Posts de Julho, 2007

A favor da reestatização da Vale do Rio Doce

Julho 28, 2007

Seja a favor da reestatização da Vale do Rio Doce.

Acesse o site da campanha: http://www.avaleenossa.org.br/

Vejas os videos do plebiscito da Vale:
Video parte 1 – http://br.youtube.com/watch?v=LM6oph1muCI
Video parte 2 – http://br.youtube.com/watch?v=qBEK1Wup0dw
Video parte 3 – http://br.youtube.com/watch?v=GfwlYZeVjF4

Indiozinhos em Porto Alegre – 27/07

Julho 28, 2007

As idéias que envolvem a(s) concepção(s) de “Evolução”, sem dúvida alguma cada vez carecem menos de nossa dedicação, ainda assim, se construíssemos uma compreensão mínima de essência ideal humana (algo semelhante a um tipo ideal), ou seja, uma complexa superação dos superáveis em “negociação” com o que a de insuperável na espécie animal chamada humanos, sem dúvida alguma, que o resultado mais “evoluído” da espécie seriam os Índios, não como mito de uma nova crença ocidental (ou qualquer outro tipo de fetiche nosso), mas sim, pela relação, troca e luta, que os mesmos estabelecem com todos os demais iguais que compõem o mundo real e não real. [Essa imagem abaixo, esta aqui por respeito, beleza e admiração]

Chegando hoje e “Sobre o Amor”

Julho 28, 2007

Após alguns dias viajando a trabalho e conectando pouco, acabo de chegar em casa, espero nesse final de semana dar uma retomada na postagem do blog. Atualizar um pouco a vida on line.

Chegou junto comigo em Pelotas o “Sobre o Amor”, correio e ônibus? sim. Quer dizer, chegou antes de mim pelo correio, mas ainda assim chegou junto comigo no ônibus? Sim, isso mesmo. Hum, deixa assim. “Sobre o Amor”é uma das encomendas de livros que eu esperava, livro da Coleção Marxismo e Literatura, organizada por Leandro Konder (Editora BOITEMPO).

“O novo livro do filósofo Leandro Konder aborda um tema universal da literatura: o amor. Com erudição, clareza e humor fino, Konder traz as concepções e as experiências de autores clássicos da literatura, da filosofia e das ciências humanas com esse sentimento complexo. Dos gregos Sócrates e Platão ao poeta brasileiro Carlos Drumonnd de Andrade, Konder usa sua vasta cultura para discutir como o amor – ao longo do tempo e da história das idéias – foi visto, retratado e vivido.

No livro constam nomes obrigatórios sobre o tema, entre eles o autor romântico alemão Johann Wolfgang von Goethe, o dramaturgo inglês William Shakespeare, o poeta português Luís Vaz de Camões e o criador da psicanálise, Sigmund Freud, e pensadores que comumente não são associamos ao tema do amor, como os revolucionários Karl Marx e Rosa Luxemburgo. ” – Prossegue>>>

Trabalho e consumo construindo “objetividades” e “subjetividades” (parte I)

Julho 21, 2007

Comentado AQUI em 06 de julho de 2008 (Lucio Uberdan).

No inicio dessa semana (21 de julho de 2007), estive dois dias em Novo Hamburgo, mais especialmente na Loja Mundo Paralelo da CONSOL, um espaço de consumo justo e comércio consciente. A estadia que me fez lembrar dois debates acerca de experiências que se complementam, ou pelo menos deveriam: “Trabalho” e “Consumo”, pois, uma vida com sentido, inclusive no ato de consumo, deveria vir em conjunto, ou melhor, precedida de uma vida com sentido no ato do trabalho. (Lucio Uberdan).

O bom e velho barbudo Karl Marx (que nunca foi Papai Noel), identificou no “trabalho” as condições favoráveis para construção da “consciência de classe”, para Marx, o proletariado urbano industrial seria o grande responsável pela transformação social necessária – o socialismo – (formulação conflitante e intermediária entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista) que brotaria (de certa forma brotou) por dentro da crescente exploração capitalista. Seria ele o proletariado (o trabalhador urbano industrial organizado em classe para si) o primeiro a sentir a força e essência exploratória dos capitalistas (detentores dos meios produtores da riqueza – os meios de produção), que através da extração da mais valia (sobre-riqueza produzida pelo trabalhador de forma não remunerada), lucrava enormemente as custas da força de trabalho barata dos proletários (sem os meios de produção, esses detinham apenas a sua força de trabalho para vender).

No motor da construção da história (luta de classes) o capitalismo foi se metamorfoseando (“capitalisticamente” sem dúvida alguma) a produção industrial é poderosa e reflete-se (se reproduz como paradigma) na produção do conhecimento, serviços (um produto diferente) do trabalho informal e do capital financeiro (dinheiro produzindo dinheiro sem lastro produtivo muitas vezes). A tecnologia acaba tendo um papel importante nesse cenário, ela constrói seu espaço, é concebida a contribuir com um papel dramático, não de forma imparcial, mas ainda assim, num conflito entre Fausto(tecnologia sem humanos) e Prometeu(tecnologia para humanos).

A chegada da tecnologias nos meios de produção capitalista fabris por exemplo, em formato de máquinas mecânicas de produção, data de algumas centenas de anos, primeiramente como máquinas que potencializavam a atividade física humana (grandes teares por exemplo), mais atualmente com máquinas que além de potencializar a atividade física, conseguem também produzir raciocínio – cálculos (computadores + softwares por exemplo). Tanto um exemplo (teares mecânicos) quanto outro (hardwares e softwares), inevitavelmente necessitam da participação humana, seja para colocar uma linha e apertar o botão no tear, seja para inserir um código ou um comando para que uma cor, ou um modelo novo, comecem a ser concebidos, invariavelmente, a participação do trabalho do homem e da mulher (trabalho vivo) será necessário e estará presente, ainda que, com o avanço das tecnologias e suas máquinas (trabalho morto) esteja tão visível e a produtividade “indústrial” alcance níveis jamais vistos sem necessariamente inserir novos(as) trabalhadores(as) proporcionalmente na produção. Esses(as) novos(as) trabalhadores(as), ou mesclas deles(as) com os(as) velhos(as) trabalhadores(as) irão direcionar-se para os “serviços”. Na ecada de 50, o número de trabalhadores(as) do ramos dos serviços já era superior ao do ramo indústrial.

Podemos afirmar portanto, ainda que com os aumentos de produtividade e tecnologia na produção indústrial, ainda que com o direcionamento da maioria dos trabalhadores(as) para os setores de serviços, a invariabilidade do processo mantém-se, ou seja, o trabalho humano ainda é o produtor da riqueza, e portanto, a hora-trabalho do trabalhador(a), uma variável central para medir a riqueza produzida, seu custo e o lucro capitalista. Desta forma, fica a meu ver duas questões com necessidade de serem compreendidas:

  1. Se temos consciência da inevitabilidade do trabalho humano por trás da máquina – trabalho morto, e que o avanço das tecnologias refletem em um aumento da produção e produtividade, poderemos afirmar por lógica, que a hora-trabalho do trabalhador(a) vem produzindo muito mais riquezas na contemporaneidade e não o contrário muitas vezes propagandeado. Portanto, uma hora de trabalho do trabalhador(a) tem aumentado a produção de riqueza com o avanço das tecnologias, engordando assim igualmente (cada vez mais) as contas do seu empregador(a), através da extração de mais-valia de sua riqueza produzida – hora-trabalho excedente ao salário do trabalhador(a), hora trabalhada, geradora de riqueza e não remunerada;

  2. Com o avanço das tecnologias para o campo do “raciocínio” (fruto de códigos e comandos da inteligência humana), o trabalhador(a) precisa ser mais específico e especializado(a), e a hora trabalho precisa ser mais qualificada e remunerada, de igual forma portanto, se temos a especialização aprofundando-se por um lado, por lógica teremos uma constante e crescente “marginalização” no processo produtivo, visto que o processo de desenvolvimento das tecnologias produtivas, não é acompanhado de um processo de massa, amplo e nacional de qualificação dos(as) trabalhadores(as). Portanto, o avanço da produção capitalista, articulado ao avanço da tecnológica na produção, é um processo esquizofrênico, por um lado carece de uma mão de obra mais reduzida e especializada, de outro lado, relega a grande maioria de trabalhadores(as) a uma condição de não-participação, de sub-empregos e informalidades;

Como falei no início: “a produção industrial é poderosa e reflete-se (se reproduz como paradigma)”, ainda que não represente mais a maioria dos(as) trabalhadores(as), ela segue o referencial e o trabalho, segue incessantemente produzindo simbologias e sociabilidades de forma muito potente na sociedade, ainda assim, o cenário potencializador da condição de classe “clássica” vem diminuindo, a geografia da fábrica e da produção é outra, o número de trabalhadores(as) no cenário da fábrica diminui, a globalização espalha os(as) trabalhadores(as) por um sem número de lugares: Onde estão os trabalhadores da Nike no Brasil? Na sua comercialização. Ao lado do trabalhador (formalizado) não temos mais outro trabalhador (geralmente), mas sim uma máquina. O paradigma-fabril de nosso enxuto trabalhador(a) formal, esta cada dia mais especializado (tensão e necessidade que o persegue), sem companheiros(as) de trabalho, sua sociabilidade se resignará para após o trabalho (futebol, festas, internet, etc…), momento esse onde geralmente os trabalhadores(as) contemporâneos(as), vão encontrar e incorporar um sentimento de alívio-esperança-estagnação, o sucesso de seu time de futebol ou um “navegar” na internet para muitos(a), pode ser uma válvula de escape frente a incompreensão e incapacidade de junto aos demais, como classe (não de classe operária, mas de classe que vive do trabalho) compreender as transformações em curso, com um olhar crítico, transformador e propositivo.

A exploração do trabalho é o que constróe a base do modelo de produção capitalista, ainda assim, no roteiro da peça (referência ao teatro), a exploração da mais-valia do trabalhador, como elemento de acumulação de capital pelo capitalista que detem o meio de produção, prossegue em sua essência semelhante a mais de um século. O trabalhador(a) informal, da mesma forma que o formal, parece encenar atualmente, partes do Romance a “Mãe” de 1907 do Russo Máximo Gorki, trabalhadores(as): longas jornadas de trabalho; retornos financeiros impossíveis de darem conta do mínimo, para reprodução das necessidades materiais diárias; nenhuma segurança financeira e de trabalho; uma vida social e familiar em constante crise; desagregação social. Enfim, uma vida que tende a repetir-se de forma alienada e nefasta um dia após o outro. O trabalho desta forma, deixa de ser um desejo e simbolo de criação, para aparentar-se com um fardo exploratório.

Por lógica, com a perda ilusória do trabalho como centralizador da sociabilidade humana ocidental (uma diretriz política a ser avaliada constantemente), alguns pensadores percebem no consumo a centralidade contemporânea (afirmação essa necessária de ser ponderada, não defenestrada), posição a ser mediada. Os Shopping-centers tornam-se “catedrais do consumo” contemporâneo, consumir algo torna-se sinônimo do que se é enquanto pessoa, enquanto cidadão(ã). Ter algo específico, usar algo específico, comportar-se no consumir de forma específica, poderá determinar quem tu és? A reprodução como paradigma do viés indústrial, de seu aumento de produtividade reflete-se também no ato de consumir? De onde vem o desejo desenfreado de consumir, consumir e consumir?

Trabalho e consumo, necessitam se reacordarem sobre outro paradigma, onde o trabalho componha essa parceira com um exemplo criativo e livre. O consumo é a apenas uma sombra que tornou-se maior que o tamanho do corpo lhe faz existente. O produto consumo devora seu produto. No vácuo a sombra chama para si a condição de promoção simbólica de sociabilidades na vida social, produzir consumo antes do bem produzido é a lógica do ciclo curto do capitalismo contemporâneo, primeiro formula o desejo e depois o produto que terá dia de nascer e morrer, o número de bens defini a classe (quantas Tvs você tem pergunta o censo), a Grife consumida determina seu poder, o trafico começa sempre pelo tênis importado, o computador branco IMAC é um “sonho de consumo”, o fetiche definirá o valor dessa mercadoria, ainda que seu cálculo base seja a hora-trabalho.

O trabalho a partir de suas fraquezas contemporâneas, percebendo a nova geografia produtiva-indústrial, tem de se potencializar com o consumo, já esse último, necessita obrigatoriamente encontrar na parceria com o trabalho-reinventado, pleno e de sentido, a construção de uma nova perspectiva de percepção individual e coletiva, de pessoa-unidade, grupo e classe no planeta, inclusive, de como e porque consumir e produzir não para a reprodução do capital, mas sim, para o bem estar do complexo das diferentes formas de vida no planeta.

Dhafer Youssef Quartet performing at the ‘Jazz Onze Plus’ festival in Lausanne 28 oct 2006. Dhafer Youssef on oud and voice, Eivind Aarset on guitar, Audun Erlien on bass and Rune Arnesen on drums. Song title: ‘Odd Poetry’

Julho 20, 2007

Por motivo de tempo não tenho postado no Blog, ainda que tenha várias coisas a colocar guardadinhas meu HD (HD = minha memória). Porém abri essa excessão (5 min.) para colocar um vídeo do Dhafer Youssef Quartet – músicos obrigatórios (escuto todos os dias) no meu som a mais de um ano (tempo em que conheço a obra do quarteto que leva o nome do vocalista). Meus Cds preferidos são Eletric Sufi e Digital Prophecy. Abaixo assistam o vídeo da música “Odd Poetry”, Dhafer Youssef é o sujeito que ta tocando o Oud e cantará no meio do vídeo. Até mais, Lucio Uberdan.

Misto Quente – Charles Bukowski

Julho 11, 2007

Fonte: Diri do Coletivo Sabotagem.

“O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, imigrante, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando à psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaski, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowski (1920-1994). Verdadeiro romance de formação com toques autobiográficos, Misto-quente (publicado originalmente em 1982) cativa o leitor pela sinceridade e aparente simplicidade com que a história é contada. Estão presentes a ânsia pela dignidade, a busca vã pela verdade e pela liberdade, trabalhadas de tal forma que fazem deste livro um dos melhores romances norte-americanos da segunda metade do século 20. Apesar de ser o quarto romance dos seis que o autor escreveu e de ter sido lançado quando ele já contava mais de sessenta anos, Misto-quente ilumina toda a obra de Bukowski. Pode-se dizer: quem não leu Misto-quente, não leu Bukowski.”

Link do livro aqui