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Category Archives: Política

“Kony é tão mês passado” diz ativista político da geração web.

22 domingo abr 2012

Posted by relatividade in Política

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Internet, Juventude, Kony, mobilização, Política, The Guardian

Kony 2012

Kony o maior viral de internet da história não gerou uma ação efetiva na vida real, qual motivo desse descompasso entre milhões de views e quase ninguém na rua? O ativismo web é ineficaz ou as denúncias sobre o vídeo desmobilizaram seu chamado?

Um pequeno Post no The Guardian, hoje, tangência um pouco esse debate, ainda que não entre nele a fundo, simplificando-se em registrar “jornalisticamente” que não tinha ninguém na rua, papel simplório, enfim, pelo menos deixa a nós blogueiros o papel de seguir discutindo o tema.

Na minha avaliação é um pouco dos dois, por um lado a efetividade das redes sociais vem sendo deturpada e amplificada ao sabor das correlações dos principais detentores do poder, do capital, que vem nelas uma forma efetiva de despolitização da juventude, de retirada do recorte de classe e organização coletiva em nome de uma pauta individual com protagonismo também individual, já por outro lado as denúncias desmobilizaram coletivos presenciais com interface digital, afastando agrupamentos que fazem a “alavancagem” pela esquerda na internet. Kony ficou só com Justin Bieber, Lady Gaga e meia dúzia de jovens colando cartazes. Deu nisso abaixo. Fiquem com o post do The Guardian:

The Guardian on Facebook

The Kony 2012 Cover the Night campaign woke up to awkward questions on Saturday after activists failed to blanket cities with posters of the wanted Ugandan warlord, Joseph Kony.

The movement’s phenomenal success in mobilising young people online, following last month’s launch of a 29-minute documentary which went viral, flopped in trying to turn that into real world actions. Continuar lendo »

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Apps ‘i’m getting arrested, Vibe e Shouty no #occupywallstreet

28 sexta-feira out 2011

Posted by relatividade in Cibercultura, Política

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'i'm getting arrested, Android, Apps, OccupyWallStreet, Shouty, Vibe

Manifestantes do #occupywallstreet estão sendo municiados de vários aplicativos tecnológicos, em especial softwares e aplicativos para smartphone, a lista tem mais de 20 aplicações e formas de uso. Os Apps são desenvolvidos para ajudar as manifestações.

O ‘i’m getting arrested, por exemplo, serve para avisar advogados e familiares com um clique se a pessoa for presa, usando uma mensagem pré-pronta e uma lista pré-definida de pessoas. Com título “how to use ‘i’m getting arrested app for android to notify your family” AQUI, o site movements.org ensina a usar o app que pode ser baixado AQUI na Android Market.

O Vibe para troca de mensagens curtas e auto-destrutíveis, e o Shouty para falas em grandes multidões com transmissão via telefone, também são App usados pelos manifestantes. Em breve comento aqui um poucos mais sobre eles.

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VÍDEO: Yahoo bloqueia emails com o termo #OccupyWallStreet

21 quarta-feira set 2011

Posted by relatividade in Cibercultura, Ciberdemocracia, Movimentos Sociais, Política

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Anonymous, Bloqueio emails, Corrupção, Democracia, Desemprego, Internet, Occupy Wall Street, OccupyWallStreet, Ocupação de Wall Street, Primavera, Redes sociais digitais, September 17th, the NYC General Assembly e a US Day of Rage, Trabalho, Yahoo

A empresa Yahoo se manifestou ontem sobre a censura ao “OccupyWallStreet”, segundo usuários, seu serviço estaria bloqueando emails que usam a expressão “OccupyWallSt.org”, a empresa jogou a culpa num filtro de spam externo, ta bem! Vou acreditar então.

Abaixo a desculpa do Yahoo. Na sequência vídeo de usuário denunciando a censura.

Não sabe o que é occupywallstreet? Leia AQUI.

Com informações da Revista Info.

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Quer pressionar o governo @tarsogenro? Saiba como.

25 segunda-feira jul 2011

Posted by relatividade in Comunicação, Internet, Política, Políticas Públicas, Tablets, Tarso Genro

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Celular, Democracia, Governo RS, Participação, RS Móvel, Secom, tarso genro


Foi lançado hoje o RS Móvel, plataforma de informações e serviços via dispositivos móveis (celulares, smartphones e tablets) do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A ferramenta é uma parceria da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital e a Procergs (Empresa e Processamento de Dados do RS). O RS Móvel pode ser acessado de qualquer telefone, Smartphone ou tablet, basta ter acesso a web, planos de dados ou wifi. Veja o vídeo acima, acesse via celular no link a seguir m.rs.gov.br

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A pretensão do RS Móvel é aprofundar a democracia e a inclusão digital, conceitos presentes na fala da secretária Vera Spolidoro e do governador Tarso Genro. Segundo a secretária Vera: “com o RS Móvel estamos implantando um dos maiores processos de inclusão digital”, já de acordo com o governador: “esse serviço cria mais transparência, participação e fiscalização sobre os atos do Governo”. Ambos estão cobertos de razão.

O link começa com 8 categorias que se desdobram em 17 serviços, a pretensão é que mais 15 sejam implementados rapidamente. Já disponível: Saúde (guia médico do IPE), Segurança (denuncie e delegacias e postos da Polícia Civil), Trânsito (Consulta de veículos, infrações, CNH, pontuação e veículos em depósito), Empresarial (atendimento de processos, reserva de nome empresarial, como faço e obtenho, atos e eventos, locais e atendimentos, tabela de preços), Legislativo (Consulta da ordem do dia da sessão), Notícias do Governo RS, Agenda do Governador e Outros serviços como o Correios.

O Brasil tem mais de 200 milhões de celulares, destes uns 30% tem acesso a internet e 10% são Smartphones, a tendência é que em até 3 anos a comparação vire, os smarts devem passar para mais de 50% dos telefones ativos, assim como o acesso a internet pelos móveis cruzará a barreira dos 60% de fones habilitados. Nesse contexto o RS Móvel é estratégico e uma ferramenta poderosa para desburocratização, comunicação e ampliação do acesso aos serviços públicos, ou seja, da radicalização democrática clara e direta.

Participe, basta pressionar, a tela do celular.

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“há muito de mistificacão nesta maneira de anunciar a internet como a esperanca redentora da política” Vladimir Safatle na Carta Maior

26 domingo jun 2011

Posted by relatividade in Internet, Partidos, Política

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Partido, Política, Vladimir Safatle

“Precisamos de um discurso de esquerda alternativo” – Em entrevista à Carta Maior, o filósofo Vladimir Safatle rejeita a idéia de mudar o mundo sem conquistar o poder e cobra espaço institucional para que a mídia possa de fato refletir a sociedade, por exemplo, com jornais, rádios e tevês para universidades e sindicatos. Intelectual comprometido em provar que as idéias pertencem ao mundo através da ação, Safatle vê limites na ascensão da classe C sem mudanças radicais na repartição da riqueza e defende: “Precisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circulação no momento em que as possibilidades de ascensão social (da chamada classe C) baterem no teto”.

Vladimir Safatle prof usp

Vladimir Safatle

Por Saul Leblon

Carta Maior conversou com o filósofo Vladimir Safatle, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) e um dos mais instigantes analistas da cena política atual. Dotado de uma radicalidade não imobilista, o pensamento de Safatle joga luz nova sobre temas difíceis em torno dos quais a polaridade do campo da esquerda brasileira (PT versus não-PT) em geral patina, anda em círculos e não avança. Nesta entrevista à Carta Maior, o filósofo fala sobre as explosões populares (no mundo árabe e na Europa), a partir das quais alguns inferem a suposta agonia dos partidos políticos e discute os limites e trunfos conquistados pela chegada do PT ao poder no Brasil.

O filósofo rejeita a idéia de mudar o mundo sem conquistar o poder e cobra espaço institucional para que a mídia possa de fato refletir a sociedade, por exemplo, com jornais, rádios e tevês para universidades e sindicatos. Intelectual comprometido em provar que as idéias pertencem ao mundo através da ação, Safatle vê limites na ascensão da classe C sem mudanças radicais na repartição da riqueza e convoca seus pares: “Precisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circulação no momento em que as possibilidades de ascensão social (da chamada classe C) baterem no teto”. Por fim aconselha Lula a transformar seu instituto numa ‘internacional Lulista’ –um instrumento que ajude a esquerda latinoamericana a chegar ao poder. Leia a seguir a entrevista concedida por email:

Carta Maior – O longo descrédito com os políticos e suas siglas parece ter inspirado uma sentença cada vez mais freqüente no debate: a de que a forma partido está esgotada . Ao mesmo tempo, esse diagnóstico parece embutir um desejo conservador – que não é novo – de desqualificar a representação do conflito social. O que existe de esgotamento e o que existe de vontade de antecipar o funeral de um adversário incômodo?

Vladimir Safatle – Diria que temos um desafio de novo tipo. Primeiro, é certo que uma geracao de partidos de esquerda se esgotou exatamente por não dar conta da representacão do conflito social. Há uma camada de conflitos sociais que é simplesmente sub-representada ou invisível no interior da “forma partido”. No exterior, o exemplo maior disto é a expoliacão econômica de imigrantes: pessoas sem voz no interior da dinâmica partidária. No Brasil, temos um embate em torno da dita nova classe média ao mesmo tempo que encontramos uma sub-representacão de conflitos próprias à “velha classe pobre”. As revoltas dos trabalhadores em Jirau é um bom exemplo. Nenhum partido vocaliza tais revoltas.

CM – Há uma variante desse diagnóstico, à esquerda. Ela se apóia em evidências, como as recentes manifestações de rua no mundo árabe e na Europa, supostamente convocadas e coordenadas via facebook. Aqui parece haver um ludismo com sinal trocado na medida em que se dá à tecnologia tratos de um fetiche. Tudo se passa como se “a tecnologia partidos” tivesse se esgotado. E uma nova ferramenta, agora em versão mais potente, viesse a sucedê-los com vantagens. Entre elas a ausência de intermediários e de corrupção. Mistificação ou novo espaço público?

VS – É verdade, há muito de mistificacão nesta maneira de anunciar a internet como a esperanca redentora da política. O que ela fez foi, em larga medida, permitir o desenvolvimento de uma militância virtual e intermitente. É mais fácil fazer militância hoje, já que você pode operar da sua casa através de redes de contra-informacão.

No entanto, insistiria que há uma tendência de mobilizacão social que tem pêgo os partidos a contra-pelo. Falta uma nova geracão de partidos capaz de dar forca institucional a tais mobilizacões. Este partidos talvez não funcionarão de maneira “tradicional”, mas como uma frente, uma federacão de pequenos grupos que se organizam para certas disputas eleitorais e depois se dissolvem. É difícil ainda saber o que virá. Certo é apenas o fato de que os movimentos políticos mais importantes (revoltas na Grécia, Espanha, Portugal) parecem ser feitos atualmente à despeito dos partidos. O que limita seus resultados. Não creio que podemos “mudar o mundo sem conquistar o poder”. Quem gosta de ouvir isto são aqueles que continuam no poder. Para conquistar o poder, temos que vencer embates eleitorais.

Leia na íntegra na Agência Carta Maior.

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@GabineteDigital (RS): experimento que alarga espaços para o exercício da democracia.

03 sexta-feira jun 2011

Posted by relatividade in Cibercultura, Ciberdemocracia, Democracia, Internet, Política, Políticas Públicas

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Ciberdemocracia, Democracia, Gabinete Digital, Governo 2.0, tarso genro

Queria ter comentado antes, mas por motivos diversos não o fiz, apenas hoje acabei escrevendo, ainda que atrasado e relapso, não faltei ao tema. No último dia 24 de maio foi lançado o Gabinete Digital do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, atitude que se soma a outras tantas pelo mundo, com pretensão de aproximar governo e sociedade mediados pela internet. Mas será que é possível qualificar a política pública com o uso da internet? Provar que sim, que é possível, é o principal desafio do Gabinete Digital.

Lançamento do Gabinete Digital Foto: Caco Argemi/Palácio Piratini

O Gabinete Digital propõem formas de diálogo e participação social para qualificar a democracia, aproveitando as contemporâneas ferramentas de comunicação que são as Redes Sociais Digitais. O ato em si do lançamento não priorizou a potencialidade política da proposta e ferramentas, teve um ideário mais de festa, com muitos convidados e superprodução, foi um momento importante, mas somou pouco para o futuro da proposta apresentada. Sendo assim, e não seria diferente, o GD vai ter que se provar no dia a dia, na capacidade de mobilizar e qualificar o debate e a participação de forma inovadora, permeando o meio digital e o físico presencial de forma combinada e permanente.

Imagino, não tenho certeza, que a sensibilidade para construção de ações em redes sociais digitais permanentes no governo, tem na pessoa do governador Tarso Genro o seu principal entusiasta, primeiro por sua compreensão e importância das redes no cenário político contemporâneo, como demonstra recente artigo seu publicado na Folha de São Paulo AQUI, segundo pelos diversos acertos que sua campanha na internet teve. A título de curiosidade, no início dos anos 2000, Tarso Genro criou uma corrente interna no PT, chamava-se “Rede”.

O Gabinete Digital do Governador Tarso Genro foi lançado com três (3) ferramentas iniciais, em breve mais duas (2) serão disponibilizadas. Nessa primeira fase entram em funcionamento o Governo Escuta – atividade presencial com especialistas e transmissão ao vivo pela internet com chat aberto -; o Governador Responde – o governador responderá a pergunta da sociedade que for mais votada no portal no mês -; e a Agenda Colaborativa – forma da sociedade propor pautas e atividades nas agendas de interiorização do governo.

Vale ressaltar que o Governo Escuta já estava em funcionamento antes do dia 24, foi usado em duas ocasiões, debatendo o tema do bullying e discutindo o estrangeirismo na língua portuguesa. O segundo Governo Escuta foi essencial para a construção do veto parcial que Tarso Genro aplicou ao projeto do deputado Raul Carrion (PC do B/RS) AQUI, ou seja, essa ferramenta de participação digital foi importante para a participação social e decisão do governador. A democracia sobre um ato de governo foi expandida? Nesse caso, pontual, sem dúvida. Vitória do Gabinete Digital e da sociedade

Ainda assim muitos usuários terão de logar para que se efetive de fato a ferramenta, a política e o tão sonhado alargamento das possibilidades de exercício da democracia mediada pela internet. Como já comentei outras vezes, o paradigma da política pública 2.0 no país ainda está em aberto e por se consolidar, em geral a “transparência” e a “múltipla escolha sobre temas” e ações ganham prioridade frente à possibilidade de participação nas redes existentes em conjunto com a montagem de plataformas permanentes de debate e interação do Estado e a sociedade.

O paradigma inovador da gestão pública aberta e digital, será aquela que romper momentos específicos, tornando-se um canal vivo, qualificado e permanentemente capaz de articular a inteligência coletiva da sociedade e segmentá-la por áreas e graus de transparência, participação e proposição, articulada às instâncias presenciais de encaminhamentos concretos. Sendo assim, o Gabinete está no caminho certo, basta agora fazê-lo por quatro anos e ir para o abraço, por isso, parabéns a toda essa equipe chefiada pelo secretário Vinicius Wu, estão, sem dúvida alguma, fazendo história.

(* Post sem revisão)

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