Política

“Lula tem uma possibilidade longínqua de topar um confronto com a direita; Alckmin, não"

“Lula tem uma possibilidade longínqua de topar um confronto com a direita; Alckmin, não”. O ex-candidato a governador de SP pelo PSOL analisa quadro eleitoral e julga precipitada a posição de seu partido pelo voto nulo. “A esquerda tem de se reunir e fazer um programa compreensível pelo povo, para pressionar Lula a confrontar-se com a direita”.

Por Flávio Aguiar e Gilberto Maringoni – Carta Maior
SÃO PAULO – Ele já foi chamado de “radical tranqüilo”, pela serenidade e objetividade com que expões suas idéias. Plínio de Arruda Sampaio, 76 anos, acaba de sair de um duro embate nessas eleições. Candidato ao governo de São Paulo, pelo PSOL, teve 532 mil votos. “Um resultado excepcional”, diz ele, que contou com uma estrutura precária e quase nenhum dinheiro.
Carta Maior – O sr. saiu do PT, partido que ajudou a fundar, e transferiu-se para o PSOL há cerca de um ano. Como foi esta passagem?
Plínio de Arruda Sampaio – Quando saímos do PT pensávamos o seguinte: nós estamos na proa de um Titanic, afundando. Olhamos em volta em busca de algum bote de salvação. Como o PSOL nos ofereceu filiação democrática e legenda, fomos para lá. Eu estou decidido a contribuir para a formação de um novo partido de esquerda. Acho que há espaço. Existem as esquerdas e não a esquerda, incluindo setores ainda internos ao PT, que vêem seu espaço se reduzir. Agora, depois da campanha, não tenho certeza se essa jangada que conseguimos nos deixou em alto mar ou se paramos numa ilha deserta. Essa reorganização da esquerda ainda está em aberto.
Carta Maior – Qual sua expectativa para um segundo governo?
Plínio de Arruda Sampaio – Acho que a esquerda agora tem de reunir-se e fazer um programa compreensível pelo povo, para pressionar Lula a confrontar-se com a direita. Se formos nesse fogo brando, solidifica-se uma situação ruim. Se não houver um aumento da temperatura política, com pressão popular, os quatro anos a mais do Lula podem solidificar o fim da era Vargas, como era o projeto de Fernando Henrique Cardoso. Lula tem uma possibilidade longínqua de topar um confronto com a direita e Alckmin não.
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