seu inegável direito de questionar obras didáticas que não façam elogios irrestritos à isenção do Jornal Nacional, tenha precisado editar passagens de modo a apresentar Nova História Crítica como ridículo manual de catecismo marxista. Selecionar trechos e isolá-los do contexto talvez fosse técnica de manipulação ultrapassada, restrita aos tempos das edições dos debates presidenciais na tevê. Mas o artigo do sr. Ali Kamel parece reavivar esse procedimento.

Ele escolheu os trechos que revelariam as supostas inclinações stalinistas ou maoístas do autor de *Nova História* *Crítica*. Por exemplo, omitiu partes como estas: ”A URSS era uma ditadura. O Partido Comunista tomava todas as decisões importantes. As eleições eram apenas uma encenação (…). Quem criticasse o governo ia para a prisão. (…) Em vez da eficácia econômica havia mesmo era uma administração confusa e lenta. (…) Milhares e milhares de indivíduos foram enviados a campos de trabalho forçado na Sibéria, os terríveis Gulags. Muita gente foi torturada até a morte pelosguardas stalinistas…” (pp. 63-65).

Ali Kamel perguntou por onde seria possível as crianças saberem das insanidades da Revolução Chinesa. Ora, bastaria ter encotrado trechos como estes: ”O Grande Salto para a Frente tinha fracassado. O resultado foi uma terrível epidemia de fome que dizimou milhares de pessoas. (…) Mao (…) agiu de forma parecida com Stálin, perseguindo os opositores e utilizando recursos de propaganda para criar a imagem oficial de que era infalível.” (p. 191) ”Ouvir uma fita com rock ocidental podia levar alguém a freqüentar um campo de reeducação política. (…) Nas universidades, as vagas eram reservadas para os que demonstravam maior desempenho nas lutas políticas. (…) Antigos dirigentes eram arrancados do poder e humilhados por multidões de adolescentes que consideravam o fato de a pessoa ter 60 ou 70 anos ser suficiente para ela não ter nada a acrescentar ao país…” (p. 247) Os livros didáticos adquiridos pelo MEC são escolhidos apenas pelos professores das escolas públicas. Não há interferência alguma de funcionários do Ministério.

O sr. Ali Kamel tem o direito de não gostar de certos livros didáticos. Mas por que ele julga que sua capacidade de escolha deveria prevalecer sobre a de dezenas de milhares de professores? Seria ele mais capacitado para reconhecer obras didáticas de valor? E, se os milhares de professores que fazem a escolha, escolhem errado (conforme os critérios do sr. Ali Kamel), o que o MEC deveria fazer com esses professores? Demiti-los? Obrigá-los a adotar os livros preferidos pelas Organizações Globo? Internar os rofessores da rede pública em Gulags, campos de reeducação ideológica forçada para professores com simpatia pela esquerda política? Ou agir como em 1964?

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7 comentários sobre “O governo federal – MEC, livros didáticos e a Rede “Gulag” Globo e seu poderoso executivo Ali “Paris Hilton” Kamel

  1. Raphaela Almeida disse:

    Impressionante como são as coisas. Um jornalista faz uma crítica de cunho ideológico a determinado material didático e de repente, um livro que fora largamente usado por milhares de professores no Brasil inteiro é considerado de conteúdo insuficiente, panfletário etc.
    Faço graduaçao em História na UFF tenho debatido sobre ação em sala de aula e sobre materiais didáticos desde que coloquei os pés na Universidade. Longe de achar que minhas opiniões são perfeitas, considero que sigo no sentido de me tornar uma profissonal competente, cujas escolhas têm embasamento científico. O senhor Ali Kamel mostrou a todos como no Brasil o profissional de educação é visto com desdém e desprezo. Ninguém faz uma matéria anunciando que dentistas usam matérial de qualidade inferior em seus consultórios, mas fazem uma matéria que praticamente chama professores de babacas, afinal só um babaca não vê a tal “manipulação ideológica” contida no referido livro didático.
    Quando era uma garota da 5º série eu estudei com um livro cheio de erros de conteúdo tanto escrito, quanto iconográfico. (É senhor Kamel, nem só na escrita encontramos problemas nos livros didáticos) Afinal, todo mundo sabe que determinadas figuras são apresentadas em contextos errados, coisa que acontece de forma recorrente em muitos livros didáticos.
    Isso não significa que o Livro do senhor Schimidt estaja livre de erros. Muitos livros os têm. Mas só um livro de viéz marxista causa tante repulsa e, justamente na nossa mídia: baluarte e defensora dos redentores conceitos da moral”!
    Não obstante, graças ao bom Deus temos o senhor Ali Kamel para nos alertar e ainda ensinar como devemos proceder em relação ao ensino do conteúdo de nossa disciplina (nesse caso História) nas salas de aula. E ainda mais: ele está ai para nos ensinar qual o melhor material que podemos adotar no desempenho de tal tarfa.

  2. relatividade disse:

    a Raphaela Almeida,
    Oi, legal seu post, acho que acúmula em muito, a crítica de Kamel não necessáriamente está em no suposto rigor científico (se é que existe isso). A incomodação de Kamel, está na percepção do materialismo histórico em que o livro se desenvolve.

    Vc acertou em cheio.
    Um abração,

    Lucio Uberdan

  3. Neusa de Mello disse:

    Nós da Escola Des. Joaquim Cândido de Azevedo Marques – DRE-SA, estamos no final do mês de abril não recebemos os livros de 6ª. e 7ª. séries de Português, que foram solicitados em português.

    Obrigada

    Neusa

  4. Srs. responsáveis

    A EMEF Desembargador Joaquim Candido de Azevedo Marques até a presente data ainda não recebeu os livros de sexta e oitava séries fund I de Português que foram solicitados em 2007.

    NB- Estamos no final do mês de aabril e não chegaram ainda

    Obrigada

    Neusa

  5. Retificando

    A EMEF Des.Joaquim Candido de Azevedo Marques não recebeu os livros de português das 6as e 8as séries -Fund II até a presente data.
    Queremos salientar que já estamos no final de abril.
    Esse material não se refere a RT e sim aos solicitados para o ano letivo de 2008 (alunos).
    Esses livros foram solicitados em 2007

    Obrigada

    Neusa

  6. jane ap andrade disse:

    estamos precisando de livros para formação de docentes da escola professor julio schimanski livro ensino dos nove anos. obrigado araucária

  7. Luciana Alves Lima disse:

    Quero receber livros didáticos de Língua Portuguesa para trabalhar com o Ensino Médio de 1ª a 3ª séries do Ensino Médio, pois há uma certa dificuldade para obter estes livros.
    Sou professora e necessito receber tais livros para que eu possa desenvolver as minhas aulas com facilidade

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