Cibercultura, Filosofia, Política, Tecnologia

Eleições 2006 – Prometeu X Andróide Fáustico de Plástico.

Prometeu X o Andróide Fáustico de Plástico [ Lucio Uberdan ]

O conceito fáustico vem enfrentando as idéias prometeicas no campo da tecnologia, a um bom tempo. Basicamente, ele diz que: – A perfeição humana é impossível, o corpo humano é degenerativo, detém falhas incuráveis que refletem a imperfeição que contamina o mundo como um todo, portanto, a perfeição deverá ser buscada primeiramente “curando” as falhas humanas, até quem sabe por, se possível, supera-lo como um todo. Essa é base das experiências biotecnológicas, das clonagens, das transgênias que, de maneira anti séptica, promovem o nascer de outros seres filhos de uma natureza meio, por vezes também, é onde circula o discurso da ética política atual, que pensa a existência do “não haver o erros”, a perfeição em essência, portanto não humana. Quando deveríamos perceber, o “como tratarás os erros”, ou seja, as opções humanas frente a imperfeição que é natural e inevitável.

A prometeica, promove que a tecnologia teria em tese de facilitar a vida dos seres humanos, um avanço tecnológico seria a base para uma melhor qualidade de vida e vice versa, o aumento de produção e a diminuição da jornada de trabalho seriam irmãs. Sobre ambas, a realidade está ai para vermos qual das linhas está com mais força na tecnologia e, para qual portanto, teremos de nos mobilizar.

O debate eleitoral de hoje na BAND, de certa maneira pode ser visto sobre essa analogia, de um lado um LULA realista, prometeico, amparado na tecnologia como elemento capaz de trazer melhores condições para sociedade enfrentar os desequilíbrios sociais, portanto o discurso de uma “refinaria”, ou “biodiesel” está sempre conectado com o “trabalho” e com o conhecimento humano, que os mesmos não são instantâneos, os projetos, precisam de tempo para serem construídos, a idéia de tempo histórico, tão caro a dialética materialista foi ponderado pelo candidato inúmeras vezes. Precisamos, como disse ele, exportar não só produtos, mas também, conhecimento humano. De outro lado tínhamos ALCKIMIN, um Andróide de Plástico programado encenando o papel Fáustico, para tal, a técnica em si resolvia-se só, a gestão pura, economicista, a não presença de seres humanos no argumento, era obra, obra e obra, todas rápidas, sem falhas, instantâneas como a tecnologia.

Nesse duelo, Fausto teve, palavras soltas como pó, que não encontrou móvel para assentar, transfigurado, nervoso, repetitivo, Fausto confiante no primeiro momento, abalou-se frente a natureza e seu Prometeu no decorrer da luta. Ao demonstrar-se realmente como é frente as câmeras, percebeu-se que a perfeição é um vazio, um andróide de Plástico que não encontra argumentos frente a natureza verdadeira e imperfeita dos seres humanos.
Sobra agora, esperar as edições do Debate nos meios de comunicação, se essas forem minimamente justas, o Fausto de plástico tenderá derreter-se.

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