Filosofia, Jornalismo, Política

Marxismo e a criminalidade (um bom título se o texto fosse qualificado) – Diário Popular – 17 Agosto

Marxismo e a criminalidade (um bom título se o texto fosse qualificado)
Diário Popular – 17 agosto (preto) minha PRIMEIRA contribuição sobre esse artigo (Itálico e negrito)

O surgimento de eventuais viroses culturais no meio acadêmico é da própria natureza das instituições voltadas ao conhecimento (cabe ao conhecimento acadêmico de certa maneira, contaminar-se pelas idéias de uma época, isso é plausível, aceitável e louvável, pois, a partir dessa “contaminação” irá se comprovar a necessidade e importância de uma “idéia de época” ou virose como fala o autor). A abertura da mente faculta o ingresso de quaisquer idéias e cabe à razão (marxismo é não uma idéia, mas sim método que articula dois movimentos, o teórico e o prático e sua tensão e relação, nesse método a analise das classes sociais é essencial, bem como o momento histórico em questão, o mesmo (Marxismo) é perpassado sempre pelos princípios da “razão”, em certo ponto o Marxismo é produto e elemento também do Iluminismo) pôr em operação os mecanismos capazes de separar o joio do trigo (o “joio do trigo” nada mais é que um simples exemplo da luta de classe falada por Marx e simplificada erroneamente no atual artigo, pois a decisão do que é joio e do que é trigo, pode exemplificar a sobreposição (imposição) do pensamento de uma classe sobre outra). Isso é normal e sempre foi assim, desde a Idade Média, quando as academias nasceram em berço católico (as academias = faculdades nasceram na Idade Média Central sec. XI, XII e XIII, momento de ápice do tripé da Idade Média – Feudalismo, Monarquia e Obscurantismo, portanto a “razão” citada pela escritor está mal colocada temporalmente).

No entanto, o que acontece no Brasil em relação ao marxismo se distingue da infecção eventual, que contamina aqui e ali. O que temos é resultado de um deliberado ataque bacteriológico, voltado ao extermínio (“extermínio”, palavra jogada ao vento literalmente) e agindo sobre o próprio órgão cerebral capaz de produzir a seleção entre o certo e o errado. Através da universidade, a letal agressão atingiu seminários, comunicação social, pessoal recrutado para as atividades da administração e do estado e produz danos em todos os espaços da vida social.
Um deles diz respeito à segurança pública. Na leitura mentalmente enferma do marxismo, a pobreza é causada pela riqueza e a criminalidade é produto do conflito entre as classes sociais (primeira vez que ele teve um lapso, mas apenas um “lapso” de clareza, pois a frase é muito incompleta ainda). No momento em que o mal do marxismo se instala na mente humana, o portador da enfermidade começa a delirar e passa a afirmar que o bandido é vítima e a bradar que, no fundo, a vítima é o verdadeiro agressor. O ato criminoso se torna, assim, incontornável feito justiceiro e evidência das contradições do “sistema”. Não há mais o mal nem o bem em si mesmos. Tudo se torna relativo, a depender do lado onde se esteja. O único absoluto é a luta de classes, critério de juízo e chave de leitura de quaisquer acontecimentos, do estupro ao mensalão, passando pelo roubo de cargas e pelo refino de cocaína (nesse parágrafo fica claro que um desejo enorme de “comentar” e “combater” o Marxismo, sem nunca ter lido Marx).
A moral evidentemente desaba e, com ela, a ordem pública. Os criminosos merecem mais zelos, atenções e garantias do que suas vítimas. As leis penais perdem três elementos determinantes de sua eficácia – o desestimulo ao crime, a punição do ato criminoso e o isolamento dos indivíduos perigosos – sob a prevalência de uma “justiça piedosa” que outra coisa não é senão a falência da própria Justiça.
Todo esse cenário, que bem conhecemos, só poderá ser modificado se e quando o vírus da análise marxista reduzir sua atividade determinante (Marxismo a causa da desordem pública? da insegurança pública? da falência da justiça? uma contradição e simplismo total). Se e quando abrandar a influência do “politicamente correto” (Marxismo e o políticamente correto são questões totalmente diferentes) como forma de dominação intelectual. Se e quando a febre ceder no próprio espaço onde ele se instalou: o espaço dos fazedores de cabeça (no inicio do artigo defende que a academia traga a razão, ou seja “faça a cabeça”, mais uma contradição).

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