Antropologia, Capitalismo, Cultura, Internet, Tecnologia

CEEE, BrasilTelecom e a cultura contemporânea

Estou desde sexta-feira passada sem telefone e internet. Na quinta, planejava usar do fim de semana para atualizar o blog , e o meu jovem profile do Lastfm, pensava responder uma série de emails pessoais pendentes, planejava olhar, participar, deletar algumas centenas de emails de comunidades que participo, e que acumularam-se durante a semana em minha caixa. Pretendia eu nesse final de semana, trocar minha foto no Orkut (reclamaram que ela é triste), pretendia carregar novas fotos no meu Flickr.

Estava tudo planejado, durante o fim de semana eu faria as pesquisas na web que faltam para compor um artigo que estou escrevendo sobre o “realizar” político partidário em comunidades virtuais. Aproveitaria, para semear arquivos com meu Azureus P2P, no final de semana trocaria algumas idéias com amigos(as). Planejava também começar a contribuir na descrição dos(as) artistas que gosto e que ainda não tem descrição em português no Lastfm, navegaria em 30 sites que acompanho as atualizações semanalmente e guardaria um tempinho para uma deriva descompromissada entre blogs, sites, hds virtuais e comunidades.

Mesmo com todo esse planejamento organizado, nada disso foi possível realizar, conforme coloquei no início, estou sem telefone e internet. A fabulosa CEEE esteve por aqui na sexta-feira pela manhã, trocou o poste da luz e deixou os fios (do telefone) caídos e cortados, logo após, os intrépidos da BRASILTELECOM por aqui passaram, ariscaram a vida nas alturas (do poste) e nada resolveram, se bem que agora pelo menos os fios estão esticados, ainda que sem funcionalidade alguma.

Frente a antagônica situação descrita, decidi não-estressar e executei 4 movimentos: 1) Liguei uma vez a cada 24h para 10314 e protocolei educadamente minha reclamação; 2) Dei seqüência a minha leitura de Herman Hesse – O Lobo da Estepe – um ótimo livro sobre a profundidade da alma, e uma potente crítica a cultura burguesa; 3) Segui esperando com tranqüilidade a solução do problema – paciência e controle da ansiedade a séculos são virtudes necessárias; 4) Ficar sem internet despertou-me para refletir a acerca da cultura pós-revolução tecnológica da rede mundial de computadores.
O normal, é percebermos a internet como uma ferramenta de comunicação, porém, para além de “mais do mesmo” – potência da comunicação, a internet é uma produtora/consumidora da “atualização das relações sociais”, e realiza-se concretamente em potentes símbolos, narrativas e traduções, que acabam por contribuir na constituição, compreensão e realização da sociedade contemporânea conectada e mesmo não conectada. Assim como o capitalismo não exclui ninguém, a variação relacional das relações sociais, potencializada pela revolução tecnológica, também não irá excluir. A conexão simbólica não ocorre por pontos de rede, ela é relação social que varia no espaço e no tempo.
A internet, é “construtora e realizadora” de sociabilidades humana no ciberespaço e fora, penso que….. hum, chegou a Brasil Telecom, estão mexendo no poste, hummmm, hummmmm…acho que agora vai, apesar de muito complicado (plugar uma saliência em um oríficio) o técnico resolveu em 3,5 minutos. Feito, está reestabelicida minha conexão. Acho que vou executar um pouco do planejamento e amanhã termino o post…. tudo bem?
Bjos – Lucio Uberdan

Para distrair, escuta direto de Bamako – Amadou Et Mariam – Je pense a Toi

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Um comentário sobre “CEEE, BrasilTelecom e a cultura contemporânea

  1. Roberto Bonfim disse:

    Caro Senhor Lucio

    Deu pra perceber que o senhor deve achar que o mundo gira em torno do seu umbigo.
    “Uiuiui, pensei em entrar na internet para…” Dai a “fabulosa ceee me deixou enfurecida…”
    Poderia ter sido pior e ter ficado sem luz também, que tal?
    Quem sabe da próxima vez que o senhor esteja planejando dar voltinhas entre sites, blogs e hds virtuais, vá a uma praça, um museu, cinema ou obtenha qualquer tipo de distração saudável. Poderia dar um passeio, saltitante e rimpante pela estrada a fora. Intrépido Lucinho, querida “baitolinha organizada” descritor dos artistas favoritos, acompanhate de sites (uns 30, entre eles vários GLS) Desabroxa… Libera a franga ao invés de tornar sua vida mais amarga. Viva sua vida! Seja feliz! Acho que todo mundo viveria melhor sem artigos como esse. Tanto os intrépidos da BRT. Como os Fabulosos da CEEE. Talvez o saltitante amigo aí. E os rimpantes queridos leitores. Opa, to indo lá… Quem sabe a gente se encontra no cinema um dia desses. abraços

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