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Relatividade…

~ Um não-lugar que não almeja grandes feitos.

Relatividade…

Category Archives: Filosofia

Post antigo: Texto sobre trabalho e consumo.

06 domingo jul 2008

Posted by relatividade in Capitalismo, Consumo, Cultura, Economia, Economia Solidária, Filosofia, Indústria, Karl Marx, Lógia, Pessoal, Política, Post antigo, Produção, Trabalho

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Em 21 de julho de 2007, quase um ano atrás, escrevi com base na lógica de minhas percepções diárias, rápidas linhas sobre o tema do trabalho e do consumo. Hoje, quase um ano depois, percebi que esse post do blog tinha tido mais de 900 acessos. Por respeito a essas e futuras visitas ao post, resolvi melhorar a escrita desse pequeno texto livre e de base lógica. Reforço: é um texto curto, introdutório, não linear e nem científico, baseado apenas em minhas percepções. Íntegra dele AQUI.

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“Se não posso dançar, não é minha revolução” – Hoje marca 68 anos do falecimento de EMA GOLDMANN

14 quarta-feira mai 2008

Posted by relatividade in Emma Goldman, Filosofia, Frase, Grandes Pensadores/as, Pensamento, Política

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Emma Goldman (27 de Junho, 1869 – 14 de Maio, 1940) Anarquista lituana que ficou conhecida pelo tema feminista e a forte crítica ao governo pós-Revolução Russa. Após passagem pelos Estados Unidos – 1886 a 1919, período que lhe rendeu muito reconhecimento e propiciou uma grande produção política, retorna a Rússia, pós-revolução Bolchevique, não leva muito tempo para discordar do rumo autoritário do governo revolucionário, indo participar da guerra civil espanhola. Ema faleceu no Canada no dia 14 de maio de 1940.

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Carnaval Canibal – Jean Baudrillard (traduzido_por_Vanise_Dresch)

18 domingo nov 2007

Posted by relatividade in Filosofia

≈ 2 Comentários

Faz tempo que na comunidade do Jean Baudrillar no Orkut, divulguei o texto Carnaval/Canibal, inúmeras pessoas solicitaram para que eu envie o texto por email (o que eu sempre faço). No seminário Metamorfoses da Cultura Contemporânea, na UFGRS alguns anos atrás, esse texto foi distribuído impresso e já traduzido por Vanise Dresch. Por motivo de doença o Jean Baudrillard não pode comparecer a esse seminário, mandando um vídeo e esse texto (Carnaval_Canibal_Jean_baudrillard_traduzido_por_Vanise_Dresch) que eu digitei. Para melhorar a distribuição dele e inaugurar meu HD virtual no 4share, distribuo ele aqui e agora.

Lucio Uberdan

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Chegando hoje e “Sobre o Amor”

28 sábado jul 2007

Posted by relatividade in Capitalismo, Cultura, Filosofia, Livros

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Após alguns dias viajando a trabalho e conectando pouco, acabo de chegar em casa, espero nesse final de semana dar uma retomada na postagem do blog. Atualizar um pouco a vida on line.

Chegou junto comigo em Pelotas o “Sobre o Amor”, correio e ônibus? sim. Quer dizer, chegou antes de mim pelo correio, mas ainda assim chegou junto comigo no ônibus? Sim, isso mesmo. Hum, deixa assim. “Sobre o Amor”é uma das encomendas de livros que eu esperava, livro da Coleção Marxismo e Literatura, organizada por Leandro Konder (Editora BOITEMPO).

“O novo livro do filósofo Leandro Konder aborda um tema universal da literatura: o amor. Com erudição, clareza e humor fino, Konder traz as concepções e as experiências de autores clássicos da literatura, da filosofia e das ciências humanas com esse sentimento complexo. Dos gregos Sócrates e Platão ao poeta brasileiro Carlos Drumonnd de Andrade, Konder usa sua vasta cultura para discutir como o amor – ao longo do tempo e da história das idéias – foi visto, retratado e vivido.

No livro constam nomes obrigatórios sobre o tema, entre eles o autor romântico alemão Johann Wolfgang von Goethe, o dramaturgo inglês William Shakespeare, o poeta português Luís Vaz de Camões e o criador da psicanálise, Sigmund Freud, e pensadores que comumente não são associamos ao tema do amor, como os revolucionários Karl Marx e Rosa Luxemburgo. ” – Prossegue>>>

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Trabalho e consumo construindo “objetividades” e “subjetividades” (parte I)

21 sábado jul 2007

Posted by relatividade in Capitalismo, Consumo, Cultura, Economia, Economia Solidária, Filosofia, Indústria, Karl Marx, Lógia, Política, Produção, Trabalho

≈ 25 Comentários

Comentado AQUI em 06 de julho de 2008 (Lucio Uberdan).

No inicio dessa semana (21 de julho de 2007), estive dois dias em Novo Hamburgo, mais especialmente na Loja Mundo Paralelo da CONSOL, um espaço de consumo justo e comércio consciente. A estadia que me fez lembrar dois debates acerca de experiências que se complementam, ou pelo menos deveriam: “Trabalho” e “Consumo”, pois, uma vida com sentido, inclusive no ato de consumo, deveria vir em conjunto, ou melhor, precedida de uma vida com sentido no ato do trabalho. (Lucio Uberdan).

O bom e velho barbudo Karl Marx (que nunca foi Papai Noel), identificou no “trabalho” as condições favoráveis para construção da “consciência de classe”, para Marx, o proletariado urbano industrial seria o grande responsável pela transformação social necessária – o socialismo – (formulação conflitante e intermediária entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista) que brotaria (de certa forma brotou) por dentro da crescente exploração capitalista. Seria ele o proletariado (o trabalhador urbano industrial organizado em classe para si) o primeiro a sentir a força e essência exploratória dos capitalistas (detentores dos meios produtores da riqueza – os meios de produção), que através da extração da mais valia (sobre-riqueza produzida pelo trabalhador de forma não remunerada), lucrava enormemente as custas da força de trabalho barata dos proletários (sem os meios de produção, esses detinham apenas a sua força de trabalho para vender).

No motor da construção da história (luta de classes) o capitalismo foi se metamorfoseando (“capitalisticamente” sem dúvida alguma) a produção industrial é poderosa e reflete-se (se reproduz como paradigma) na produção do conhecimento, serviços (um produto diferente) do trabalho informal e do capital financeiro (dinheiro produzindo dinheiro sem lastro produtivo muitas vezes). A tecnologia acaba tendo um papel importante nesse cenário, ela constrói seu espaço, é concebida a contribuir com um papel dramático, não de forma imparcial, mas ainda assim, num conflito entre Fausto(tecnologia sem humanos) e Prometeu(tecnologia para humanos).

A chegada da tecnologias nos meios de produção capitalista fabris por exemplo, em formato de máquinas mecânicas de produção, data de algumas centenas de anos, primeiramente como máquinas que potencializavam a atividade física humana (grandes teares por exemplo), mais atualmente com máquinas que além de potencializar a atividade física, conseguem também produzir raciocínio – cálculos (computadores + softwares por exemplo). Tanto um exemplo (teares mecânicos) quanto outro (hardwares e softwares), inevitavelmente necessitam da participação humana, seja para colocar uma linha e apertar o botão no tear, seja para inserir um código ou um comando para que uma cor, ou um modelo novo, comecem a ser concebidos, invariavelmente, a participação do trabalho do homem e da mulher (trabalho vivo) será necessário e estará presente, ainda que, com o avanço das tecnologias e suas máquinas (trabalho morto) esteja tão visível e a produtividade “indústrial” alcance níveis jamais vistos sem necessariamente inserir novos(as) trabalhadores(as) proporcionalmente na produção. Esses(as) novos(as) trabalhadores(as), ou mesclas deles(as) com os(as) velhos(as) trabalhadores(as) irão direcionar-se para os “serviços”. Na ecada de 50, o número de trabalhadores(as) do ramos dos serviços já era superior ao do ramo indústrial.

Podemos afirmar portanto, ainda que com os aumentos de produtividade e tecnologia na produção indústrial, ainda que com o direcionamento da maioria dos trabalhadores(as) para os setores de serviços, a invariabilidade do processo mantém-se, ou seja, o trabalho humano ainda é o produtor da riqueza, e portanto, a hora-trabalho do trabalhador(a), uma variável central para medir a riqueza produzida, seu custo e o lucro capitalista. Desta forma, fica a meu ver duas questões com necessidade de serem compreendidas:

  1. Se temos consciência da inevitabilidade do trabalho humano por trás da máquina – trabalho morto, e que o avanço das tecnologias refletem em um aumento da produção e produtividade, poderemos afirmar por lógica, que a hora-trabalho do trabalhador(a) vem produzindo muito mais riquezas na contemporaneidade e não o contrário muitas vezes propagandeado. Portanto, uma hora de trabalho do trabalhador(a) tem aumentado a produção de riqueza com o avanço das tecnologias, engordando assim igualmente (cada vez mais) as contas do seu empregador(a), através da extração de mais-valia de sua riqueza produzida – hora-trabalho excedente ao salário do trabalhador(a), hora trabalhada, geradora de riqueza e não remunerada;

  2. Com o avanço das tecnologias para o campo do “raciocínio” (fruto de códigos e comandos da inteligência humana), o trabalhador(a) precisa ser mais específico e especializado(a), e a hora trabalho precisa ser mais qualificada e remunerada, de igual forma portanto, se temos a especialização aprofundando-se por um lado, por lógica teremos uma constante e crescente “marginalização” no processo produtivo, visto que o processo de desenvolvimento das tecnologias produtivas, não é acompanhado de um processo de massa, amplo e nacional de qualificação dos(as) trabalhadores(as). Portanto, o avanço da produção capitalista, articulado ao avanço da tecnológica na produção, é um processo esquizofrênico, por um lado carece de uma mão de obra mais reduzida e especializada, de outro lado, relega a grande maioria de trabalhadores(as) a uma condição de não-participação, de sub-empregos e informalidades;

Como falei no início: “a produção industrial é poderosa e reflete-se (se reproduz como paradigma)”, ainda que não represente mais a maioria dos(as) trabalhadores(as), ela segue o referencial e o trabalho, segue incessantemente produzindo simbologias e sociabilidades de forma muito potente na sociedade, ainda assim, o cenário potencializador da condição de classe “clássica” vem diminuindo, a geografia da fábrica e da produção é outra, o número de trabalhadores(as) no cenário da fábrica diminui, a globalização espalha os(as) trabalhadores(as) por um sem número de lugares: Onde estão os trabalhadores da Nike no Brasil? Na sua comercialização. Ao lado do trabalhador (formalizado) não temos mais outro trabalhador (geralmente), mas sim uma máquina. O paradigma-fabril de nosso enxuto trabalhador(a) formal, esta cada dia mais especializado (tensão e necessidade que o persegue), sem companheiros(as) de trabalho, sua sociabilidade se resignará para após o trabalho (futebol, festas, internet, etc…), momento esse onde geralmente os trabalhadores(as) contemporâneos(as), vão encontrar e incorporar um sentimento de alívio-esperança-estagnação, o sucesso de seu time de futebol ou um “navegar” na internet para muitos(a), pode ser uma válvula de escape frente a incompreensão e incapacidade de junto aos demais, como classe (não de classe operária, mas de classe que vive do trabalho) compreender as transformações em curso, com um olhar crítico, transformador e propositivo.

A exploração do trabalho é o que constróe a base do modelo de produção capitalista, ainda assim, no roteiro da peça (referência ao teatro), a exploração da mais-valia do trabalhador, como elemento de acumulação de capital pelo capitalista que detem o meio de produção, prossegue em sua essência semelhante a mais de um século. O trabalhador(a) informal, da mesma forma que o formal, parece encenar atualmente, partes do Romance a “Mãe” de 1907 do Russo Máximo Gorki, trabalhadores(as): longas jornadas de trabalho; retornos financeiros impossíveis de darem conta do mínimo, para reprodução das necessidades materiais diárias; nenhuma segurança financeira e de trabalho; uma vida social e familiar em constante crise; desagregação social. Enfim, uma vida que tende a repetir-se de forma alienada e nefasta um dia após o outro. O trabalho desta forma, deixa de ser um desejo e simbolo de criação, para aparentar-se com um fardo exploratório.

Por lógica, com a perda ilusória do trabalho como centralizador da sociabilidade humana ocidental (uma diretriz política a ser avaliada constantemente), alguns pensadores percebem no consumo a centralidade contemporânea (afirmação essa necessária de ser ponderada, não defenestrada), posição a ser mediada. Os Shopping-centers tornam-se “catedrais do consumo” contemporâneo, consumir algo torna-se sinônimo do que se é enquanto pessoa, enquanto cidadão(ã). Ter algo específico, usar algo específico, comportar-se no consumir de forma específica, poderá determinar quem tu és? A reprodução como paradigma do viés indústrial, de seu aumento de produtividade reflete-se também no ato de consumir? De onde vem o desejo desenfreado de consumir, consumir e consumir?

Trabalho e consumo, necessitam se reacordarem sobre outro paradigma, onde o trabalho componha essa parceira com um exemplo criativo e livre. O consumo é a apenas uma sombra que tornou-se maior que o tamanho do corpo lhe faz existente. O produto consumo devora seu produto. No vácuo a sombra chama para si a condição de promoção simbólica de sociabilidades na vida social, produzir consumo antes do bem produzido é a lógica do ciclo curto do capitalismo contemporâneo, primeiro formula o desejo e depois o produto que terá dia de nascer e morrer, o número de bens defini a classe (quantas Tvs você tem pergunta o censo), a Grife consumida determina seu poder, o trafico começa sempre pelo tênis importado, o computador branco IMAC é um “sonho de consumo”, o fetiche definirá o valor dessa mercadoria, ainda que seu cálculo base seja a hora-trabalho.

O trabalho a partir de suas fraquezas contemporâneas, percebendo a nova geografia produtiva-indústrial, tem de se potencializar com o consumo, já esse último, necessita obrigatoriamente encontrar na parceria com o trabalho-reinventado, pleno e de sentido, a construção de uma nova perspectiva de percepção individual e coletiva, de pessoa-unidade, grupo e classe no planeta, inclusive, de como e porque consumir e produzir não para a reprodução do capital, mas sim, para o bem estar do complexo das diferentes formas de vida no planeta.

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“Desconvencido” por aquele momento apenas (parte I)…

27 quarta-feira jun 2007

Posted by relatividade in Filosofia, Pessoal

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… agoro retorno ao post que desde ontem tive vontade de escrever, uma síntese do artigo “A Doença da Civilização – Novos valores para combater o niilismo” de Fernando Costa Matos acerca do pensamento e obra de Nietzsche. A doença da civilização seria essencialmente a doença da modernidade do homem (mulher) ocidental, doença que Niet chamou de Niilismo. Niet vai portanto, desvendar de forma filosófica (usando essencialmente de “aforismos”) qual a cura para essa doença, bem como sua “razão”. Doente, o homem moderno poderá ser o “último homem”.

A noção de homem nasce basicamente “quando começamos a representar-nos como um animal diferenciado”, necessitando portanto a superação e formação do “outro lado da animalidade – espirito, alma, razão” bem como, negando nossas vivências naturais “instintos, afetos, desejos”. Passa-se a negar a vida como elemento constituidor do homem civilizado, “um tipo que nega a força livre da vida selvagem e se impõem a obrigação de carregar a si mesmo – a responsabilidade por seus atos”. Mas o que levou a esse animal aventureiro, trocar uma vida livre pelo “sombrio cárcere da vida sobre regras”? Seria esse um movimento “antinatural e transitório”?

Para Niet, as indagações acima encontram proteção em um movimento liderado pelos “fracos”, aqueles que em situação selvagem eram dominados por seres mais “fortes e saudáveis” que viam “na dominação algo positivo”, enquanto os fracos, nessa situação tinham uma percepção negativa sobre a desigualdade natural posta. Nasce aqui o que Niet estabeleceu como: “moral de senhores e moral de escravos”, mas isso fica para próximos post’s. A sequência da constituição do “homem civilizado”, do cristianismo, da modernidade, do niilismo e da possibilidade de cura do homem que Niet propõem. (paro pois chegou o sono).

Bjos Lucio Uberdan

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