Política

Veja foi derrotada – hum, isso é bom

*de certa forma me identifiquei com esse artigo – boa leitura a todos(as).

Veja foi derrotada

Cristóvão Feil

Passado o carnaval midiático-oligárquico sobre a triste figura do senador peemedebista das Alagoas, aliado do blocão lulista no Congresso, quero poder dizer algumas palavras. Não disse nada até o momento, sobre o tema Renan. Explico agora o motivo.

Nos longos 350 anos de regime escravocrata no Brasil, quando havia uma briga qualquer na casa-grande, os negros da senzala sempre tiveram a serenidade e a sabedoria de nunca se meter nas desavenças intestinas dos brancos, diziam: – Isso é briga de branco!

O mesmo diz esse blog. Mas, passada a borrasca e o pugilato protagonizado pelos “brancos” mais encardidos moralmente do País, vou dizer duas ou vinte palavras.

Primeiríssimo lugar, a mídia oligárquica perdeu mais uma vez. É um registro relevante a fazer. Em menos de um ano, eles perderam na tentativa golpista contra a reeleição de Lula, e agora no caso do senador bovinocultor e amante adulteroso. Perdeu a Veja, do grupo Civita-Abril (agora sócios de uns investidores racistas da África do Sul), protagonista do pior jornalismo do mundo e falsa vestal, que fica semanalmente apontando de forma policialesca e abjeta quem tenta apagar o fogo sagrado e perpétuo da moralidade pública – que os Civitas, certamente, regulam e medem a cada minuto com mãos trêmulas e peito arfante. É hilário!

Portanto, essa questão Renan é a mais típica e genuína “falsa questão”, com todos os efes e todas as salsas. Não tenho procuração para defender o adulteroso Renan, acho esse tipo uma fraude ambulante, particularmente desprezível, com aquele permanente sorriso Monalisa n o 42, mas nem por isso menos lesivo que os seus inimigos de conjuntura.

Observem a conjugação de esforços que foi organizada para derrubar o amante alagoano, a Veja só foi publicista: os três “jotas”, Jobim, Jungman e Jarbas Vasconcelos. Esforços combinados para, na seqüencia, colocar Jarbas Vasconcelos no lugar de Renan Calheiros, e no médio prazo favorecer o vampiro silencioso, José Serra. A montanha iria dar à luz a um rato.

Este é o caso, motivo do carnaval midiático em torno de uma farsa armada e uma falsa questão. Como diz Marx, “o ar pesa toneladas sobre nós”.

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