Pessoal

No caos portanto, existe de certa forma uma nova ordem perceptivel a novos métodos.

Andei lendo alguns “recortes” (jornalísticos de senso comum) e pequenos artigos (não acadêmicos) sobre blogs (nada haver com seu email meu querido amigo nucool nem tampouco foi no blog da Laura – lá as considerações sobre blogs são referência para mim) acho que li sem querer esses recortes pela web, despropositadamente, mas bem, eis que após essa leitura resolvi dividir algumas simplórias interrogações: 1) deveria eu falar mais de minha vida “pessoal” como a um diário? 2) deveria eu imprimir ao blog relatividade uma consistência de tema, motivo, regularidade a fim de criar referência? 3) deveria portanto abandonar esse emaranhado de temas diversos, citações, artigos, músicas, imagens, esse “caos” e finalmente me dedicar a um tema específico, por exemplo, minhas iniciantes pesquisas sobre a antropologia e o mundo virtual?

Após essas interrogações me pergunto: “que fazer?

Parto em direção a complexidade, é lá que vou encontrar alternativas ao caos. Pego na estante o exemplar “Introdução ao Pensamento Complexo” de Edgar Morin e leio a passagem que diz:

“Em toda a minha vida jamais pude me resignar ao saber fragmentado, pude isolar um objeto de estudo de seu contexto, de seus antecedentes, de seu devenir. Sempre aspirei a um pensamento multidimensional. Jamais pude eliminar a contradição interna. Sempre senti que verdades profundas, antagônicas umas às outras, eram para mim complementares, sem deixarem de ser antagônicas. Jamais quis reduzir à força a incerteza e a ambigüidade.”

Portanto o blog segue assim como a um jogo de roleta que lembra o caos, pois parece (o jogo da roleta) esse não ter uma lógica, uma seqüência, estando assim, completamente livre e selvagem. Porém, a matemática comprova que bastando nos distanciarmos um pouco e darmos continuidade incessante (inúmeras vezes) ao jogo da roleta, esta nos revelará sua lógica e seqüência, uma ordenação matemática apreensível. No caos portanto, existe de certa forma uma ordem perceptivel a métodos complexos. Percebi hoje também, que para além da tranqüilidade de prosseguir com o relatividade em moldes de “deriva surrealista” (arriscado o conceito), percebi que o primeiro capítulo do livro “As Intermitências da Morte” de José Saramago, é formidável para um debate inicial acerca do tema da “Cultura”.

Seguindo a complexidade, confusão e caos, tenho ainda para amanhã, um artigo para divulgar, um livro para festejar a aquisição, uma experiência de trabalho que vou viver nos próximos dois dias e uma outra em breve (essa é incerta e secreta).
Bjos – Lucio Uberdan

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2 comentários sobre “No caos portanto, existe de certa forma uma nova ordem perceptivel a novos métodos.

  1. Bah, que responsa! Rsrsrs…
    Quanto as tuas dúvidas iniciais, estás em ótimas mãos com o Morin!… Quer saber?…

    Que importa o que tu ‘deveria’??? Teu caos já tua vida, e é teu tema, tua consistência! Um blog, na verdade, não é… Talvez ele fique sendo, mas não muito além disso…

    Afinal, qual é o TEU tema?
    Seria um ‘complexus’???

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