Posts de Dezembro, 2006

1º de ano

Dezembro 29, 2006
Sempre curti as Festas de Natal e Ano Novo, com todas suas magias e mitos. Tem muita gente, principalmente os “esquerdistas estéticos” (nomenclatura que um amigo inventou) que acham essas festas uma bobagem fruto do capitalismo (eta simplismo). Meu Natal esse ano foi ótimo, minha irmã da Bahia veio com companheiro e minha sobrinha que eu não via a mais de ano, meu irmão de Marau veio com a companheira e meus dois sobrinhos, minha irmã que mora aqui em Pelotas veio e seus filhos também. Mais tia, meus pais. A festa foi grande.
Agora no Ano Novo vou viajar com amigos, vamos passar uns 4 ou 5 dias em Punta Del Diablo no Uruguay, mais precisamente em Rocamar. Vou todo atravessado (doente) rsrsrssr, azar.
Um beijo ao 5 amigas(os) e até a volta.

Lucio Uberdan

Sou um eu de minha cultura?

Dezembro 25, 2006

Os hábitos alimentares, foram uma das primeiras prática estudadas pelos culturalistas antigos. Esse estudo não foi de graça, pois na alimentação, torna-se claro, símbolos, práticas e relações sociais de uma sociedade em particular. Mas na contemporaneidade isso funciona bem ainda? Como resolvemos a situação, por exemplo, do meu prato hoje ao meio dia do dia de Natal?

Tem churrasco (Gaúcho), Tabule (Sírio), Feijão Tropeiro (Mineiro) e salada gelada de frutas com creme.

Quando todas as culturas se atravessam, poderíamos imaginar que a globalização consolida-se, porém, é quando temos um leque de possibilidades infinitamente amplo e próximo, que o particular ressurge e mantém-se com mais força ainda.

Olhando meu prato com o Tabule e o feijão tropeiro, recordei-me das “pressões por autonomia local” tão bem colocadas por Giddens no livro “Mundo em Descontrole” (vale a pena ler).

Tive a honra de ler Giddens, nas aulas do prof. Gugliano. Por sinal, o Gugliano está no Jornal Diário Popular de ontem/hoje, 2 páginas inteiras sobre o o processo eleitoral Venezuelano o qual o professor foi observador internacional – Que orgulho.

Lucio Uberdan

Pelourinho pós-moderno (parte I sequência de viagem).

Dezembro 24, 2006
Em visita ao Pelourinho – Salvador/BA, nesse mês de Dezembro, encaixou-se algumas idéias que tenho sobre a pós-modernidade. Bem como à crítica feita pelos modernos, principalmente na política.

Geralmente quando surge alguma movimentação política espontânea, que está desconectada dos modelos de luta política tradicional e que na maioria das vezes desaparecem assim como apareceram (instantaneamente), ou até mesmo, quando o chamado lixo moderno invade as casas, corpos, bocas e mentes dos modernos, seja na violência sem medida e gratuita de jovens ricos contra índios e nordestinos ou na prostituição forçada de crianças nas esquinas (quem nunca viu?!); Seja nos acoplamentos tecnológicos simples, como celulares a mão (a extensão dela), cameras, pen-drives, silicones, próteses, células tronco e a nano-tecnologia com sua promessa de pós-humanos curados de sua fraqueza humana, curados de seu corpo; Na Mac-alimentação transgênica e gordurosa, remédios e rações alimentares com suas promessas de corpos “modernos perfeitos”.

Em suma, cada vez que os modernos deparam-se com o que “parece” não encaixar-se na natureza e na cultura moderna, os críticos dizem, isso é coisa dos pós-modernos.

Não defendo a sociedade pós-moderna como um ideal (seria moderno demais isso – a busca de uma sociedade globalizada), mas sim, compreendo a existência do andar constante e ascendente de sombras e carnes pós-modernas na sociedade contemporânea. Aceitou sua existência. E essas são posições totalmente diferentes. O que não parece encaixar-se (para os modernos), podemos pensar sim, como produto atrelado a modernidade. Uma criatura que volta-se contra o criador.

Aceitando a pós-modernidade, tenho a possibilidade de compreender o mundo atual sobre um ângulo diferenciado (e amplo). Percebo a pós-modernidade como um interregno, uma situação o qual aceito como viva mesmo que em estado de decomposição do corpo moderno. Uma Post-Modernidade. Uma repulsão do corpo (da sociedade) de seus vírus e doenças (promessas modernas de sociedades perfeitas). Somos resultados de uma situação de descrédito com os ideais modernos (são “n” ideais) que prometeram um mundo (perfeito) e nos apresentaram a barbárie.

Portanto, ao aceita-la, posso combatê-la com potência. Estou nela, sinto ela, sou visto como um membro, sou aceito. Sou pós-moderno.

Os críticos sonham em combatê-la, mas nem a entendem. Em suas cruzadas, acabam apenas por propor a sustentação da modernidade e suas razões iluminadoras que segundo a segundo promovem o aprofundamento da morte, do desconforto e da fome. Conseguem apenas olhar para trás.
Por fim, aprofundam a ascendência da própria “situação pós-moderna”.

A contradição explicitada.
Lucio Uberdan

Trabalho

Dezembro 23, 2006

Foto de um estabelecimento de Pelotas. Já teve um luminoso em funcionamento nessa prestação de serviço.

(…) hoje somente uma política do trabalho, das novas forças produtivas vivas é capaz de qualificar um projeto de emancipação. Por esta razão, a organização e dinâmica (…) do trabalho dos movimentos deve ser situado como novo ponto de partida para pensar o desenvolvimento.
Antonio Negri
Filosofo e Cientista Social Italiano.

* citação do livro – (G)lobal – Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada
Lucio Uberdan

Itapuã – BA

Dezembro 14, 2006
Chegamos em Itapuã eu e Márcia (companheira da Ates e coordenadora do Consórcio em Pelotas) no domingo a noite, no aeroporto tinha uma van a nossa espera, em 30 minutos chegamos ao CTL – Centro de Treinamento de líderes da Arquidiocese Católica – BA. Lugar muito legal e bonito, as freiras administram o espaço. Vale citar, que o papa João Paulo hospedou-se lá em uma vinda ao Brasil. O CTL fica meio longe de tudo, mesmo estando em Salvador, ele fica longe das “festas”, nem internet tem, por isso até agora “não tinha postado nada não” (dois “não” é coisa de Baiano). No CTL nos dedicamos as 20 entidades, mais de 80 pessoas, aos trabalhos propostos para o II encontro do Consórcio Social da Juventude Rural. Abaixo vou colocando umas fotos do lugar.

A praia, 5 minutos de meu quarto. =) Vista da janela de meu quarto, o azul é o mar e não o céu… Essa foto foi batida às 5:30 da manhã, aqui tem sol a essa hora já.
Interior do CTL – Jardim lindo.
CTL visto da praia. (5minutinhos esse trecho).

De volta ao blog e projetando registros.

Dezembro 9, 2006
Desde quarta feira sem atualizar o blog, a sorte é que meus 5 amigos que por aqui andam, são fieis (espero). Semanas danadas (muito trabalho), e essa em especial, foi a pior de todas, mas,valeu (e vale) a pena. Essa noite vou dormir muito (apagar) o que não dormi nas últimas. Amanhã viajo, vou inicio da tarde para Porto Alegre e no final da tarde vôo para Salvador, acompanhar pela segunda vez, o encontro de avaliação do Consórcio Social da Juventude Rural – Aliança com Jovens, na praia de Itapuã. No consórcio, participam 20 ONGs brasileiras, a que faço parte (diretoria de projetos), a Ates, é a única do Rio Grande do Sul a participar. O encontro começa dia 11 e dia 15 ou 16 devo retornar.
Depois de alguns mesinhos apertando o orçamento, comprei uma máquina digital, uma Sony H5, portando, a viajem a Salvador vai ser documentada fotos.