Posts de Janeiro, 2007

Mayra Andrade, sua família seu povo em Tunuka

Janeiro 31, 2007

Uma revelação da WordMusic, uma menina, Mayra Andrade canta e conta a vida do povo de Cabo Verde. Lucio Uberdan

Tunuka
Tunuka, Tunuka bála
Ki tem koráji, é só Tunuka di meu
Sukuru ka da-l kudádu,
Ka duê-l xintidu, ki fari duê-l korasom.
Tunuka é nós ki bai,
É nos ki bem, é nos ki fika li-mé.
Nu uni korasom,
Nasionalidádi dja-nu tem dja,
Nu mára nós kondom, nós limária nu dexâ-l la.
É nós ki mbárka pa Sam Tomé
Injuriádu marádu pé
Mi ku bo ki stába la mé
Tudu m-dádu m-da-u també
Na nós pom di kada diâ, oxi dretu manham mariádu
Ramediádu ka tem midjor
Ki spéra m-dádu m-da-u també.
Tunuka kre-u ka pekádu
Da-u ka ta fládu, má só bu da-m ki tenê-m.
Tunuka, Tunuka, Tunuka
Tunuka,Tunuka, é ti si ki-m tem pa-m fla-bu.
(solo)- Tunuka,t,t,t,t, é ti si ki-m tem pa-m fla-bu…

Mayra Andrade

Janeiro 28, 2007

Não se iluda pelo rosto bonito, não é Shakira.

O Ano é 2006, a idade é apenas 20 anos, o disco é “Navega“, a referência é a rainha Cesaria Évora. Cantando em cabo-verdeano, Mayra Andrade lançou seu primeiro e único disco até então. Vale muito.
Lucio Uberdan

Três notícias da Economia Solidária

Janeiro 28, 2007
De volta para casa, depois de dois dias em Porto Alegre a trabalho. No sábado tivemos a 1ª reunião da Coordenação do Fórum Gaúcho de Economia Popular e Solidária, espaço máximo de organização do movimento no RS. 7 regiões do estado se fizeram presentes, mais de 50 homens e mulheres, trabalhadores e trabalhadoras, lideranças da Economia Solidária no RS. O crescimento, o nível do debate e o amadurecimento do movimento a cada dia me espanta mais, a reunião foi um sucesso e o movimento de Economia Solidária se fará enxergar na sociedade esse ano.

Junto a reunião da coordenação, tive 3 gratas surpresas com a Economia Solidária esse final da semana, a primeira já citei, o sucesso da reunião do movimento, a segunda, foi a conquista definitiva do ISO 9001:2000 pela Cooperativa do Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas – CTMC. A CTMC é uma empresa Autogestionária que compõem a Economia Solidária, com essa notícia, ela resolve definitivamente as falsas críticas “capitalistas” ou “esquerdistas” que afirmam: Economia solidária só funciona em pequenos empreendimentos, com qualidade duvidosa e diminuindo condições financeiras e direitos dos trabalhadores – A CTMC comprova que sucesso em uma grande empresa, gestão qualificada, qualidade de produto, trabalhadores com renda acima da média e participantes de 100% da gestão do empreendimento (autogestão) é cada dia mais, um horizonte irreversível no Brasil. Parabéns a CTMC.

A terceira surpresa foi com a CONSOL e as Lojas Mundo Paralelo, a CONSOL é uma cooperativa autogestionária de consumo que articula a comercialização dos produtos da Economia Solidária, com seu histórico de luta, organização e ação no comércio justo e solidário, ela conquistou junto a Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES – MTE, um apoio definitivo do Governo Federal para sua consolidação. São duas lojas com nome Mundo Paralelo, uma em Porto Alegre e uma em Novo Hamburgo, em Porto, a loja e o bar café, ficam perto da Rua da Praia, na ladeira junto a Casa dos Bancários – Gal. Câmara, 424. Vale a pena.

Fórum Social Mundial 2007

Janeiro 25, 2007
Clique na foto e escolha por onde acompanhar o Fórum Social Mundial de Nairobi – Quênia. O FSM 2007, é o primeiro grande evento da história da sociedade civil mundial organizada no continente Africano, que não ocorre na África do Sul, detentora sozinha de mais de 50% do PIB do continente Africano.
Lucio Uberdan

"Leio oque quero e quando posso"

Janeiro 24, 2007

A vida me é muito estranha sabe, na “realidade” sei que sou feliz, mas ao mesmo tempo, elementos que muito me trazem felicidade são curtos. Alguns, atualmente inexistentes, mas deixo esses últimos de lado.

Os momentos curtos, essencialmente são para escutar música, e para ler. Sempre gostei de ler e acho que a faculdade (Ciências Sociais) me consolidou ainda mais isso, apesar de, dificilmente ler os textos de lá. “Infelizmente” prefiro definir o que vou ler, e pago por isso na faculdade, ou seja, meu “rito de passagem” lá, vai ser longo, bem demorado; mas não esquento, já internalizei e aceito isso numa boa, portanto, leio o que quero no pouquíssimo tempo que tenho fora do trabalho.

Tenho pouco mais de 200 livros e mais outros 100 na cabeça para serem adquiridos e lidos, meus livros são de literatura, poesia, política e sociologia, em especial, a antropologia e os temas que tratem a sociedade contemporânea a partir da tecnologia, esses, tem tomado ainda mais meu curto tempo.

Ainda ontem fiz minha visita mensal a Vanguarda: 4 livros, me passei; geralmente é 1 por mês. Encomendei “Mudar o Mundo sem Tomar o Poder” do John Holloway para acompanhar os debates propostos pelo prof. Alfredo Gugliano (ok); “O homem pós-orgânico. Corpo, subjetividade e tecnologias digitais” da Antropóloga argentina Paula Sibilia, (ta esgotado, mas tentarão conseguir); “Dilemas da Civilização Tecnológica” coletânea de textos coordenados por Hermínio Martins e José Luís Garcia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Hermínio Martins atualmente é uma das grandes referências no debate da Ciência da Tecnologia (só importado – esperando o valor para confirmar) e por fim a “Inconstância da Alma Selvagem” do Viveiros de Castro (encomendado), esse foi indicação do professor de antropologia Edgar Neto, por sinal, artigos do Viveiros de Castro seguidamente aparecem no meu blog (de maneira humilde claro).

Gosto e procuro ler todos os livros que tenho, em cada tema tem aqueles que tornam-se mais próximos de mim, penso que isso seja normal. Se não for, pouco importa.


Alguns dos mais próximos na Antropologia, Política e Sociologia – o do Viveiros entrará aqui ao chegar.

Lucio Uberdan

Adolescente na década de 80 (parte II)

Janeiro 24, 2007

The Smiths – How Soon Is Now