Política

O dossiê do dossiê (IV): Minority report

Por Flávio Aguiar
Saul Leblon: “- Meu caro Flávio: Você se lembra daquele filme com Tom Cruise, o “Minority report”? Nele um serviço de segurança do futuro dispunha de meios para identificar e prevenir crimes. Quando aparecia o nome do criminoso potencial lá na bola de cristal deles, as equipes saíam à cata do suspeito para detê-lo e impedir a consecução do malfeito. No filme tudo acaba dando errado, pois o serviço se baseia numa presunção de culpa típica das sociedades autoritárias (…) Nesta semana várias coisas me trouxeram o filme à memória. Uma delas foi o clima inquisitorial da revista Veja, com sua matéria de capa “Limpeza de alto risco”, em que tenta arrastar Freud Godoy à cena do crime, quero dizer, à cena do dossiê (…).
o exemplo:
“Mas veja bem, meu caro Flávio, esta operação da PF não seguiu seu padrão usual. Vamos voltar no tempo, meu caro, vamos recordar cenas mostradas à larga de casos semelhantes, em que vai se pagar uma propina em troca de um favor. A filmagem é feita até completar-se o delito, a troca de mãos do dinheiro e do objeto ou a promessa do favor. Depois a polícia intervém e pega os caras com a mão na botija, no caso, no dossiê. Neste caso não. Curioso, hein, Flávio? Os agentes envolvidos agiram como no “Minority Reporto”. Os supostos vendedores do dossiê foram barrados antes, e o flagra no hotel deu-se apenas com os atrapalhados compradores.”

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