Antropologia, Ciências Sociais, Cultura, Educação, Geertz, Livros, Nativos, Pesquisa, Teses

Morre Clifford Geertz (2º post) (23/08/1926 – 30/10/2006)

Em determinada passagem no “Nova Luz sobre a Antropologia” e comentando sobre sua tese, Geertz afirma as lições que ficaram:

1. A Antropologia (…) que eu professo e pratico (…) impõe uma vida dividida (…) habilidades necessárias na sala de aula e as exigidas em campo (…) O sucesso de um ambiente não garante o sucesso no outro;
2. O estudo da cultura (dos outros ou a nossa) implica descrever quem eles pensam que são, o que pensam que estão fazendo, e com que finalidade pensam que o estão fazendo (…);
3. Para descobrir quem as pessoas pensam que são, o que pensam que estão fazendo, e com que finalidade pensam que o estão fazendo, é necessário adquirir uma familiaridade operacional com os conjuntos de significados em meio os quais elas levam suas vidas. Isso não requer sentir como os outros ou pensar como eles, o que é simplismente impossível. Nem virar nativo, o que é uma idéia impraticável e inevitavelmente falsa. Requer aprender como viver com eles, sendo de outro lugar e tendo um mundo próprio diferente.

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