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Site do artista multimídia Yugo Nakamura
Lucio Uberdan
Posts de Outubro, 2006
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Outubro 31, 2006Terminou eleição
Outubro 31, 2006A política sem dúvida segue, e nós seguimos fazendo política, mas de uma maneira ou de outra com o fim das eleições, as demais questões que norteiam nossa vida podem agora reconhecidamente ocuparem seu devido espaço.
Após umas semanas com posts somente de política, em breve, começo atualizar o “Relatividade” com inúmeros outros temas em respeito aos 5 amigos(as) que visitam esse “não lugar”.
até mais,
Lucio Uberdan
Levanta, rema, outros virão.
Outubro 30, 2006
O rio tornou-se calmo, imagina-te em um rio quase sem correnteza, és tu e uma canoa, deitado como que deitado com ela. Imagina-te com sol, imagina que o som não é das águas, imagina que o som é o silêncio, agora um silêncio triste. Imagina que deitastes de cansado, imóvel te sentes em movimento por minutos, a água balança, o sol aquece, teus olhos encharcam. Eis que o rio retorna a correr, o rio é grande, a canoa ruma para o sul. Levanta, rema, outros virão.
Lucio Uberdan
Eu tenho lado.
Outubro 29, 2006Eu tenho lado,
Alguns discordam. Mas, o que poderão me dizer?
O que poderão me provar? Além de que eu tenho lado.
Está em meu lado ombros, somos todos ombros,
Somos quase todos os ombros, somos ombros aos milhares.
Amanhã, até às 17h, à história pede para não caminharmos só, não andarmos em deriva. Não carregamos opções pessoais, mas símbolos coletivos. Símbolos, de uma nova história da qual fazem(os) parte. Da qual, o nosso lado tomou parte.
É LULA e OLÍVIO com a Força do Povo – 13
Lucio Uberdan
“Lula tem uma possibilidade longínqua de topar um confronto com a direita; Alckmin, não"
Outubro 27, 2006
“Lula tem uma possibilidade longínqua de topar um confronto com a direita; Alckmin, não”. O ex-candidato a governador de SP pelo PSOL analisa quadro eleitoral e julga precipitada a posição de seu partido pelo voto nulo. “A esquerda tem de se reunir e fazer um programa compreensível pelo povo, para pressionar Lula a confrontar-se com a direita”.
Por Flávio Aguiar e Gilberto Maringoni – Carta Maior
SÃO PAULO – Ele já foi chamado de “radical tranqüilo”, pela serenidade e objetividade com que expões suas idéias. Plínio de Arruda Sampaio, 76 anos, acaba de sair de um duro embate nessas eleições. Candidato ao governo de São Paulo, pelo PSOL, teve 532 mil votos. “Um resultado excepcional”, diz ele, que contou com uma estrutura precária e quase nenhum dinheiro.
Carta Maior – O sr. saiu do PT, partido que ajudou a fundar, e transferiu-se para o PSOL há cerca de um ano. Como foi esta passagem?
Plínio de Arruda Sampaio – Quando saímos do PT pensávamos o seguinte: nós estamos na proa de um Titanic, afundando. Olhamos em volta em busca de algum bote de salvação. Como o PSOL nos ofereceu filiação democrática e legenda, fomos para lá. Eu estou decidido a contribuir para a formação de um novo partido de esquerda. Acho que há espaço. Existem as esquerdas e não a esquerda, incluindo setores ainda internos ao PT, que vêem seu espaço se reduzir. Agora, depois da campanha, não tenho certeza se essa jangada que conseguimos nos deixou em alto mar ou se paramos numa ilha deserta. Essa reorganização da esquerda ainda está em aberto.
Carta Maior – Qual sua expectativa para um segundo governo?
Plínio de Arruda Sampaio – Acho que a esquerda agora tem de reunir-se e fazer um programa compreensível pelo povo, para pressionar Lula a confrontar-se com a direita. Se formos nesse fogo brando, solidifica-se uma situação ruim. Se não houver um aumento da temperatura política, com pressão popular, os quatro anos a mais do Lula podem solidificar o fim da era Vargas, como era o projeto de Fernando Henrique Cardoso. Lula tem uma possibilidade longínqua de topar um confronto com a direita e Alckmin não.
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Blogosfera (1)
Outubro 26, 2006O tema desses dois textos me é muito caro, e alimentam meu interesse na antropologia ou sociologia da técnica, sobre a ótica da Cibercultura e dos pós-orgânicos em um período de esfacelamento dos ideais modernos. Apesar de longos, são muito “gostosos” de ler.
Lucio Uberdan.
(…) Nossos analistas ainda não se deram conta de que aplicam um modelito anos 60 para analisar um país que, para o bem e para o mal, é outro. Em vez de trocar de povo, devemos trocar de analistas (…) Franklin Martins chegou perto de entender o novo Brasil em recente entrevista à revista Caros Amigos, ao dizer que os tradicionais formadores de opinião não formam mais opinião no Brasil. Ele usou o exemplo da pedra no lago para explicar como o processo se dava no País: a partir da classe média, a opinião se difundia em ondas concêntricas, até atingir o povão. Segundo Franklin, as ondas agora batem num dique e voltam: a classe C tem seus próprios interesses a defender – e já percebeu que eles nem sempre coincidem com os dos moradores do andar de cima (…) Sejam benvindos a um país mais complexo, em que o poder dos coronéis locais, montados em suas concessões de emissoras de rádio e tevê, se esgarça nas franjas (…) É na lan house que a periferia orkuta; que joga aqueles videogames em que o sangue jorra; que imprime currículos em busca de empregos inexistentes; que baixa o vídeo da Cicarelli. Em resumo, é na lan house que a periferia faz ligação direta no ônibus que nossos comentaristas supõem dirigir (…) a classe C a que se referiu Franklin Martins. A classe média sem água e esgoto (…) carro usado na garagem, máquina de lavar, videogame, dvd, internet discada, ligação clandestina de água, bacias para recolher água de chuva, fossa e água de chuveiro desembocando direto na rua. Lá o eleitor conversa enquanto o telejornal está no ar, comenta os diálogos da novela, vai na lan house procurar emprego e conversar pelo messenger. Os estudantes dão copy e paste para fazer trabalhos de escola. Estejam certos de que os eleitores de lá não obedecem ao andar de cima. Então o Lula pode ser reeleito com os votos de revolucionários da periferia?
Pelo contrário, ele terá os votos dos conservadores, no sentido literal da palavra.
E o que estes eleitores querem conservar?
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