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Category Archives: Antropologia

“O Futuro da Internet – Em direção a uma ciberdemocracia planetária” (parte I)

27 sábado nov 2010

Posted by relatividade in Antropologia, Livros, Cibercultura, Ciberespaço, Ciberdemocracia

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Cibercultura, André Lemos, Pierre Lévy, O futuro da internet: Em direção a uma ciberdemocracia planetária, Ciberdemocracia, Leitura Colaborativa, Antropología, Livros

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O Futuro da Internet – Em direção a uma ciberdemocracia planetária

Começo hoje a leitura compartilhada do livro “O Futuro da Internet – Em direção a uma ciberdemocracia planetária” de Pierre Lévy e André Lemos, serão um mínimo de 13 posts curtos com os pontos centrais de cada capítulo. No último dia 15 publiquei a idéia da leitura compartilhada, leia AQUI para entender, hoje dou sequência.

Antes de começar a ler imaginei que o primeiro post deveria ser o capítulo I – “A Perspectiva da Emancipação”, ledo engano, o prefácio especial da Edição Brasileira é dividido em duas partes com mais de 30 páginas, sendo a 1ª: “A Mutação Inacabada da Esfera Pública”, e a 2ª: “Os Sentidos da Tecnologia: Cibercultura e Ciberdemocracia”, acumulados de informações riquíssimos e necessários de serem abordados.

Em “A Mutação Inacabada da Esfera Pública”, Lévy vai contextualizar as “transformações da esfera pública como resultado da expansão do ciberespaço”, atualizando o cenário e começando avaliar seu impacto no desenvolvimento democrático, em especial sobre a “deliberação coletiva”, segundo Lévy: “o ciberespaço permite uma liberação da expressão pública”.

Já no início o filósofo aborda uma questão interessante (para o futuro), defende ele a idéia de “Computação social” em vez de Web 2.0, seria o primeiro (em conceito) mais adequado com a idéia de que no ciberespaço se “constrói e compartilha de maneira colaborativa as memórias numéricas coletivas em escala mundial”, subvertendo as “distinções de status entre produtores, consumidores, críticos, editores e gestores da midiateca”, pois tem-se uma “série contínua de intervenções onde qualquer cada um pode desempenhar o papel que deseja”, inclusive na forma de etiquetar (tags) uma informação, “na era da computação social os conteúdos são criados e organizados pelos próprios utilizadores”, pela sociedade em sua amplitude, essa categorização não é mais exclusividade dos “mediadores culturais tradicionais” como do marketing.

Pierre Lévy

Partindo das constatações acima, Lévy vai afirmar que a “nova situação da comunicação no ciberespaço é o apagamento da distinção público/privado”, e por consequência, o “aumento da transparência” com a “multiplicação dos contatos implicam uma nova velocidade de circulação das idéias e dos comportamentos”, que provocam efeitos sobre a democracia e o que ele chama de os “quatro domínios estritamente independentes”, que são as capacidades de aquisição da informação, expressão, associação e deliberação cidadã, possibilitando assim o aumento da “inteligência coletiva” e a “potência do povo” que por sua vez irão renovar formas e intensidades de pressão sobre os governos por mais “transparência, abertura e diálogo”.

Esse paradigma de aumento da inteligência coletiva e igualmente aumento de pressão por transparência e participação nas administrações públicas, segundo o autor, tende a permanecer e aprofundar-se devido às três tendências que permanecem vigorosas no ciberespaço: “interconexão, comunidade e inteligência coletiva”, que formariam “um motor tecnocultural auto-organizado” nas redes sociais digitais, alicerçadas por avanços técnicos e tecnológicos, e “um empilhamento progressivo de camadas de endereçamento da informação” que começaram na década de 50 (séc. XX) com as primeiras memórias de computadores, seguiram com o crescimento da internet (anos 80) e a atual amplitude de endereçamento e “hiperligação entre as páginas” a partir do meio dos anos 90.

Segundo Lévy, por um lado, pela “primeira vez na história da humanidade o conjunto da memória e da comunicação mundial encontra-se reunido no mesmo ambiente técnico interconectado”, mas por outro lado “a nova esfera pública prossegue fragmentada” devido as diferentes línguas, irregularidades gramaticais e diferentes sistemas de classificação, questões que deverão em breve ser foco da próxima “nova onda de crescimento da interconexão”, rumo ao um “sistema universal de endereçamento dos conceitos”, uma questão nunca antes tida como central, visto que “o problema de coordenação e sincronização de uma memória mundial multicultural em tempo real nunca se colocou antes da nossa geração”.

O autor ainda afirma na 1ª parte do prefácio que essa necessidade e barreira a ser vencida numa próxima onda de interconexão, avançará através de um novo “sistema de coordenadas” como as elaboradas pela urgência das navegações, dos cálculos geográficas e espaço aéreo no passado. Lévy chega inclusive a identificar o papel de futuras USLs (Uniforme Semantic locators) em analogia as atuais URls (Uniforme resourse locators), as primeiras permitiriam “a sincronização e o inter-relacionamento automático”, se escrito sobre código IEML (information economy MetaLanguagem), as Tags teriam por exemplo “duas faces”, em uma “o USL escrito em IEML garantiria o cálculo automático das relações semânticas entre tags”, uma mediação entre as diferentes línguas naturais, em outra face, seriam “decodificadores” da língua natural, garantindo a “interação de utilizadores humanos com as tags e seu sentido”, a partir daí “a memória mundial poderia então ser balizada e explorada por uma sociedade descentralizada e colaborativa de agentes semânticos”. Do ponto de vista da Democracia, com o sucesso dessa próxima onda “as redes, grupos e comunidades de pessoas seriam capazes de refletir suas próprias inteligências coletivas em um espaço aberto à observação”.

Prossegue com “Os Sentidos da Tecnologia: Cibercultura e Ciberdemocracia” em breve.

* Acompanhe os post da leitura compartilhada clicando na capa do livro na barrea lateral;

* Post ainda não revisado.

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Twitcam canibaliza a televisão

23 terça-feira nov 2010

Posted by relatividade in Antropologia, Arte, Autogestão, Bolívia, Cibercultura, Ciberdemocracia, Informação

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Bemvindo_ator, Cibercutura, televisão, Twitcam, Twitcasta

Agora a pouco assisti mais um twitcast do @bemvindo_ator (screen acima), foi a primeira vez em  que interagi neste twistcast (o mais conhecido é o twitcam) até então (quando dava – horário)  só escutava. O Twitcast é igual o Twitcam, em tese uma pessoa conecta a sua webcam e outras podem olhar e comentar, os comentários são indexados na rede de cada um(a) no twitter, instantaneamente, e por ai vai se multiplicando entre aqueles que assistem, e aqueles que vão lendo os twittees dos que comentam. O emissor da imagem tem video e áudio para comentar livremente, de improviso apenas.

Quando vejo um twitcam involuntariamente sempre penso: será que o twitter imaginava a importância de uma ferramenta como essa? Será que os desenvolvedores da ferramenta imaginaram a sua importância com relação a comunicação, informação e até a democracia? Provavelmente não, tomara estar enganado. Acho que até nós, 2.0, nunca paramos para imaginar as twitcans daqui há 10 anos, consolidadas em um país com 70% a 80% da população acessando Banda Larga.

“O poder tem medo da internet” disse Castells.

A twitcam é uma belíssima ferramenta, mais uma entra as milhares possíveis na internet (que igualmente tem irmãs nefastas), por ela temos a democratização radical da comunicação levada ao extremo, radicalizada, é a proliferação da fantástica e verdadeira “televisão”, é a canibalização da televisor e suas referências e conceitos. Na twitcam o vídeo novamente faz jus ao artista, o aceite é instantâneo, direto, recíproco, e por que não afetivo e carnal, sem truque, gravação e marketing. Quem realmente é bom (de coração) vai perpetuar-se. Em dez anos vou humildemente comentar de novo sobre as twitcans.

Ps- A twitcam de hoje estava maravilhosa, Bem vindo é um dos grandes da arte Brasileira, hoje abordou-se por exemplo religião, o Circo e a composição Cristã no Socialismo, é quase existente artistas circenses negros, e o socialismo cristão é praticamente latino, temas e questões difernetes, dialógicos, tudo de forma diferencial e conclamando a “união twitcast”.

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Leitura compartilhada de “O futuro da Internet” de Pierre Lévy e André Lemos

15 segunda-feira nov 2010

Posted by relatividade in Antropologia, Livros, Cibercultura

≈ 3 Comentários

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Cibercultura, André Lemos, Pierre Lévy, O futuro da internet: Em direção a uma ciberdemocracia planetária, Ciberdemocracia, Leitura Colaborativa

Faz tempo que coloquei Pierre Lévi e André Lemos (e Raquel Recuero, Primo e Rüdiger versus Baudrillard,  Virilio e  Ricardo Antunes) entre as minhas leituras sobre Cultura e Tecnologia, em 2003 li os livros “Cibercultura” e “A conexão planetária” de Lévy, em 2004 “Cibercultura: Tecnologia e Vida Social na Cultura Contemporânea” de André Lemos, época que comecei a pesquisar as relações de trabalho contemporâneas em meio às comunidades digitais, meu ambiente inicial era o “Second Life”, e a dúvida (ceticismo) sobre uma possível “segunda vida” uma parte central da indagação.

Por questões diversas (e pessoais) a academia ficou em segundo plano, mas as leituras permanecem, tanto que vinha tendo vontade de reler os livros na perspectiva de atualizar algumas percepções, o que de certa forma não será mais necessário, visto que dias atrás vi no twitter a dica: “O futuro da internet: Em direção a uma ciberdemocracia planetária” assinado por Lévy e Lemos esse ano. Comprei.

Há pouco comecei ler e resolvi que farei uma leitura compartilhada aqui no blog, por capítulos, citando os pontos que acho relevante, assim os mais ou menos três leitores semanais que passam despretensiosamente por aqui, poderão acompanhar a evolução dessa leitura. Desde já bem vind@s.

http://www.paulus.com.br/img/img_gra_livros/9788534931816.jpg

O futuro da Internet – Em direção a uma ciberdemocracia planetária

“O futuro da internet: Em direção a uma ciberdemocracia planetária” Pierre Lévy eAndré  Lemos. (editora Paulus – 2010).

Primeiro é preciso ter uma rápida percepção sobre o livro. O Futuro da Internet é uma obra “colaborativa”, não só por ter sido escrita em dupla, mas principalmente por ser uma atualização do já publicado em 2002: “cyberdémocracie: Essai de Philosophie Politique”.

Conforme abre Lemos na apresentação do livro: “fui convidado por Lévy para traduzi-lo e para atualizá-lo em algumas partes. De comum acordo retiramos alguns trechos, modificamos outros, suprimimos algumas referência a sítios na internet e adicionamos outros”.

Publicado em 2002, “cyberdémocracie” já estava com lacunas frente às atualizações e novidades da web 2.0, como a Wikipédia e o twitter, também na tradução ao PT-br podería-se ganhar “referências ao contexto brasileiro”. Essa atualização necessária pela corrosão de 8 anos de alterações da internet e seus reflexos na vida humana, é por assim dizer uma “preciosidade” a mais para a leitura do livro.

Pra finalizar, não vou agora falar sobre o que é o livro, até por que não o li ainda, mas posso dizer o que me motiva a lê-lo, as redes sociais digitais (através da internet) beneficiadas pela inclusão digital, têm na contemporaneidade colocado uma nova reflexão e inflexão com relação à comunicação na sociedade, que envolve desde a produção de conteúdos e informações, sua circulação e interatividade. Essa nova dimensão da comunicação, articulada a aparatos técnicos e tecnológicos, influi em uma reconfiguração cultural que gera implicações e necessidades quanto a dimensão de democracia que se tem, nesse cenário a qualidade e quantidade de transparência, a colaboratividade e a participação do cidadão (individual) em rede na discussão, elaboração, aprovação, aplicação e fiscalização de políticas públicas vem ao centro do jogo e das tensões sociais. Nesse sentido o Estado é compelido a dar respostas gerando condições para que esse “alargamento da democracia” se qualifique e efetive.

Como já estou com a apresentação e prefácio lidos, em seguida posto aqui as minhas primeiras percepções. Vou colocar a capa do livro – acima (horrível por sinal) na coluna lateral e usar a tag “Ciberdemocracia” pra juntar os posts. Simbora.

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O Brasil é grande, mas o mundo é pequeno – Eduardo Viveiros de Castro.

07 segunda-feira jul 2008

Posted by relatividade in Antropologia, Capitalismo, Crítica, Governo LULA, Grilagem, Indígenas, Latifúndio, Mangabeira Unger, Necesidade, Necessidade, Soja, Suficiência, Sustentabilidade

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Ótimo artigo de Eduardo Viveiros de Castro sobre a Amazônia e sua complexidade, me foi passado a pouco pela Cíntia Barenho. Lí, gostei e indico – “Ao contrário do que disse o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, a Amazônia não é uma “coleção de árvores”. Estas existem nos hortos botânicos ou nos jardins de palácios. A Amazônia é um ecossistema, uma floresta composta de árvores e uma infinidade de outras espécies vivas — inclusive seres humanos, que lá estão há pelo menos quinze mil anos.” – Viveiros de Castro. Vale muito a pena ler AQUI. Mais do tema AQUI, AQUI, AQUI,

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Representantes Indígenas da Raposa Serra do Sol visitam a Europa.

04 sexta-feira jul 2008

Posted by relatividade in Antropologia, Brasil, Capitalismo, Conflito, Cultura, Democracia, Desmatamento, Economia, Europa, Exploração, Governo LULA, Indígenas, Intelectuais, LULA, Mídia, Movimentos Sociais, OIT, Partidos, Polícia Federal, Política, Políticas Públicas, PSDB, Raposa Serra do Sol

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De muito acerto político a ação de divulgar a luta indígena da Raposa Serra do Sol na Europa, os(as) representantes indígenas estão reunindo-se com autoridade de governos, parlamentos e inclusive o Papa, para pressionar na solicitação: “.. que ratifique a Convenção 169 da OIT sob povos indígenas e tribais em países independentes (que trata sobre a relação entre os povos indígenas e a sua terra, recursos naturais e oportunidades de desenvolvimento) para que outros povos nativos possam solicitar apoio”. Os(as) representantes indígenas, estão também denunciado a grilagem de terras em Roraima; o relação promiscua do governo do estado de Roraima (PSDB) e 6 latifundiários “sojeiros” e os crimes praticados contra os(as) indígenas da região.

Em rápido giro na web, percebe-se comentários “preconceituosos” com relação a ação indígena. São exemplos que ridiculizam a ida dos(as) mesmos(as) por exemplo à Portugal, na solicitação apoio a convenção 169 da OIT. Vale-se dizer, com relação ao nosso “descobrir”, que a população “moderna e branca” mantém inúmeras relações “inteligentes” e periódicas com o Portugal aqui mesmo no Brasil, por exemplo, através das portuguesas Unidas, Grupo Sonae e das empresas de capital português como a VIVO, emfim uma relação muito “autônoma” na qual “nós” é que pagamos a conta.

Os indígenas da Raposa Serra do Sol, estão fazendo uma peregrinação altiva e justa, denunciam a imposição do capital e da má política em sua reserva e estado, revindicando seus direitos e novos direitos para seu povo. Solicitam apoio a outros governos e personalidades do mundo, que pressionem o STF do Brasil e fortaleçam a ação do governo federal brasileiro de demarcação contínua das terras , e de retirada dos não-índios da reserva Raposa Serra do Sol. A ação dos(as) indígenas, da visibilidade a causa não para sí, mas “para que outros povos nativos possam solicitar apoio” como já dito.

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Por mês, cai na Amazônia uma área maior que o tamanho de duas Porto Alegres.

03 terça-feira jun 2008

Posted by relatividade in Antropologia, Brasil, Capitalismo, Democracia, Desmatamento, Economia, Eleições, Governo, Governo LULA, LULA, Política, Políticas Públicas, Sociedade

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Dados do INPE (Instituto Nacional das Pesquisas Espaciais) AQUI apontam Mato Grosso como o campeão das derrubadas (704,1 Km2 de desmatamento), em segundo lugar Roraima (284,8 Km2 de desmatamento). Não querendo supor de forma leviana, acredito ser coincidência que Mato Grosso, campeão do desmatamento, tem como governador o Rei da Soja, principal opositor a normatização do Banco Central que diz: Quem desmata e não tem licença ambiental não pega dinheiro público para a produção. A poucos dias ele foi achincalhado pela Miriam Leitão na Globo News, pois ele primeiro desconsiderava os dados do INPE, logo após usava do próprio INPE para sustentar uma melhora em seu estado, ou seja, lá no pior, já foi pior ainda. Para ele, o satélite do INPE serve apenas quando convém. No caso do segundo colocado (Roraima), bem, não precisamos ir longe, acompanhamos dia-a-dia a crise na reserva Raposa Serra do Sol, da luta dos indígenas, que antes do INPE já diziam em várias linguas: em Rorraima os fazendeiros-grilheiros são os responsáveis por esse belo segundo lugar no desmatamento nacional.

Mato Grosso: (704,1 Km2 de desmatamento) + Roraima: (284,8 Km2 de desmatamento)= 988,9 Km2 de dematamento. A cidade de Porto Alegre tem 496,827 Km2.

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