Obs: Infoproletários é um dos meus livros de cabeceira desde 2009.
Vídeo Esquerda.Net – Ricardo Antunes explica o livro “Infoproletários”
26 domingo jun 2011
Posted in Ciências Sociais, Cibercultura
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26 domingo jun 2011
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“Precisamos de um discurso de esquerda alternativo” – Em entrevista à Carta Maior, o filósofo Vladimir Safatle rejeita a idéia de mudar o mundo sem conquistar o poder e cobra espaço institucional para que a mídia possa de fato refletir a sociedade, por exemplo, com jornais, rádios e tevês para universidades e sindicatos. Intelectual comprometido em provar que as idéias pertencem ao mundo através da ação, Safatle vê limites na ascensão da classe C sem mudanças radicais na repartição da riqueza e defende: “Precisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circulação no momento em que as possibilidades de ascensão social (da chamada classe C) baterem no teto”.
Por Saul Leblon
Carta Maior conversou com o filósofo Vladimir Safatle, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) e um dos mais instigantes analistas da cena política atual. Dotado de uma radicalidade não imobilista, o pensamento de Safatle joga luz nova sobre temas difíceis em torno dos quais a polaridade do campo da esquerda brasileira (PT versus não-PT) em geral patina, anda em círculos e não avança. Nesta entrevista à Carta Maior, o filósofo fala sobre as explosões populares (no mundo árabe e na Europa), a partir das quais alguns inferem a suposta agonia dos partidos políticos e discute os limites e trunfos conquistados pela chegada do PT ao poder no Brasil.
O filósofo rejeita a idéia de mudar o mundo sem conquistar o poder e cobra espaço institucional para que a mídia possa de fato refletir a sociedade, por exemplo, com jornais, rádios e tevês para universidades e sindicatos. Intelectual comprometido em provar que as idéias pertencem ao mundo através da ação, Safatle vê limites na ascensão da classe C sem mudanças radicais na repartição da riqueza e convoca seus pares: “Precisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circulação no momento em que as possibilidades de ascensão social (da chamada classe C) baterem no teto”. Por fim aconselha Lula a transformar seu instituto numa ‘internacional Lulista’ –um instrumento que ajude a esquerda latinoamericana a chegar ao poder. Leia a seguir a entrevista concedida por email:
Carta Maior – O longo descrédito com os políticos e suas siglas parece ter inspirado uma sentença cada vez mais freqüente no debate: a de que a forma partido está esgotada . Ao mesmo tempo, esse diagnóstico parece embutir um desejo conservador – que não é novo – de desqualificar a representação do conflito social. O que existe de esgotamento e o que existe de vontade de antecipar o funeral de um adversário incômodo?
Vladimir Safatle – Diria que temos um desafio de novo tipo. Primeiro, é certo que uma geracao de partidos de esquerda se esgotou exatamente por não dar conta da representacão do conflito social. Há uma camada de conflitos sociais que é simplesmente sub-representada ou invisível no interior da “forma partido”. No exterior, o exemplo maior disto é a expoliacão econômica de imigrantes: pessoas sem voz no interior da dinâmica partidária. No Brasil, temos um embate em torno da dita nova classe média ao mesmo tempo que encontramos uma sub-representacão de conflitos próprias à “velha classe pobre”. As revoltas dos trabalhadores em Jirau é um bom exemplo. Nenhum partido vocaliza tais revoltas.
CM – Há uma variante desse diagnóstico, à esquerda. Ela se apóia em evidências, como as recentes manifestações de rua no mundo árabe e na Europa, supostamente convocadas e coordenadas via facebook. Aqui parece haver um ludismo com sinal trocado na medida em que se dá à tecnologia tratos de um fetiche. Tudo se passa como se “a tecnologia partidos” tivesse se esgotado. E uma nova ferramenta, agora em versão mais potente, viesse a sucedê-los com vantagens. Entre elas a ausência de intermediários e de corrupção. Mistificação ou novo espaço público?
VS – É verdade, há muito de mistificacão nesta maneira de anunciar a internet como a esperanca redentora da política. O que ela fez foi, em larga medida, permitir o desenvolvimento de uma militância virtual e intermitente. É mais fácil fazer militância hoje, já que você pode operar da sua casa através de redes de contra-informacão.
No entanto, insistiria que há uma tendência de mobilizacão social que tem pêgo os partidos a contra-pelo. Falta uma nova geracão de partidos capaz de dar forca institucional a tais mobilizacões. Este partidos talvez não funcionarão de maneira “tradicional”, mas como uma frente, uma federacão de pequenos grupos que se organizam para certas disputas eleitorais e depois se dissolvem. É difícil ainda saber o que virá. Certo é apenas o fato de que os movimentos políticos mais importantes (revoltas na Grécia, Espanha, Portugal) parecem ser feitos atualmente à despeito dos partidos. O que limita seus resultados. Não creio que podemos “mudar o mundo sem conquistar o poder”. Quem gosta de ouvir isto são aqueles que continuam no poder. Para conquistar o poder, temos que vencer embates eleitorais.
Leia na íntegra na Agência Carta Maior.
25 sábado jun 2011
Perguntei a lua
E o sol não sabe
Mostrei-lhe minhas queimaduras
E a lua zombou de mim
E como o céu não parecia bom
E eu não entendo
Pensei como infeliz
E a lua zombou de mim
Perguntei a lua
Se você ainda me quer
Ela disse: “Eu não estou acostumado a cuidar de casos como este”
E você e eu
Estávamos tão certos
E nós dissemos algumas vezes
Foi apenas uma aventura
E que não iria durar
Eu não tenho algo a lhe dizer
E não muito para fazer você rir
Porque eu imagino o pior da história
E o melhor me faz sofrer
Perguntei a lua
Se você ainda me quer
Ela disse: “Eu não estou acostumado a cuidar de casos como este”
E você e eu
Estávamos tão certos
E nós dissemos algumas vezes
Foi apenas uma aventura
E que não iria durar
(J’ai demandé à la Lune é do francês Mickey 3D)
25 sábado jun 2011
Posted in Cibercultura
Bom artigo de Stallman no The Guardian, situa e conceitua com clareza parte das manifestações na rede que temos acompanhado. Mídia brasileira devia de ler antes de sair falando bobagem.
(tradução automática) Os protestos web Anonymous sobre WikiLeaks internet são o equivalente de uma manifestação em massa. É um erro chamá-los de hacking (esperteza brincalhão) ou cracking (quebra de segurança). O programa LOIC que está sendo usadopelo grupo é pré-embalados de forma que nenhum esperteza é necessário para executá-lo, e não quebrar a segurança de qualquer computador. Os manifestantes não tentaram tomar o controle do site da Amazon, ou extrair quaisquer dados da MasterCard. Eles entram pela porta da frente do site, e ele simplesmente não consegue lidar com o volume.

Manifestantes espanhol usam máscaras do grupo 'Anonymous' e fundador WikiLeaks Julian Assange. Foto: Jon Nazca / Reuters
Chamar esses protestos de DDoS, ou distribuído de negação de serviço, ataques é enganosa, também. Um ataque DDoS é feito com milhares de computadores “zumbis”. Normalmente, alguém quebra a segurança dos computadores (muitas vezes com um vírus) e assume o controle remoto deles, então sondas-los como um “botnet” para fazer em uníssono o que ele dirige (neste caso, para sobrecarregar um servidor). Computadores os manifestantes anônimos “não são zumbis, presumivelmente, estão a ser operados individualmente.
Não – a comparação correta é com as multidões que desceu na semana passada em lojas Topshop . Eles não invadir as lojas ou tomar todos os bens deles, mas eles certamente causou um incômodo para o proprietário, Philip Green. Eu não gostaria nem um pouco se minha loja (supondo que eu tinha um) foram alvo de um protesto de grandes dimensões. Amazônia e MasterCard não gosto tanto, e seus clientes foram provavelmente irritado. Aqueles que esperavam para comprar na Topshop no dia do protesto pode ter sido incomodado também. Continuar lendo »
19 domingo jun 2011
Posted in Blogs, Blogueiros Progressistas, Blogues
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O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante encontro com blogueiros progressistas, em Brasília (Foto: Augusto Coelho)
(sem revisão) Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações, palestrou no II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, abordou em sua fala a lei de meios, marco civil da internet, conselho de comunicação e o PNBL, tema que dedicou a maior parte de sua fala.
O Ministro garantiu que nesse ano o PNBL se efetiva no país, a Telebras será uma reguladora com ação apenas no atacado, não ofertando internet no varejo, área que seguirá explorada por operadoras privadas do país. O Brasil tem em torno de 5000 provedores de internet em operação, grande maioria são pequenos.
Bernardo afirma que o tema da Banda Larga no Brasil é complexo, o Minicom trabalha com o conceito de massificar e não de universalizar a Banda Larga, o motivo é a realidade concreta de nosso país, onde a cobertura atual é de apenas 25% dos domicílios, já em alguns locais a internet é muito cara e de difícil acesso, “em Boa Vista a banda larga pode chegar a R$ 700,00”, a alternativa para garantir um pacote de 1MB por R$ 35,00, banda e valor que o governo Dilma adotou como referência, foi trazer uma fibra ótica da Venezuela.
No tema da velocidade da Banda no PNBL, o Ministro garantiu que 1MB será a velocidade inicial, a meta ao fim do mandato é ter com referência uma banda de 3MB A 5MB, o que já seria um grande salto, visto que a grande maior parte das conexões de Banda Larga no país (80%) é inferior a 1MB.
Paulo Bernardo não se esquivou de abordar temas polêmicos como a relação do Minicom com as Teles no PNBL, o Ministro diz que a relação existirá e não tem como ser diferente, o importante é a Telebras e o Minicom regular o setor, ampliando a cobertura, baixando o preço e melhorando a qualidade. O Ministro também comentou o caso da troca de comando da Telebras, que levou a saída de Rogério Santanna e a entrada de Caio Bonilha na presidência da empresa.
Em sua fala, Paulo Bernardo fez referência direta a troca de comando da Telebras: “Eu considero o Rogério Santanna um cara sério, reuniu comigo, foi ok, saiu e disse q fiz acordo com teles, mas a realidade é clara, a Telebras em 1 ano não fechou nenhum contrato de internet”, segundo o Ministro portanto, a mudança na Telebras não foi política, mas administrativa.
18 sábado jun 2011
Posted in Comunicação, LULA
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Presidente Lula fez a abertura no dia de ontem (17) do II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, a centralidade de sua fala foi democracia e o papel dos blogueiros na defesa da comunicação, “vocês evitaram que a sociedade brasileira fosse manipulada como durante muito tempo foi”.

* Lula no #2BlogProg, ao centro um microfone da grande mídia.
A chegada já foi cercada de muito emoção, sendo chamado ao palco pelo blogueiro PTrem das 13. Lula abandonou já no início o texto elaborado e falou por mais de trinta minutos de improviso. lembrou da campanha 2010, disse nunca viu uma despolitização tão grande em um pleito eleitoral.
Durante toda sua fala, Lula criticou bastante a grande mídia e a oposição, sobre a campanha 2010, diz que o ápice foi “ovni” que atingiu a cabeça de José Serra, diz que tem vontade as vezes, de pedir para ver a radiografia do exame que Serra fez após o ocorrido. Mas festeja, o povo não acredita mais de olhos fechados no que a grande mídia fala. A internet e os Blogueiros, segundo Lula, tem um papel estratégico nesse contraponto, disse: “O povo não precisa mais de intermediário na comunicação”.
Lula também transcorreu sobre a Lei de Meios e o PNBL, citou bastante a luta que ele, Franklin Marins e César Alvarez fizeram nesses tema, e emendou “Quando vocẽs foram xingados de blogueiros sujos, foram exatamente por quem fez a sujeira”. Abaixo link para o vídeo da fala de Lula.