Antropologia, Cibercultura, Informação, Jornalismo, Política, Tecnologia

Blogosfera (1)

Já faz um pequeno tempo que venho abandonando de certa maneira a grande mídia e os folhetos internos (?), me informado através de blogs e deles tecendo minhas próprias avaliações. Fiz a seleção de alguns (em breve publico aqui), na perspectiva de refletir a amplitude de parte das forças (elites) políticas do Brasil, a lista vai desde o blog do Reinaldo Azevedo (Veja) até o blog do Emir Sader (Agência Carta Maior). Não vou falar a bobagem de que leio tudo e de forma isenta, porém, como fala o Luiz Carlos Azenha, “não trombo com os fatos”. Abaixo parte do texto “Poder da internet no Brasil foi desconhecido por analistas políticos” escrito por Luiz Carlos Azenha (Globo) do blog “Vi o Mundo”, é um texto muito bom acerca de várias coisas e, do momento eleitoral nacional, neste último, o “Amor do meu voto” do Inácio França, caminham na mesma trilha, o blog do Noblat colocou na íntegra.
O tema desses dois textos me é muito caro, e alimentam meu interesse na antropologia ou sociologia da técnica, sobre a ótica da Cibercultura e dos pós-orgânicos em um período de esfacelamento dos ideais modernos. Apesar de longos, são muito “gostosos” de ler.
Lucio Uberdan.

(…) Nossos analistas ainda não se deram conta de que aplicam um modelito anos 60 para analisar um país que, para o bem e para o mal, é outro. Em vez de trocar de povo, devemos trocar de analistas (…) Franklin Martins chegou perto de entender o novo Brasil em recente entrevista à revista Caros Amigos, ao dizer que os tradicionais formadores de opinião não formam mais opinião no Brasil. Ele usou o exemplo da pedra no lago para explicar como o processo se dava no País: a partir da classe média, a opinião se difundia em ondas concêntricas, até atingir o povão. Segundo Franklin, as ondas agora batem num dique e voltam: a classe C tem seus próprios interesses a defender – e já percebeu que eles nem sempre coincidem com os dos moradores do andar de cima (…) Sejam benvindos a um país mais complexo, em que o poder dos coronéis locais, montados em suas concessões de emissoras de rádio e tevê, se esgarça nas franjas (…) É na lan house que a periferia orkuta; que joga aqueles videogames em que o sangue jorra; que imprime currículos em busca de empregos inexistentes; que baixa o vídeo da Cicarelli. Em resumo, é na lan house que a periferia faz ligação direta no ônibus que nossos comentaristas supõem dirigir (…) a classe C a que se referiu Franklin Martins. A classe média sem água e esgoto (…) carro usado na garagem, máquina de lavar, videogame, dvd, internet discada, ligação clandestina de água, bacias para recolher água de chuva, fossa e água de chuveiro desembocando direto na rua. Lá o eleitor conversa enquanto o telejornal está no ar, comenta os diálogos da novela, vai na lan house procurar emprego e conversar pelo messenger. Os estudantes dão copy e paste para fazer trabalhos de escola. Estejam certos de que os eleitores de lá não obedecem ao andar de cima. Então o Lula pode ser reeleito com os votos de revolucionários da periferia?
Pelo contrário, ele terá os votos dos conservadores, no sentido literal da palavra.
E o que estes eleitores querem conservar?
Leia na íntegra >>>

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