• Livros

Relatividade…

~ Um não-lugar que não almeja grandes feitos.

Relatividade…

Category Archives: Livros

Livro para download – “Cidadania Digital” – Labcom 2010

05 domingo jun 2011

Posted by relatividade in Cibercultura, Ciberdemocracia, Livros

≈ Deixe um comentário

Tags

António Rosas, Cibercultura, Ciberdemocracia, Cidadania Digital, Isabel Salema Morgado, Labcom 2010, Livros

Capa: Isabel Salema Morgado e António Rosas (Orgs.) (2010) Cidadania Digital. Livros LabCom. Estudos em Comunicação.

Cidadania Digital - Isabel Salema Morgado e António Rosas (Orgs.)

Download livre AQUI – .pdf 1911kb

Título: Cidadania Digital
Autor(es): Isabel Salema Morgado e António Rosas (Orgs.)

Sinopse
A cidadania como exercício político que se pratica no médium digital é uma realidade que paulatinamente vai aprofundando a acção participativa dos governados nos regimes democráticos, ou não deixa de ser um simulacro de uma realidade que é apenas visionada por alguns, mas cuja acção e efeitos são irrelevantes para os que efectivamente controlam o poder?
Neste livro, os autores vão procurar encontrar respostas para esta questão central, apresentando análises de realidades diversas cujo enquadramento comum são os usos que os cidadãos fazem das redes digitais.

Índice
Apresentação     1
A Hipótese do Voto Electrónico em Portugal: Comportamentos e ati- tudes políticas por Paula do Espírito Santo     17
A “Era do conhecimento” e as Problemáticas Globais: Manifestações de Cidadania Participativa na Sociedade da Informação por Victor Marques dos Santos    41
Media Digitais e Responsabilidade Social por Rogério Santos     59
Novos jornalismos e vida cívica: limites e possibilidades do «jornalismo deliberativo» por João Carlos Correia     71
Espaços discursivos on-line e democracia deliberativa: promessas e limites por Gil Baptista Ferreira     101
O Virtual é o Real Finalmente Materializado: A Internet e os Novos Micro-Espaços Públicos Democráticos por António Rosas     117
Cidadania Digital? Das cidades digitais a Barack Obama. Uma abordagem crítica por Bárbara Barbosa Neves     143
A Soberania do utilizador de serviços de saúde na era digital por Ana Paula Harfouche     189
E-reacção às políticas de educação da XVIIa Legislatura (2005-2009) por Isabel Salema Morgado     195

  • Email

Gostar disso:

Gosto
Seja o primeiro a gostar disso post.

Livro: “Revolução tecnológica, internet e socialismo” Fundação Perseu Abramo

16 domingo jan 2011

Posted by relatividade in Livros

≈ Deixe um comentário

Tags

Bernardo Kucinski, Chico Oliveira, Laymert Garcia dos Santos, Livro, Maria Rita Kehl, Partido, Perseu Abramo, Política, PT, Socialismo, Tecnologia, Walter Pinheiro

Em 2000 o Partido dos Trabalhadores (PT) já debatia o amplo tema da internet e a revolução tecnológica  que estava (e segue) em curso, o livro: “Revolução tecnológica, internet e socialismo” é organizado por Chico Oliveira  e resulta das palestras de Laymert Garcia dos Santos, Maria Rita Kehl, Bernardo Kucinski, Walter Pinheiro e a interação do público que se fez presente nas atividades. O ano é 2000, muitas redes sociais digitais que conhecemos hoje nem existiam, ainda assim a atualidade e importância desse pequeno livreto ainda está atual. Boa leitura (Lucio Uberdan)

Livro: “Revolução tecnológica, internet e socialismo” – Em nome da Comissão Organizadora, Francisco de Oliveira.

O segundo ciclo do seminário Socialismo e Democracia – reproduzido na coleção Socialismo em Discussão –, que o Instituto Cidadania, a Fundação Perseu Abramo e a Secretaria de Formação Política do Partido dos Trabalhadores realizaram no primeiro semestre de 2001, dedicou-se, dessa vez, ao exame de questões concretas que estão sendo postas para o movimento das esquerdas no Brasil com urgência, particularmente a partir das expressivas vitórias nas eleições municipais de outubro de 2000. O Partido dos Trabalhadores, para não usurparmos a fala das outras formações da esquerda brasileira, foi chamado a dar soluções concretas aos já dramáticos problemas das cidades, herança de um longo ciclo histórico, agravados pelas políticas ou antipolíticas neoliberais dos últimos dez anos.

Entendeu-se que a votação cidadã optou pelo PT não apenas pela urgência da conjuntura, mas como uma orientação de outra perspectiva de desenvolvimento econômico, social, político e cultural, caucionada pela trajetória do partido desde sua criação e pela exemplaridade das administrações petistas ali onde a cidadania lhe tem entregue a gestão do Estado, em municípios e estados.

A abordagem das questões concretas juntou as urgências de curto prazo com a perspectiva histórica mais ampla do futuro. Por isso osvários temas foram trabalhados, sempre, perguntando-se quais são suas interações com o socialismo. De modo que as gestões da esquerda não devem ser apenas o breve ciclo de uma administração, mas precisam também realizar concretamente, na vida cotidiana das cidades, das cidadãs e dos cidadãos, uma mudança cujo nome histórico é socialismo. Não para um dia qualquer posterior à revolução, mas diuturnamente. Desse modo, a perspectiva histórica do socialismo ajuda, orienta e valoriza medidas simples, ao alcance da cidadania, sem a grandiloqüência dos grandes eventos, mas preparando-a para seu autogoverno.

Foram abordados o recado das urnas de 2000, a rica experiência, que a vários títulos representa uma enorme inovação política, do orçamento participativo, o planejamento urbano, a reforma agrária e o movimento dos trabalhadores sem-terra, as formas contemporâneas da luta social, a decisiva revolução molecular-digital e a virada da informação, e, por último, as complexas relações econômicas internacionais na era da chamada globalização. O exame travejou, sempre, a experiência das lutas com a reflexão que procurava projetá-las e entendê-las no quadro da transformação urgente e radical. Destacados militantes do Partido dos Trabalhadores, desde seu presidente de honra, novos dirigentes municipais, calejados quadros políticos, governadores e prefeitos, especialistas, reputados professores universitários, apoiados, discutidos e contestados por um público sempre numeroso e participante, dedicaram o tempo necessário para arejar o pensamento, desafiando o entendimento da nova complexidade. Assim, o PT busca juntar ação e reflexão, não apenas para preparar quadros, mas para assumir o mandato da transformaçãocomo disse uma já clássica canção petista – “sem medo de ser feliz”.

View this document on Scribd
  • Email

Gostar disso:

Gosto
Seja o primeiro a gostar disso post.

“O Futuro da Internet – Em direção a uma ciberdemocracia planetária” (parte I)

27 sábado nov 2010

Posted by relatividade in Antropologia, Livros, Cibercultura, Ciberespaço, Ciberdemocracia

≈ 2 Comentários

Tags

Cibercultura, André Lemos, Pierre Lévy, O futuro da internet: Em direção a uma ciberdemocracia planetária, Ciberdemocracia, Leitura Colaborativa, Antropología, Livros

http://www.paulus.com.br/img/img_gra_livros/9788534931816.jpg

O Futuro da Internet – Em direção a uma ciberdemocracia planetária

Começo hoje a leitura compartilhada do livro “O Futuro da Internet – Em direção a uma ciberdemocracia planetária” de Pierre Lévy e André Lemos, serão um mínimo de 13 posts curtos com os pontos centrais de cada capítulo. No último dia 15 publiquei a idéia da leitura compartilhada, leia AQUI para entender, hoje dou sequência.

Antes de começar a ler imaginei que o primeiro post deveria ser o capítulo I – “A Perspectiva da Emancipação”, ledo engano, o prefácio especial da Edição Brasileira é dividido em duas partes com mais de 30 páginas, sendo a 1ª: “A Mutação Inacabada da Esfera Pública”, e a 2ª: “Os Sentidos da Tecnologia: Cibercultura e Ciberdemocracia”, acumulados de informações riquíssimos e necessários de serem abordados.

Em “A Mutação Inacabada da Esfera Pública”, Lévy vai contextualizar as “transformações da esfera pública como resultado da expansão do ciberespaço”, atualizando o cenário e começando avaliar seu impacto no desenvolvimento democrático, em especial sobre a “deliberação coletiva”, segundo Lévy: “o ciberespaço permite uma liberação da expressão pública”.

Já no início o filósofo aborda uma questão interessante (para o futuro), defende ele a idéia de “Computação social” em vez de Web 2.0, seria o primeiro (em conceito) mais adequado com a idéia de que no ciberespaço se “constrói e compartilha de maneira colaborativa as memórias numéricas coletivas em escala mundial”, subvertendo as “distinções de status entre produtores, consumidores, críticos, editores e gestores da midiateca”, pois tem-se uma “série contínua de intervenções onde qualquer cada um pode desempenhar o papel que deseja”, inclusive na forma de etiquetar (tags) uma informação, “na era da computação social os conteúdos são criados e organizados pelos próprios utilizadores”, pela sociedade em sua amplitude, essa categorização não é mais exclusividade dos “mediadores culturais tradicionais” como do marketing.

Pierre Lévy

Partindo das constatações acima, Lévy vai afirmar que a “nova situação da comunicação no ciberespaço é o apagamento da distinção público/privado”, e por consequência, o “aumento da transparência” com a “multiplicação dos contatos implicam uma nova velocidade de circulação das idéias e dos comportamentos”, que provocam efeitos sobre a democracia e o que ele chama de os “quatro domínios estritamente independentes”, que são as capacidades de aquisição da informação, expressão, associação e deliberação cidadã, possibilitando assim o aumento da “inteligência coletiva” e a “potência do povo” que por sua vez irão renovar formas e intensidades de pressão sobre os governos por mais “transparência, abertura e diálogo”.

Esse paradigma de aumento da inteligência coletiva e igualmente aumento de pressão por transparência e participação nas administrações públicas, segundo o autor, tende a permanecer e aprofundar-se devido às três tendências que permanecem vigorosas no ciberespaço: “interconexão, comunidade e inteligência coletiva”, que formariam “um motor tecnocultural auto-organizado” nas redes sociais digitais, alicerçadas por avanços técnicos e tecnológicos, e “um empilhamento progressivo de camadas de endereçamento da informação” que começaram na década de 50 (séc. XX) com as primeiras memórias de computadores, seguiram com o crescimento da internet (anos 80) e a atual amplitude de endereçamento e “hiperligação entre as páginas” a partir do meio dos anos 90.

Segundo Lévy, por um lado, pela “primeira vez na história da humanidade o conjunto da memória e da comunicação mundial encontra-se reunido no mesmo ambiente técnico interconectado”, mas por outro lado “a nova esfera pública prossegue fragmentada” devido as diferentes línguas, irregularidades gramaticais e diferentes sistemas de classificação, questões que deverão em breve ser foco da próxima “nova onda de crescimento da interconexão”, rumo ao um “sistema universal de endereçamento dos conceitos”, uma questão nunca antes tida como central, visto que “o problema de coordenação e sincronização de uma memória mundial multicultural em tempo real nunca se colocou antes da nossa geração”.

O autor ainda afirma na 1ª parte do prefácio que essa necessidade e barreira a ser vencida numa próxima onda de interconexão, avançará através de um novo “sistema de coordenadas” como as elaboradas pela urgência das navegações, dos cálculos geográficas e espaço aéreo no passado. Lévy chega inclusive a identificar o papel de futuras USLs (Uniforme Semantic locators) em analogia as atuais URls (Uniforme resourse locators), as primeiras permitiriam “a sincronização e o inter-relacionamento automático”, se escrito sobre código IEML (information economy MetaLanguagem), as Tags teriam por exemplo “duas faces”, em uma “o USL escrito em IEML garantiria o cálculo automático das relações semânticas entre tags”, uma mediação entre as diferentes línguas naturais, em outra face, seriam “decodificadores” da língua natural, garantindo a “interação de utilizadores humanos com as tags e seu sentido”, a partir daí “a memória mundial poderia então ser balizada e explorada por uma sociedade descentralizada e colaborativa de agentes semânticos”. Do ponto de vista da Democracia, com o sucesso dessa próxima onda “as redes, grupos e comunidades de pessoas seriam capazes de refletir suas próprias inteligências coletivas em um espaço aberto à observação”.

Prossegue com “Os Sentidos da Tecnologia: Cibercultura e Ciberdemocracia” em breve.

* Acompanhe os post da leitura compartilhada clicando na capa do livro na barrea lateral;

* Post ainda não revisado.

  • Email

Gostar disso:

Gosto
Seja o primeiro a gostar disso post.

Leitura compartilhada de “O futuro da Internet” de Pierre Lévy e André Lemos

15 segunda-feira nov 2010

Posted by relatividade in Antropologia, Livros, Cibercultura

≈ 3 Comentários

Tags

Cibercultura, André Lemos, Pierre Lévy, O futuro da internet: Em direção a uma ciberdemocracia planetária, Ciberdemocracia, Leitura Colaborativa

Faz tempo que coloquei Pierre Lévi e André Lemos (e Raquel Recuero, Primo e Rüdiger versus Baudrillard,  Virilio e  Ricardo Antunes) entre as minhas leituras sobre Cultura e Tecnologia, em 2003 li os livros “Cibercultura” e “A conexão planetária” de Lévy, em 2004 “Cibercultura: Tecnologia e Vida Social na Cultura Contemporânea” de André Lemos, época que comecei a pesquisar as relações de trabalho contemporâneas em meio às comunidades digitais, meu ambiente inicial era o “Second Life”, e a dúvida (ceticismo) sobre uma possível “segunda vida” uma parte central da indagação.

Por questões diversas (e pessoais) a academia ficou em segundo plano, mas as leituras permanecem, tanto que vinha tendo vontade de reler os livros na perspectiva de atualizar algumas percepções, o que de certa forma não será mais necessário, visto que dias atrás vi no twitter a dica: “O futuro da internet: Em direção a uma ciberdemocracia planetária” assinado por Lévy e Lemos esse ano. Comprei.

Há pouco comecei ler e resolvi que farei uma leitura compartilhada aqui no blog, por capítulos, citando os pontos que acho relevante, assim os mais ou menos três leitores semanais que passam despretensiosamente por aqui, poderão acompanhar a evolução dessa leitura. Desde já bem vind@s.

http://www.paulus.com.br/img/img_gra_livros/9788534931816.jpg

O futuro da Internet – Em direção a uma ciberdemocracia planetária

“O futuro da internet: Em direção a uma ciberdemocracia planetária” Pierre Lévy eAndré  Lemos. (editora Paulus – 2010).

Primeiro é preciso ter uma rápida percepção sobre o livro. O Futuro da Internet é uma obra “colaborativa”, não só por ter sido escrita em dupla, mas principalmente por ser uma atualização do já publicado em 2002: “cyberdémocracie: Essai de Philosophie Politique”.

Conforme abre Lemos na apresentação do livro: “fui convidado por Lévy para traduzi-lo e para atualizá-lo em algumas partes. De comum acordo retiramos alguns trechos, modificamos outros, suprimimos algumas referência a sítios na internet e adicionamos outros”.

Publicado em 2002, “cyberdémocracie” já estava com lacunas frente às atualizações e novidades da web 2.0, como a Wikipédia e o twitter, também na tradução ao PT-br podería-se ganhar “referências ao contexto brasileiro”. Essa atualização necessária pela corrosão de 8 anos de alterações da internet e seus reflexos na vida humana, é por assim dizer uma “preciosidade” a mais para a leitura do livro.

Pra finalizar, não vou agora falar sobre o que é o livro, até por que não o li ainda, mas posso dizer o que me motiva a lê-lo, as redes sociais digitais (através da internet) beneficiadas pela inclusão digital, têm na contemporaneidade colocado uma nova reflexão e inflexão com relação à comunicação na sociedade, que envolve desde a produção de conteúdos e informações, sua circulação e interatividade. Essa nova dimensão da comunicação, articulada a aparatos técnicos e tecnológicos, influi em uma reconfiguração cultural que gera implicações e necessidades quanto a dimensão de democracia que se tem, nesse cenário a qualidade e quantidade de transparência, a colaboratividade e a participação do cidadão (individual) em rede na discussão, elaboração, aprovação, aplicação e fiscalização de políticas públicas vem ao centro do jogo e das tensões sociais. Nesse sentido o Estado é compelido a dar respostas gerando condições para que esse “alargamento da democracia” se qualifique e efetive.

Como já estou com a apresentação e prefácio lidos, em seguida posto aqui as minhas primeiras percepções. Vou colocar a capa do livro – acima (horrível por sinal) na coluna lateral e usar a tag “Ciberdemocracia” pra juntar os posts. Simbora.

  • Email

Gostar disso:

Gosto
Seja o primeiro a gostar disso post.

Bons livros para “bons fins” de semanas

30 segunda-feira mar 2009

Posted by relatividade in F. Dostoievski, Livros, Luther Blissett, M. Górki

≈ Deixe um comentário

Esse post eu fiz para o blogue de Economia Solidária que participo, aproveito então, para raptar seu reflexo para cá. (Lucio Uberdan).

http://www.livrariaresposta.com.br/fotos/bert_jogador.jpg

Faz alguns meses (2,5 meses) que me afastei um pouco dos livros técnicos (Sociologia, política, antropologia e cibercultura), dedicando as horas vagas que tive deste fim de 2008 e início de 2009 para a literatura. Esse período tive a experiência de três livros, os quais relato e indico abaixo.

Em dezembro lí O JOGADOR (F. Dostoievski), um livro desgosto para o autor, ainda que Dostoievski não gostasse do mesmo, o livro vale muito a leitura, com poucas revisões, e escrito em um período economicamente difícil para o russo, ele ainda assim, de início ao fim, marca muito bem a qualidade narrativas desse escritor, que como ninguém sabe expressar os devaneios da mente humana quando encontra-se sobre pressão, Dostoievski sem dúvida é um dos maiores escritores da história russa.

Atualmente estou lendo  INFÂNCIA (M. Górki) outro escritor russo. Infância é o livro 1 da trilogia auto-biográfica de Gorki, junta-se a ele GANHANDO MEU PÃO livro 2, e MINHAS UNIVERSIDADES livro 3. Como ainda estou no meio do livro, página 120, não vou comentar, mas deixo AQUI uma passagem do Le Monde Diplomatique sobre o mesmo. Ainda assim, vale dizer que toda novidade da escrita de Gorki se faz presente nesse livro, assim como em sua obra mais famoso, a MÃE, a belas descrições simbólicas articulas a mais profunda realidade dos personagens, seja para alegria, seja para o sofrimento, estão lá presentes.

Mas neste post em especial, quero falar mais especificamente do livro que lí no intervalo dos dois acima citados, Q. O CAÇADOR DE HEREGES (593 pag.), um épico de tirar o fôlego, de fantástico enredo, tenso de início ao fim e emoldurado por uma dedicada pesquisa histórica. O livro conta a ascensão dos Luteranos, o surgimento dos Anabatistas, e os movimento da Santa Sé com a Inquisição. O livro tem dois personagens centrais, o jovem teólogo (Gert) seguidor de Lutero, herege que rompe com os luteranos, denunciando a traicão destes, Gert torna-se um dos principais articuladores dos Anabatistas na Alemanha. De de outro lado temos Q. (Qoelet), o principal espião da Santa Sé na Alemanha. Durante todo o livro, eles vão travar sem saber, uma fantástica partida de xadrez, que vai se decidir apenas nas últimas páginas. O livro passará por quase toda a Europa, e pelas relações políticas entre os príncipes, reis, banqueiros, igreja católica e os jovens luteranos, rapidamente convertidos como os católicos, ao poder dos príncipes e ao dinheiro dos banqueiros. Muitos diálogos, história, ação e conspiração, impossível ao fim do livro se pensar, quando vão filmar ele.

O mais interessante ainda, é que Q. O CAÇADOR DE HEREGES (593 pag.) é um livro coletivo e livre, pode ser baixado na web. O seu autor Luther Blissett na realidade não existe. Luther Blissett é um pseudônimo multi-usuário, uma identidade em aberto, adotada e compartilhada por centenas de hackers, activistas e operadores culturais em vários países, desde o verão de 1994. Na Itália, no período 1994-1999, o chamado Luther Blissett Project, adquire notoriedade, uma espécie de herói popular da era da informação que organiza zombarias, passa notícias falsas aos mídia, coordena heterodoxas campanhas de solidariedade a vítimas da repressão.

Image:Paperbackq big.jpg

O romance Q é redigido no triênio 1996-98 por quatro membros do grupo, sendo publicado pela editora Einaudi em março de 1999. Os quatro autores do Q, o Caçador de Hereges saem a céu aberto em 6 de março de 1999 com uma entrevista para o diário La Repubblica: “Os nossos nomes têm importância mínima e a das nossas histórias individuais é ínfima. Somos a equipa que escreveu Q”.

Em dezembro de 1999 termina o Plano inicial. Todos os veteranos (os que utilizam o nome desde 1994) perpetram um suicídio simbólico, denominado Seppuku (suicídio ritual japonês). O encerramento do Luther Blisset não implica de forma alguma no fim do pseudônimo, que continuará a ser adotado por muitas pessoas em vários países.

Em janeiro de 2000, uma quinta pessoa alia-se aos autores do Q e nasce uma novo grupo, Wu Ming (”anônimo” em chinês mandarim). O livro Q tem passagens que lembram muito a escrita de Umberto Eco, rumores dizem que o livro também teve a mão a do escritor, mas nada realmente concreto.

Clique a seguir e faça o download do livro Q CAÇADOR DE HEREGES. Boa leitura!

  • Email

Gostar disso:

Gosto
Seja o primeiro a gostar disso post.

Lançamento pelo Twitter do livro “Para entender a internet”.

15 domingo mar 2009

Posted by relatividade in Downloads, Internet, Livros, Twitter

≈ Deixe um comentário

livroparaentender.jpg

“um livro 100% Web, integralmente disponibilizado em PDF e também por um site para leitores debaterem e conversarem entre si e com os autores sobre assuntos de interesse comum. O livro é uma coletânea e se chama Para entender a internet – Noções, práticas e desafios da comunicação em rede. Participam 38 autores, (…) Por exemplo, Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil hoje, é quem escreve sobre blog. Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, escreve sobre internet e lei eleitoral. Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, fez o texto sobre micro-blogging. Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre, escreve sobre pirataria online. Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente, explica o que é o Creative Commons.

Leia mais em:Nesta terça (dia 17), 18h, lançamento pelo Twitter do livro “Para entender a internet” – ajude a divulgar

Ta na mão, vai lá, baixe e parabeniza a turma pela iniciativa comentando no post ok.

Baixe o livro AQUI, visite o blogue Para Entender a Internet.

  • Email

Gostar disso:

Gosto
Seja o primeiro a gostar disso post.
← Posts mais antigos

♣ A Frase…

“Para os seres atentos, o mundo é um só”. Heráclito

♣ Apresentação

BEM VINDO a esse não-lugar. O blog Relatividade não almeja grandes feitos. Ele apenas relativiza questões do cotidiano, entrelaçadas com perspectivas teóricas e práticas.

♣ Passaram aqui:

  • 213,704 Visitas
Licença Creative Commons
Esta obra de http://relatividade.wordpress.com/, foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada.

♣ Twitter

  • Viva o youtube \o/ Big Mama Thornton, John Lee Hooker, Big Walter Horton & Dr Ross: youtu.be/BsG4RwBwBeA 1 hour ago
  • RT @silvanacerutti: Humildade e sopa quente nunca fizeram mal para ninguém. 2 hours ago
  • Canelone quatro queijos com molho de tomate saindo em breve =) 4 hours ago
  • O @portalr7 vai matar a @veja #VejaTemVagaPraPauteiro 4 hours ago
  • #VejaTemVagaPraPauteiro 5 hours ago
  • PC do tamanho de um pendrive com Ubuntu e Android começa a ser entregue migre.me/99aBK 5 hours ago
  • RT @Netflix_BR: @luciouberdan Tudo depende dos acordos com os estudios. Voce pode acompanhar as novidades aqui bit.ly/Kt7QHR 6 hours ago
  • aqui ñ mudou :/ @NetflixBrasil Já reparou nas mudanças de player de vídeo da Netflix? O que você achou? bit.ly/J9VGrF 6 hours ago
  • Exemplo: Até meus gatos já viram q a rádio Gaúcha é uma rádio web, adeus caixinhas. #convergencia internet no centro #Ficadica 6 hours ago
  • O instagram devia ter DM #ficadica 9 hours ago
Follow @luciouberdan

♣ RSS Últimos post’s

  • Lula chegou hoje ao Facebook e já 90 mil pessoas curtiram #LULAnoFacebook 18/05/2012
  • Estudante que ofendeu nordestinos no Twitter é condenada 17/05/2012
  • Governo brasileiro entra na paranoia da “Ciberguerra” 07/05/2012
  • Para Tarso Genro uso das redes é prática transformadora, não ferramenta! 30/04/2012
  • Foto do dia: Filhotes de Ornitorrinco 29/04/2012
  • Google Drive chega com péssima interface e perigoso contrato de posse dos documentos 29/04/2012
  • “Kony é tão mês passado” diz ativista político da geração web. 22/04/2012
  • Minha pegada geográfica por ai! 22/04/2012
  • Linhas de ônibus de Porto Alegre poderiam estar no Google Maps (*atualizado) 12/04/2012
  • Criadores de “Kony 2012” eram espiões do governo de Uganda, diz Wikileaks 11/04/2012

♣ Leitura compartilhada

http://1.bp.blogspot.com/_aHSn0InYAdo/S-7couKus3I/AAAAAAAABRA/-rOSaqkre4o/s400/internet.jpg

♣ Comentários recentes

valdir da silva em Lula chegou hoje ao Facebook e…
carolkellerman em Linhas de ônibus de Porto Aleg…
MrBlack em Linhas de ônibus de Porto Aleg…
relatividade em Google Drive chega com péssima…
Anonymous em Google Drive chega com péssima…
emanuelle em O ser humano é uma parte do to…
Simone de Paula Rodr… em Desafios de Palavras – E…
“Kony é tão mê… em Criadores de “Kony 2012” eram …
EMC em Linhas de ônibus de Porto Aleg…
Rodolfo lyra em “A Erva do Diabo” …
Edson Marques em “O social da rede”…
Anonymous em O óculos do Google será mais q…
Alex Primo em O óculos do Google será mais q…
Anonymous em “O social da rede”…
Edson Marques em “O social da rede”…

♣ Arquivos

♣ @s de casa =)

  • Aldeia Gaulesa 0
  • Blog da Laurinha 0
  • Blog do Franke 0
  • Blog do Nucool 0
  • Blog Relatividade no blogspot 0
  • Café & Aspirina 0
  • CEA 0
  • Cloaca News 0
  • Coletivo Catarse 0
  • Contra Machismo 0
  • Dialógico 0
  • Juventude Solidária 0
  • Luiz Muller 0
  • Mirante 0
  • RS Urgente 0
  • Somos Andando 0
  • Transitiva e Direta 0

♣ Dissidentes criativos

  • Altamiro Borges 0
  • Amazone 0
  • Arnobio Rocha 0
  • Biscoito Fino e Massa 0
  • Blog da Cidadania 0
  • Blog da Vanessa 0
  • Blog do Kayser 0
  • Blog do Mello 0
  • Blog do Rovai 0
  • Blog do Tsavkko 0
  • Brasília, eu vi 0
  • Brasil Autogestionário 0
  • Caminhos do Santiago 0
  • Cão Uivador 0
  • Conversa Afiada 0
  • Dialógico 0
  • Diário da Liberdade 0
  • Diário Gauche 0
  • Diplô Brasil 0
  • Emir Sader 0
  • Escrevinhador – Rodrigo Vianna 0
  • Every Flower is perfect 0
  • Go 0
  • Hariovaldo Almeida Prado 0
  • Imprença 0
  • Luis Nassif 0
  • Maria Frô 0
  • Materialismo Líquido 0
  • Nas Retinas 0
  • O Pensador Selvagem 0
  • Rede Abaeté 0
  • Revista Forum 0
  • Sérgio Amadeu 0
  • Tijolaço 0
  • Vi o Mundo 0

♣ Meta

  • Registrar-se
  • Login
  • Posts RSS
  • RSS dos comentários
  • WordPress.com

Blog no WordPress.com. Tema: Chateau até Ignacio Ricci.

loading Cancelar
Post was not sent - check your email addresses!
Email check failed, please try again
Sorry, your blog cannot share posts by email.