Filosofia, História, Pós-modernidade, Pessoal

Jean Baudrillard – Um dos maiores pensadores do século faleceu hoje em Paris.

Não escrevia a dias no Blog, parecia sem necessidade apesar de muitas coisas acontecerem, mas hoje (agora) foi inevitável. Chegando em casa a pouco fui informado do falecimento de um grande pensador que eu ainda sonhava um dia conhecer. A alguns anos atrás, fui a Porto Alegre especialmente para uma palestra do francês Jean Baudrillard em um seminário internacional, por motivos de doença a sua viagem ao Brasil para o evento foi cancelada.

Baudrillard seguirá ainda assim, como um dos pontos essenciais do Rizoma de que constantemente me relaciono.

Baudrillard deixa uma literatura de dezenas de livros, com uma escrita incomparável, conseguia com maestria juntar a filosofia, a sociologia e a literatura regadas a muita acidez e inovação – criava palavras, conceitos, nos propunha pensar o impensável sem medo algum de falar o que não era políticamente correto que para tal, era algo óbvio demais.

Baudrillard não era nem otimista, nem pessimista, muito menos tinha medo do niilismo, faceta o qual ele brincava como a um pião em torno e em voltas com sua ironia.

Baudrillard se vai sem deixar comparações, dentre alguns de seus livros, impossível não enumerar alguns , pois constam de minha leitura – “Simulacros e Simulações” – livro responsável pelo origem da trilogia Matrix; “A Sombra das Maiorias Silenciosas”; “Tela Total – Mito-Ironias da Era do Virtual e da Imagem”; “A Transparência do Mal – Ensaio Sobre Fenômenos Extremos”; “A Ilusão Vital”; “Power Inferno” e “Senhas”.

Sem medo de ser piegas, assumo que fui/sigo transformado e em transformação pela escrita desse senhor.

“Com a eleição de Arnold Schwarzenegger para o cargo de governador da Califórnia, estamos em plena farsa, onde a política não passa de um jogo de ídolos e de marketing. É um imenso passo para o fim do sistema representativo. E eis a fatalidade do político atual: por toda parte, aquele que aposta no espetáculo perecerá pelo espetáculo. Isto é válido tanto para os “cidadãos” quanto para os homens políticos. É a justiça imanente da mídia. Vocês querem o poder através da imagem? Então perecerão pelo retorno da imagem. O carnaval da imagem é também a (auto )canibalização pela imagem” – Jean Baudrillard em “Carnaval Canibal”, texto feito especialmente para a palestra no Brasil que cito no início do post.
Lucio Uberdan

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