Posts de Novembro, 2006

Falando de mim (2) Virilio voltou.

Novembro 30, 2006
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Comentei num post ontem que falaria mais de mim daqui para frente, com os devidos limites claro, afinal não sou nenhuma June Houston. Comentei ontem que sempre dou uma lida antes de dormir, e a bola da vez ontem (a noite) era Paul Virilio. Agora em casa desperto, escutando no Listen o mestre Ali Farka Toure – CD The River, recordei de fazer esse rápido comentário, não do sono, mas do artigo.

Paul Virilio é um crítico das novas tecnologias e sua virtualidade, arquiteto e filosofo. No artigo em questão a fala inicial é sobre June Houston, americana que por medo (paranóia/exibicionismo) de espíritos, instalou 14 câmeras em sua residência para que milhares de pessoas pelo mundo acompanham sua lida diária e caso vejam um espírito, biiiiiiiii, avisam June na hora (alguns internautas mandam extensos relatórios semanais).

“(…) não se trata mais de prevenir contra uma intrusão criminosa, mas de partilhar suas angústias, seus fantasmas com toda uma rede (…)”

Aprofundando a “teleproximidade social (…) renovando a vizinhança, a unidade de tempo e o lugar de coabitação física”. Virilio comenta no artigo, que a questão encontra-se na televisão, numa “nova televisão”, não mais para informar e divertir através de uma “trans-aparência mídiatica do espaço real” (ficção das novelas, bom exemplo). O que está em jogo agora não é esconder o real através de uma imitação, mas sim, tornar as pessoas e seu espaço “potencialmente comunicante”. Através da “iluminação do tempo real” podemos finalmente enxergar os antigos cantos invisíveis do desejo de super exposição (o blog é entra nisso? ).

No mercado global, a superexposição das atividades, empresas, produtos, sociedades, reservou espaço para não mais populações alvos, mas exposição dos indivíduos (me lembra o EPIC – Construção de Informação Personalizada Envolvente da Google) – sistema pelo qual nossa caótica e difusa mídia será filtrada, ordenada e entregue. Mas, voltando a virilio e a superexposição, afirma ele conceitos como a “publicidade comparativa” e o “comércio do visível”, depois que a eletricidade nos iluminar o séc XX, o “instante” nos iluminará o séc XXI. No restante do artigo segue o filosofo trabalhando o comércio da visão e seus tentáculos que vão desde a francesa Pick-up até a Kroll e a Control Risk. É isso, se queres saber mais, da uma lida, é muito interessante.
Lucio Uberdan

Ernest Gellner e a realidade humana

Novembro 29, 2006

>>> “A ideia de um homem (mulher) não-alienado, liberto da coerção social nas suas escolhas e valores, é quase tão realista como a de uma cebola quintessencial que é o que resta quando todas as folhas tiverem sido removidas”.

– De “Contemporary thought and politics”, 1974. >>> Ernest Gellner

Falando de mim ( 1 ) Será que to fazendo certo?

Novembro 29, 2006

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Ontem me perguntei: -Será que não “deveria” escrever mais sobre mim aqui no blog? Afinal, não é para isso que servem os blogs? De outro lado, penso que já comento tanto nas “entre linhas”dos post, não? Bem, mas como já me falaram isso, vou falar sobre mim um pouco mais, só agora não, esto cansado (00:15), vou escovar dentes e deitar, ler o artigo 7 – pág. 61 a 69 do “A bomba informática” do Arquiteto Filosofo Paul Virilio. Esse artigo foi publica no Le monde em 1997 e fala sobre o voyerismo e a televigilância contemporânea, em suma, sobre o estar junto, conectado, numa sociedade cada vez menos real e sim virtual. São pequenos artigos, leio 1 por noite. Beijos e boa noite.
Lucio Uberdan

Second Life (1)

Novembro 27, 2006
O Brasil terá Second Life até final do ano.

Com essa chamada, “O Brasil terá Second Life até final do ano”, inúmeras agências de notícia, sites, blogs, revistas, noticiam desde o meio do ano, o fato do Second Life começar a receber tradução para português, bem como, estar em curso um ousado projeto de programação estética interna do mesmo, com inserção de imagens, ambientes e locais do Brasil.

Mas o que é o Second Life? Bem, antes de responder a pergunta, afirmo que o Second Life tende a ser uma Revolução de “massa” no que chamamos de vida paralela – virtual. Algo que tende, superar em intensidade o orkut, não em usuários, mas em tempo de uso, dependência e formulação de hábitos, necessidades e símbolos a partir da relação humana e as novas tecnologia. Elementos que costumamos denominar, não somente, mas também, de Cibercultura.

Second Life muitas vezes é confundido com um jogo, mas apesar de, em certa maneira lembrar o “The Sims”, o mesmo está longe de ser um jogo, este é um mundo paralelo – virtual, onde qualquer um pode criar uma conta, adotar um personagem (avatar) e começar a viver, em certo ponto, ele imita o mundo real. No Second Life, a vida acontece normalmente, se trabalha, estuda e diverte-se, inclusive se faz sexo com outros residentes – “nativos”. O que antes eram intervenções onde possibilidades de personalidades confundiam-se, e alternavam-se entre um conectar e outro, agora projetam-se mais sólidas com o nascimento de um eu virtual, com vida “real” ou vida virtual.

O Second Life e sua prática, tende a ser uma importante experiência de avaliação sobre a projeção ocidental do que denominamos “futuro”, para um certo grupo de homens e mulheres, penso como: um test drive do século XXI, assim como o “modelo de negócios” da Google para a economia, a rede de Blogs para o jornalismo, o Msn e Orkut para o relacionamento e o Second Life para a vida paralela definitiva como um todo.

Nos próximos post´s sobre o Second Life, vou falar de como esse organiza-se internamente, situações já existentes, práticas a serem pensadas e inclusive algumas humildes avaliações culturais sobre essa matrix antiséptica.

I Música (4) findi

Novembro 26, 2006

Bebe – Malo

Lançada a Rede – RESolSul

Novembro 24, 2006

Depois de uma semana de correria, foi lançada a RESolSul – Rede Solidária do Extremo Sul. - @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm } –>A RESolSul nasce com participação de mais de 30 empreendimentos autogestionários somando mais de 1500 famílias, 2 prefeituras e a entidade de apoio ATES. A rede é um movimento coletivo para dar vazão de maneira rápida e articulada as necessidades e potencialidades do movimento de Economia Solidária organizado nos municípios do extremo sul do Rio Grande do Sul. A RESolSul, acredita que a construção de uma sociedade sustentável passa pela construção de novas práticas de relações entre as pessoas. A economia Solidária torna-se portanto, elemento essencial para tal construção. Elemento esse, norteador de noção ação.
PS –
Esse humilde Blogueiro teve alguma responsabilidade nessa construção coletiva.
Lucio Uberdan